População inglaterra

A população está em explosão demográfica desde a Revolução Industrial que começou na Inglaterra em meados do século XVIII. Em 2002, a “ Population Reference Bureau ” (organização sem fins lucrativos especializada em estudos demográficos) publicou uma estimativa onde afirma que mais de 106 bilhões de pessoas já viveram na Terra . Pirâmides Populacionais: Reino Unido - 2019. Other indicators visualized on maps: (In English only, for now) Adolescent fertility rate (births per 1,000 women ages 15-19) A Inglaterra é a maior das quatro partes que formam o país chamado Reino Unido.As outras partes são Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales. Londres é a capital tanto da Inglaterra quanto do Reino Unido. A área da Inglaterra é de 130.278 km 2 e sua população é de 53.013.000 habitantes (censo de 2011). Geografia e população da Inglaterra Os ingleses estão localizados em um arquipélago estratégico para o acontecimento de inúmeros eventos responsáveis pela construção do ocidente. A principal nação constituinte do Reino Unido tem como vizinhos a Escócia, ao Norte, e o País de Gales, a Oeste, ambos também integrantes da Grã-Bretanha. População atual, nascimentos e mortes de hoje e durante o ano, migração líquida e crescimento da população. Contacte-nos; População do Reino Unido. Relógio da população do Reino Unido 66 908 998. População atual: 32 946 074. População masculina atual (49.2%) 33 962 924. População Segundos os dados mais recentes disponíveis, a população da Inglaterra foi estimada em aproximadamente 61 milhões de habitantes, sendo o país mais densamente povoado. Postado por inglaterra-on às 21:57. 3 comentários: Unknown 3 de junho de 2012 04:53. Lista de países ordenados pelo tamanho da população. Origem dos migrantes recolhidos em. Densidade populacional por país. Population Projections. Population Growth Map per Year. Other indicators visualized on maps: (In English only, for now) Adolescent fertility rate (births per 1,000 women ages 15-19) População: 56,1 milhões de habitantes (estimativa 2020) Densidade demográfica: 430,23 habitantes/km2 (ano de 2020 - estimativa) Nome Oficial: Inglaterra Nacionalidade: inglesa Governo: Monarquia Parlamentarista. Divisão administrativa: regiões, condados, distritos e paróquias. DADOS GEOGRÁFICOS: Localização: Europa A população do Reino Unido e a Inglaterra Fotografias - Inglaterra - 3/02/19. Habitantes da Inglaterra. A população inglesa. O Reino Unido registava, em 2018, uma população de 66 020 153 habitantes. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respectivamente, de 10,71%o e 10,13%o. A esperança média de vida é de 78,54 anos. Londres está localizada no sul da Inglaterra e é a capital política e econômica do Reino Unido.O centro da cidade está situado a 60 km da desembocadura do Tâmisa, rio que percorre a cidade.Sua privilegiada localização no centro sudeste da Inglaterra a beneficiou, já que, durante muito tempo, foi a região mais povoada e rica do país.

O stalinismo nunca apoiou nenhuma revolução; as boicotou (II)

2020.09.28 22:22 Des777soc O stalinismo nunca apoiou nenhuma revolução; as boicotou (II)

Stálin trabalhou para impedir as revoluções na França, Itália e Grécia, bem como para tomar o controle das revoluções no Leste Europeu, pactuando com o imperialismo
Por: Eduardo Vasco
Recentemente, o jornalista Breno Altman comentou:
“Segundo Trotsky, Stalin seria um ‘organizador de derrotas’. Mas as várias revoluções pós-1945 foram comandadas por partidos aliados à URSS ou ao movimento comunista se integraram. Nenhuma vitória teve liderança trotsquista ou de outras linhagens dissidentes. Não é curioso?”
Bom, se é curioso, então vamos tentar matar essa curiosidade, ao menos parcialmente, neste artigo.
Comecemos pela segunda parte de seu comentário. Por que será que nenhuma revolução vitoriosa foi liderada por trotskistas? Será porque o próprio Stálin mandou executar todos os trotskistas que havia na URSS e o próprio Leon Trótski? Será porque os partidos comunistas da maior parte do mundo, marionetes de Moscou, realizaram uma verdadeira repressão contra os militantes trotskistas dentro e fora de suas organizações? Será porque o inimigo central de toda a política stalinista era justamente o “trotskismo”, do qual eram acusados todos aqueles que não se ajoelhavam aos pés de Stálin?
Na primeira parte deste artigo citei a revolução espanhola de 1936. A organização mais esclarecida e avançada no movimento da esquerda espanhola dentro da revolução era o POUM, que contava com muitos simpatizantes de Trótski, embora não fosse um partido trotskista. Mas, por não seguir os ditames do Crêmlin, foi duramente perseguido por seus “aliados” do partido comunista e das Brigadas Internacionais nas regiões dominadas pelo PCE. A mando da URSS, seus membros foram presos, obrigados a deixarem o partido, suas milícias foram dissolvidas, o partido colocado na ilegalidade e seus dirigentes, como o secretário-geral Andrés Nín, foram sequestrados, torturados e, finalmente, executados. O esmagamento do POUM pelos stalinistas foi fundamental para a posterior derrota da esquerda para o fascismo na Guerra Civil, com a vitória da contrarrevolução que levou a Espanha a amargar quase 40 anos de terror franquista.
Altman afirma, também, que as revoluções pós-1945 foram lideradas por partidos stalinistas. Isto é, a burocracia soviética teria sido responsável, em última instância, por essas revoluções. Nada mais longe da realidade.
Exemplo disso é a própria libertação dos países do leste europeu do jugo nazista no final da II Guerra Mundial.
A expansão da Alemanha para o leste fez com que as tropas de Hitler ocupassem todos os países da Europa Oriental, incluindo partes da União Soviética. Nesses países, os nazistas implantaram governos fantoches, estabelecendo uma violenta repressão contra a classe operária. Na Polônia, por exemplo (cuja parte ocidental foi entregue a Hitler por Stálin), ocorreram algumas das mais tenebrosas atrocidades já vistas contra a raça humana.
Mas como toda grande guerra é um fator revolucionário, no leste europeu não foi diferente. Embora extremamente abatida pela repressão dos ocupantes, a classe operária desses países manteve-se resistente à medida que os regimes fantoches apodreciam, sem qualquer apoio real em nenhuma parte expressiva da população.
Nesses países, os alemães haviam tomado conta de toda a economia. As fábricas, indústrias e bancos pertenciam ao III Reich e suas economias tinham a única finalidade de abastecer a Alemanha. Eram países colonizados. As usinas, metalúrgicas, minas, fábricas de munições e equipamentos, tudo operava em função da máquina de guerra nazista.
Com o intenso desgaste alemão, motivado por uma guerra em duas frentes de batalha e com o domínio colonial corroído pela resistência armada, os alemães tiveram de abandonar suas propriedades industriais e fugir. A população, cada vez mais organizada em variadas milícias armadas, ergueu-se em um verdadeiro movimento revolucionário para retomar o país, sem os capitalistas, expropriando a propriedade privada. Explodem insurreições por todas as partes.
Aí é que entra o stalinismo, reorganizando os “partidos aliados à URSS” – como diz Altman, na verdade partidos absolutamente controlados por Moscou. Muitos deles cujos burocratas estavam fora de seus países e que, com a chegada do Exército Vermelho, que marchava para o oeste ao expulsar a Wehrmacht e seus aliados romenos, húngaros, búlgaros etc, caíram de paraquedas, tornando-se prepostos da URSS justamente para conter o desenvolvimento socialista da revolução para uma tomada do poder diretamente pela classe operária.
Mais do que isso: Stálin boicotou a tomada do poder pelos partisans em diversos países. Já em 1943, os correligionários de Tito elaboram um programa de socialização da propriedade privada para uma Iugoslávia liberta. Stálin não gosta e manda Dimitri Manuilski, um de seus funcionários para o estrangeiro, avisar Tito que isso não seria tolerado. “O patrão está muito descontente; diz que é uma punhalada pelas costas contra a União Soviética e uma manobra contra a Conferência de Teerã”, escreveu Manuilski, como relata o historiador Jean-Jacques Marie em sua biografia de Stálin.
De fato, o líder soviético já vinha esboçando a partilha da Europa com Churchill e Roosevelt após a vitória iminente dos Aliados contra Hitler. Pouco depois, o destino do continente foi traçado: a Europa Ocidental ficaria na órbita de EUA e Inglaterra, enquanto a Oriental ficaria sob a influência soviética. A Grécia deveria ser controlada pelos britânicos e a Alemanha dividida em quatro, com uma parte para os franceses.
Mas foi ainda pior: após os povos do leste europeu expulsarem os nazistas, não foram apenas os fantoches da burocracia stalinista que tomaram o poder, fazendo uma revolução “por cima” – na verdade, aproveitando-se da revolução para afastar a classe operária efetivamente do poder. Em todos os países (Polônia, Bulgária, Romênia, Hungria, Tchecoslováquia) foram estabelecidos governos de coalizão com os partidos do imperialismo. Eram, em última análise, governos de frente ampla, uma vez que congregavam tanto os partidos comunistas stalinistas como liberais, católicos e “social-democratas”. Nasciam, assim, as chamadas “democracias populares” – que foram levadas ao status de democracia perfeita pela propaganda stalinista no mundo todo, inclusive sendo extremamente elogiadas pelos dirigentes e intelectuais do PCB no Brasil.
O stalinista húngaro Martin Horvat chamou esses regimes de “a forma mais progressista da democracia burguesa, ou mais exatamente como a única forma progressista”. Na Bulgária, onde o Partido Comunista procurava tomar o poder sozinho, Stálin criticou a “pressa” dos dirigentes, bem como mostrou preocupação com a saída do Partido Agrário da coalizão governamental com os comunistas, impondo inclusive que o próprio Partido Comunista se transformasse em uma frente ampla.
Dois países não seguiram esses moldes: Iugoslávia e Albânia. O primeiro, como citado acima, enfrentou os boicotes de Stálin e levou os partisans comandados por Tito ao poder. Isso fez com que a burocracia soviética se enraivecesse e iniciasse, principalmente após 1948, um processo de constante agressão contra os iugoslavos, inclusive acusando Tito de ser um “trotskista”, apenas porque os iugoslavos optaram por ser livres do controle stalinista. Os albaneses conquistaram a libertação da mesma maneira, com os partisans liderados por Enver Hoxha tomando o poder. Em uma característica que lhe assemelha a Mao Tsé-Tung, o líder albanês acabou por defender Stálin publicamente, fruto de sua posição política notoriamente sectária e confusa, embora nunca tenha sido controlado pela burocracia stalinista e tenha rompido todas as relações com ela a partir dos anos 50.
Nos países que ficariam sob a influência de EUA e Inglaterra, a situação não foi diferente. Também foram criados governos de frente ampla, com a incorporação dos partidos comunistas teleguiados por Moscou ao Estado burguês. Na França e na Itália, por exemplo, o PCF e o PCI, sob ordem direta da URSS, desarmaram suas milícias e toda a classe operária, abrindo mão da revolução para constituir um governo de unidade nacional com a direita e inclusive com remanescentes do fascismo. É conhecido o caso italiano, no qual o famoso líder do PCI, Palmiro Togliatti, tornou-se vice-primeiro-ministro e depois ministro da Justiça, anistiando uma série de magistrados que, durante a ditadura de Mussolini, foram responsáveis pela condenação de milhares de militantes comunistas, e mantendo intacta a estrutura judiciária da Itália, que até hoje tem uma Justiça marcadamente fascistóide.
Na Grécia, os comunistas lideravam o movimento de resistência antifascista que apresentava uma ascensão revolucionária e Churchill apoiou a brutal repressão do governo monárquico, resquício do domínio fascista. Stálin respeitou os acordos feitos antes e depois da Conferência de Ialta, lavando as mãos diante do banho de sangue. “Não tenho a intenção de julgar as atuações britânicas na Grécia”, disse Stálin a Churchill (Jean-Jacques Marie. Stalin, p. 757). O primeiro-ministro britânico agradeceu, pouco depois: “Reconheço as atenções que me demonstrou quando nos vimos obrigados a intervir com consideráveis forças armadas para barrar o ataque do EAM-ELAS [braço armado do Partido Comunista Grego] contra a sede do governo em Atenas” (Idem). Em realidade, durante toda a guerra civil, Stálin atuou contra qualquer tipo de ajuda aos comunistas gregos.
Esse cenário se desenhou até 1948, quando o imperialismo, por necessidade, rompeu a aliança com a União Soviética, expulsando os stalinistas dos governos de França e Itália e iniciando a chamada “Guerra Fria”. Isso fez com que as frente amplas se desmanchassem. Stálin, assim, se viu obrigado a tomar o poder nos países do leste europeu, fazendo com que os partidos comunistas engolissem os demais partidos das coalizões. O que, no entanto, significou a consolidação da integração dos elementos direitistas e burgueses ao regime, e não seu esmagamento. Tal fato foi um fator de direitização ainda maior desses regimes e supressão final das aspirações populares, apesar de ser mantida a propriedade estatal dos meios de produção.
Assim, se na Europa do Leste o stalinismo impediu o desenvolvimento independente das massas trabalhadoras para a tomada do poder e completo esmagamento da burguesia e de seus representantes, entregando o governo para burocratas fantoches que nada tinham a ver com a revolução operária, na Europa do Oeste o stalinismo simplesmente traiu a revolução ao desarmar o povo e ordenar que seus partidos integrassem os regimes burgueses, sendo cada vez mais meros coadjuvantes na cena política ao longo das décadas seguintes.
A URSS de Stálin, portanto, não comandou nenhuma revolução. As roubou para si e para seus burocratas subordinados, no caso do leste europeu, e as traiu de maneira criminosa, na Europa Ocidental.
Por outro lado, pode até ser verdade que nenhuma revolução vitoriosa tenha levado um partido trotskista ao poder, como afirma Altman. Entretanto, será mesmo que o trotskismo não influenciou essas revoluções? E, ainda, não teriam algumas dessas mesmas revoluções sido provas da teoria trotskista da revolução permanente? Analisaremos essas questões posteriormente.

https://www.causaoperaria.org.bo-stalinismo-nunca-apoiou-nenhuma-revolucao-as-boicotou-ii/
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2020.09.15 06:37 Hike16 A destruição do tecido industrial brasileiro

Olá, camaradas, quero contribuir para esse sub com um texto que eu e uns camaradas escrevemos, pois acreditamos que os comunistas precisam ter mais acúmulo sobre o desenvolvimento das forças produtivas mas sem que isso se confunda com um desenvolvimentismo cretino. Estamo abertos ao debate, com críticas e apontamentos. Abraços!
Parte I – a importância da indústria
Modos de produção (e reprodução) da vida social são uma unidade de dois aspectos: relações de produção e forças produtivas. A esquerda brasileira em geral costuma com toda a justeza denunciar e almejar uma mudança quase que exclusivamente no primeiro. Cabe perceber que da mesma forma que as relações sociais capitalistas jamais teriam se generalizado se não houvesse o advento histórico da grande indústria de transformação, não pode haver relações de produção plenamente socialistas sem uma correspondente base material muito avançada.
Nesse sentido, quando olhamos o Brasil, vemos vários problemas na produção econômica em solo nacional. No que se relaciona mais diretamente com as relações de produção, vemos uma péssima distribuição da renda nacional, com um índice GINI – que busca esboçar a desigualdade em uma escala de 0 a 1, sendo 1 o mais desigual – de aproximadamente 0,53. Cabe ressaltar que, em países vizinhos, apesar da pobreza, o índice é menor, como é o caso da Colômbia (0,50), Uruguai (0,39), Bolívia (0,42) e Cuba (0,38). No tocante às forças produtivas, estas não são nem um pouco abundantes em termos relativos à população. Hoje, nosso PIB per capita fica na faixa dos 9 mil dólares anuais por pessoa, tendo tido o pico de 13 mil, em 2011. Não é um valor pequeno, de forma alguma, como se verifica em outros países muito mais assolados pelo rapinagem imperialista. Mas está muito longe de estar perto dos países de capitalismo autônomo e avançado, que figuram cifras acima dos 30 mil dólares anuais por pessoa.
É verdade que a produtividade nacional não se impõe como uma barreira imediata e intransponível para o início de uma nova ordem social, como, por exemplo, atesta a valente e forte experiência cubana, ou mesmo a revolução bolchevique partindo da Rússia semi-feudal. Talvez justamente por isso que a esquerda costume focar suas preocupações estratégicas (isto é, quando tem alguma) nos aspectos relativos às relações de produção, além de uma compreensível precaução de não voltar a incidir nas concepções etapistas da revolução brasileira. Trata-se de uma ressalva plenamente justificada: defender a ampliação das condições industriais e produtivas para poder socializá-las com qualidade à maioria da população. Não pode se confundir com ilusões no desenvolvimento da ordem capitalista ou ainda com pretensões nacionais da burguesia nativa, que hoje no Brasil é associada e profundamente dependente do imperialismo.
Ainda que o atraso nas bases econômicas não seja essa barreira intransponível para o início do processo socialista, certamente o é para o seu pleno desenvolvimento. Não pode haver florescimento das capacidades humanas para o/a trabalhadoa, seu ativo envolvimento na vida política e nos rumos do país, sem que haja uma base material arrojada que os libere do trabalho extenuante. Para um país se desenvolver plenamente rumo ao socialismo é condição necessária (mas não suficiente) que ele atinja grau de sofisticação bastante elevado em suas forças produtivas, como se verifica na história da União Soviética e também na China, onde o povo e a força dirigente tiveram que empenhar esforços colossais para superar o atraso tecnológico dessas sociedades. O avanço da revolução socialista nesses países fica tanto mais penoso e dificultado conforme menos desenvolvidas são essas forças produtivas e as relações de produção fruto de sua história.
Nesse sentido, cabe então colocar na ordem do dia o debate sobre os rumos que um país deve adotar para o desenvolvimento de suas capacidades produtivas e da geração de renda, serviços e produtos. A experiência histórica indica que uma indústria manufatureira desenvolvida é condição imprescindível para a geração de riqueza. Ainda que o estágio atual de desenvolvimento do capitalismo possa fazer parecer que o grosso da riqueza está se deslocando cada vez mais para o setor de serviços, sua base material ainda reside na manufatura, pois é na manufatura em que a maior parte do valor é agregada às mercadorias.
Além disso, os serviços sofisticados estão umbilicalmente conectados à indústria. Por exemplo, todos os serviços de informática estão assentados sobre o fato de existir um objeto físico, a saber um computador ou qualquer outro dispositivo, que possibilita a existência desse serviços. Além do mais, o domínio sobre tais serviços sofisticados necessita de um grande desenvolvimento e aprendizado tecnológico, e os países que têm tais domínios são justamente os que têm sua forças produtivas em um grau de maturidade mais avançado. A importância da indústria reside no fato de ser por meio dela que o trabalho humano pode desabrochar muitas de suas potencialidades, como a soma coordenada do trabalho de muitos operários, que é mais produtivo do que a soma simples das partes. Na produção manufatureira, diferentemente dos serviços, a finalidade é um produto, não uma atividade, e portanto a possibilidade de ampliar a produtividade possui menos restrições. Na indústria, temos por excelência a possibilidade de economia de escala e de escopo, que otimizam o potencial produtivo. Assim, sem uma indústria manufatureira desenvolvida, o caminho para a riqueza é impossível.
Entretanto, é comum nos depararmos com objeções postas pelos economistas ortodoxos (neoclássicos, e maiores apologistas da ordem). Para se contrapor à ideia de que uma base manufatureira fecunda é necessária para poder ter desenvolvimento econômico, eles remetem a uma noção desenvolvida por David Ricardo – as chamadas vantagens comparativas. Isto é, um país deveria se concentrar e se especializar em produzir o que ele sabe fazer melhor e com mais produtividade. Por exemplo: se um país tem vastas extensões de terras agricultáveis e recursos minerais abundantes, ele deveria se concentrar nesses setores. Sendo assim, seria capaz de aprimorar cada vez mais tais setores, e isso possibilitaria conseguir trocar suas mercadorias no mercado mundial com tamanha produtividade e eficiência com relação aos demais competidores, que de tal sorte ele conseguiria gerar excedentes e assim adquirir os demais bens que não é capaz de produzir, e se desenvolver – dizem tais mistificadores. Na prática, a vantagem comparativa dos países de capitalismo dependente é produzir bens primários enquanto que as vantagens dos países centrais são a produção de bens industriais de alta tecnologia. Para os defensores dessa visão, o Brasil deveria se focar em aumentar sua produtividade agropecuária e no setor de mineração, e assim as ditas “forças de mercado” conduziriam o país rumo a um crescimento econômico sustentado.
Essa visão é ingênua. De fato, nenhum país (exceto a Inglaterra, de onde tal ideia partiu) se desenvolveu apenas apostando nas suas vantagens comparativas, pois, inicialmente, ninguém dispõe como vantagem de ter forças produtivas avançadas: essas forças tiveram de ser desenvolvidas. Também podemos olhar para os países ricos e constataremos que são – adivinhe, sim! – os países mais industrializados. Se hoje alguns países com altos índices de riqueza per capita não possuem grande participação relativa da indústria, costuma ser porque nestes já houve um pico de industrialização, e agora eles têm grande participação de serviços industriais sofisticados, como a Austrália.
Por outro lado, não podemos cair em uma espécie de “industrialismo ingênuo”, como se tudo se resumisse a um desenvolvimento mais ou menos intrínseco das forças produtivas, ignorando as relações de produção, de propriedade e de trabalho que condicionam, ou em última instância determinam, a alocação do excedente econômico da sociedade. Não menos importante, há que se lembrar da geopolítica do imperialismo, que alavanca os países de capitalismo avançado através da rapina e exploração do restante do mundo, relegando a ele o atraso econômico e a miséria de sua população. Isto é, como via de regra, há sim grande correlação entre países ricos e desenvolvidos com o desenvolvimento de sua indústria, mas rejeitamos um argumento que tome a existência da indústria como explicação simples da riqueza destas nações, algo que simplifique essa questão numa resposta de causalidade unidirecional. Em linhas gerais, simplificadamente, podemos ver que o desenvolvimento industrial de países europeus e dos EUA ao longo do século XIX permitiu que estes gestassem em seu solo grandes monopólios e associações capitalistas que viriam a usar seus respectivos Estados nacionais para seus desígnios comerciais. Com a crescente exportação de capital e a consequente partilha do mundo entre as nações, criou-se uma ordem mundial muito hábil em sufocar os esforços de desenvolvimento autônomo dos demais países. Essa é a situação colocada no cenário internacional a partir do final do século XIX, mas que, mudando o que tem que ser mudado, vigora até os dias atuais com novas determinações. Portanto, ainda que ela tenha cumprido papel indispensável, não é pura e simplesmente pela industrialização que os países capitalistas ficaram ricos, e, nesse sentido, não será pela simples (que de simples não tem nada, na verdade) industrialização que o Brasil superará sua condição de penúria econômica e social – é preciso confrontar a dominação imperialista e seus agentes internos.
Parte II – a tragédia brasileira
Uma coisa importante nem sempre percebida sobre a industrialização de um país é que não basta termos uma boa participação quantitativa industrial na economia nacional para podermos usufruir de todo o potencial qualitativo da indústria. Há uma significativa diferença entre ter indústria e ter um complexo industrial. Isto é, o importante não é apenas ter várias indústrias, mas tê-las em setores que estejam ligados entre si, fornecendo e absorvendo a produção umas das outras. A importância de ter toda a cadeia produtiva em solo nacional é evidente: cada parcela de excedente fica aqui, movimentando a nossa economia. Mais que isso, num momento de instabilidade, de alta demanda por algum produto – como são os ventiladores pulmonares durante a pandemia atual -, vemos que não basta ter dinheiro para querer comprar – quem produz é quem tem vantagem. Se hoje parece “comum” a situação de atraso industrial do Brasil em relação ao mundo, cabe dizer que nem sempre foi assim. A situação atual é produto direto do processo de aprofundamento da dependência e associação das classes dirigentes nacionais ao imperialismo.
Enquanto é verdade que no ano de 1930 o Brasil não viveu uma revolução, o deslocamento das frações de classe no poder alçou a industrialização no país, até então dominado pelas elites rurais. O governo de Getúlio criou importantes bases para que o capitalismo pudesse se desenvolver com força nas cidades, promovendo a industrialização do país. Ao longo das décadas de 1950 até 1970, o Brasil passou por um intenso processo de industrialização, passando de um país essencialmente agrário para uma economia com forças produtivas bastante desenvolvidas, no final da década de 70. O Brasil foi um dos países que mais rápido se industrializou no mundo, tendo atingido taxas volumosas de crescimento. Esse projeto desenvolvimentista teve sua origem nos governos Getúlio Vargas e JK, com a criação de empresas como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN, financiada pelos EUA em troca da participação do Brasil na II Guerra Mundial) e a Petrobras, que tiveram seu caráter estatal garantido por intensa campanha popular.
Mesmo durante o regime civil-militar, esse projeto desenvolvimentista não foi abandonado – estando presente através do I PND e II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento). Apesar de estar umbilicalmente ligado ao capital internacional, esse projeto não era tão subserviente ao modo que vemos no governo atual. De fato, durante a ditadura civil-militar, o imperialismo ampliou sua dominação sobre o Brasil, mas isso não impediu tais projetos de terem pontualmente desacordos com os interesses imperialistas, como o programa nuclear brasileiro, por exemplo. O combustível para esse desenvolvimento era crédito internacional barato e de longo prazo, e grandes obras de infraestrutura. No ano de 1979, em virtude das crises do petróleo, houve um choque internacional nas taxas de juros, elevando substancialmente o preço do crédito, o que foi um golpe fatal nesse modelo desenvolvimentista. Como consequência disso, ao longo da década de 1980, a economia brasileira sofreu com crise na balança de pagamentos e calote na dívida externa, que havia aumentado massivamente no período anterior e hiperinflação. A estagnação da década de 80 marca o fim do modelo nacional desenvolvimentista.
Ao início da década de 80, a indústria representava algo em torno de 40% da produção nacional, enquanto que, ao longo dos anos 2000, foi para a casa dos 23%, e hoje, com a crise continuada, estamos estacionados nos 18%. Em muitos países, é comum ver uma diminuição relativa da participação industrial em favor do setor de serviços; trata-se de uma tendência geral. Entretanto, os países de capitalismo desenvolvido o fazem após terem obtido um grau de sofisticação industrial que permitiu o desenvolvimento de serviços de alto valor agregado (o chamado de arco da industrialização) – caminho esse que o Brasil definitivamente não seguiu, pois nossa economia apenas diminuiu sua complexidade. Vejamos o que aconteceu que nos conduziu nesse descaminho:
Ao longo de década de 1990, a economia brasileira passa por uma série de transformações importantes com a adoção das políticas econômicas do “Consenso de Washington”. Ou seja, houve uma brusca abertura comercial, uma série de privatizações, além de medidas para a estabilização monetária (Plano Real) – como uma sobrevalorização cambial e altíssima taxa de juros, tendo a SELIC chegado a 40% ao ano. As medidas do Consenso são excessivamente rigorosas, e verdadeiramente implacáveis contra a indústria. A manufatura brasileira, que se desenvolveu com um amplo protecionismo, era posta desnuda para disputar no mercado mundial. Medidas como sobrevalorização cambial e alta taxa de juros, que eram para ser passageiras para a estabilização monetária, se tornaram o padrão, mas são péssimas para a indústria, e contribuíram significativamente para a manufatura brasileira estar nesse atoleiro.
De toda forma, durante os anos 2000, o Brasil pôde finalmente desenvolver sua economia, com uma moeda estável e inflação controlada. Nesse período, o mundo viu a ascensão de um novo gigante econômico: a China, com sua produção manufatureira abundante e barata, e sua colossal demanda por gêneros agropecuários e minerais, que contribuiu para a alta do preço das commodities, experienciada no período. Assim, conjunturalmente, foi vantajoso para o Brasil aumentar sua produção agropecuária e extrativista para a exportação, enquanto que o câmbio, muito valorizado no período, tornava a importação de manufaturas muito mais em conta do que o estímulo à produção interna. O interesse governamental imediato de segurar a inflação se contrapôs no médio prazo à vitalidade de nossa indústria. Assim, com uma melhoria conjuntural, o Brasil acabou por diminuir a complexidade de sua economia, e aprofundou sua dependência econômica de forma estrutural.
Em 2011, era claro para o governo e para os industriais que o cenário macroeconômico precisava mudar para dar chance à nossa indústria. Foi então que este começou a abandonar a gestão super-ortodoxa da economia e passou a adotar a chamada “Nova Matriz Econômica”, vulgo “Agenda FIESP” – grande proponente e articuladora da mudança. Tratava-se de uma diminuição dos investimentos públicos e ampliação das desonerações fiscais, além de uma baixa nos juros e alguma desvalorização cambial, visando a dar mais espaço e competitividade ao nosso setor industrial. Ocorre que não bastavam condições macroeconômicas para que nossa tecnologicamente atrasada indústria nacional pudesse alcançar o desempenho de suas congêneres mundiais. Mais ainda: nesse período, o mundo começou a testemunhar a diminuição do preço das commodities, que, junto da mudança que a economia brasileira vinha operando, diminuiu radicalmente nossa balança comercial e a arrecadação do governo. As desonerações, ao invés de induzirem os investimentos industriais, serviram apenas para os empresários aumentarem suas margens de lucro.
Em 2015, o segundo mandato de Dilma inicia com um verdadeiro estelionato eleitoral, praticando uma agenda econômica exatamente ao contrário do que dizia nas eleições de 2014. A forma de buscar ajustar a situação fiscal do Brasil foi pela agenda ultra reacionária e anti-povo comandada pelo banqueiro Joaquim Levy, que promoveu inúmeros cortes no orçamento na área de bem-estar social e subiu a taxa SELIC para 14,25% ao ano. Desde então, com o decorrer do golpe de 2016, o debate econômico no Brasil parece ter se reduzido somente ao controle fiscal, com a visão ortodoxa hegemônica condenando por princípio os gastos públicos. O câmbio de fato começou a tornar-se mais favorável à indústria, mas faltava o ambiente político e a coordenação institucional para incentivar os industriais a retomar os investimentos. A verdade é que esse setor, como o restante da burguesia, tem muito pouco compromisso com o país para além de sua rentabilidade pessoal. É preferível para estes girar seu capital para a especulação do que tomar os riscos do investimento produtivo, que poderia induzir um crescimento geral.
Para coroar esse processo, tivemos ainda a contribuição da Lava-Jato, operação articulada a partir dos EUA com o intuito de promover um completo massacre no cenário político e econômico brasileiro, nos tornando presas fáceis para o recrudescimento da dominação imperialista. Os efeitos sobre a política todos já conhecem, mas é importante ressaltar que a vilania lava-jatista também recaiu sobre setores-chave de nossa economia. Dentre as várias “inovações jurídicas” da Lava-Jato, a que mais tocou a indústria foi a pena imposta às empresas cujos dirigentes se envolveram em escândalos de corrupção, de impedi-las de participar de licitações por alguns anos. Trata-se de um tremendo absurdo, uma vez que quem fez o ilícito foram pessoas físicas, ainda que dirigentes das empresas. Impedir as empresas de acessarem projetos públicos, na verdade, é impedir o governo de executar suas obras com o melhor da engenharia nacional – que, importante dizer, infelizmente está concentrada em poucos monopólios, tão suscetíveis a esses escândalos. A promiscuidade entre poder público e poder econômico privado é algo imanente no capitalismo; portanto, não se trata aqui de uma defesa moralista de separar o joio do trigo para defender os “empresários honestos”. Trata-se tão somente de denunciar uma medida da justiça destinada a essa finalidade, que não contribui em nada para o combate à corrupção, e somente cria auto-entraves ao desenvolvimento de nossas forças produtivas.
Com isso, vimos pararem as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ) e da Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco, que acrescentariam enormemente nossa capacidade de refino; podemos citar ainda a Linha 6 do metrô de São Paulo, a Usina Angra 3 da Estação Nuclear Almirante Álvaro Alberto, e outros 90 bilhões de reais em obras paradas que de alguma forma foram afetadas pela Lava-Jato. Mais ainda, a longa saga do submarino nuclear brasileiro (tecnologia que fornece um salto de qualidade operacional à embarcação, essencial para uma marinha contemporânea) também foi interrompida. Nesse caso, não apenas pelo fato de somente a Odebrecht ter capacidade de engenharia para tal empreendimento, como pela vagamente motivada prisão do Almirante Othon, engenheiro-militar brasileiro articulador da tecnologia nuclear no país. Soma-se a isso também a série de operações como a “Carne Fraca” de 2017, que visaram a alcançar frigoríficos do país, afetando duramente sua capacidade de exportação e competição com os monopólios norte-americanos. Ainda que saibamos bem o que significam essas empresas no Brasil, desde a exploração e falta de qualidade de trabalho de seus funcionários até a compra de políticos, não devemos ter dúvidas de que, ainda que não seja essa sua razão de ser, sua participação no mercado mundial é antagônica aos interesses estadunidenses, principalmente neste período de crise mundial continuada. Evidência disso é que, mesmo com a divisão internacional do trabalho empurrando o Brasil para a produção de commodities, os EUA se beneficiaram em 2019 com a política externa imbecil de Bolsonaro, e ampliaram sua exportação de soja para a China no vácuo por nós deixado.
Ao fim e ao cabo, temos o cenário atual, em que a participação da indústria é diminuta (e cada vez menos complexa), os serviços são cada vez menos sofisticados e o setor primário é o salvador da balança comercial. Entretanto, seja no setor da indústria, seja nos serviços, na agropecuária, no mundo financeiro, é imprescindível não perder de vista o caráter dependente e simultaneamente associado de nossa burguesia nativa em relação ao imperialismo. Ela se desenvolveu como “sócia-menor” dos empreendimentos do capitalismo central em nosso país, e desde o golpe de 64 o imperialismo é o setor hegemônico do bloco de forças dominantes no Brasil. Sendo dependente, nossa burguesia articula internamente sua dominação de modo a sufocar as classes subalternas, tanto econômica quanto politicamente, em patamares muito mais intensos do que é necessário no “centro”. Sendo associada, a burguesia nativa brasileira está confortável com essa situação de subordinação, e não possui qualquer projeto como classe para alçar o Brasil a uma condição de capitalismo autônomo, tecnologicamente avançado. Assim, o desenvolvimento tecnológico e em escala de nossa indústria deve ser visto como mais um dos momentos internos ao processo de revolução socialista no Brasil. Trata-se de mais uma das “tarefas nacional-populares”, junto às reformas agrária, urbana, educacional, tributária etc. que a burguesia nativa, diferentemente de suas congêneres europeias, não precisou realizar para instalar sua dominação. Ao contrário de interditá-las por definitivo, a burguesia na verdade joga tais tarefas para as classes subalternas, que deverão cumprí-las no percurso do processo radical de transformação social – como momento interno, e, portanto, não como etapas precedentes – que irá destruir a dominação burguesa (interna e externa) em nossas terras e construir um Brasil livre, soberano, popular e socialista!
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2020.08.10 16:32 Vl4dimirPudim História "completamenta" e básica da Pudinisland

O início de tudo
Todo começou com a chegada dos egípcios na Ilha, há 5 mil anos atrás, não se sabe muito como eles chegaram aqui, nem se sabe porque, mas o fato é que eles vinheram. Eles fizeram poucas coisas além de fundar a pirâmide 2 na região onde hoje é Pepinopolis [ que hoje só há ruínas ], e entrarem em contato com alienígenas. Eles basicamente moravam em cavernas é só existiam. Também havia no arquivo uma ilha com um formato do Acre, nada mais era que o próprio acre, lá vive as últimas espécies conhecidas de dinossauros.
Foi então que em 1684, um aventureiro da coroa inglesa, Lorde da casa Bacon, acabou naufragando nessa ilha específica, ele fez contato com esses povos antigos, que por motivos desconhecidos falavam perfeitamente o inglês, seu contato foi bem produtivo, e ele acabou voltando dias depois a Inglaterra e contando o que havia visto. Meses depois a Inglaterra invade a ilha por que sim, e mata quase todos egípcios dessa terra, mas deixa os dinossauros por eles eram legais, a Inglaterra usa essa ilha pra aprisionar irlandeses. Houve também muito migração da russia, após a descoberta de minérios de vodka na ilha, o que ocasionou a chegada de rasputin, um mago russo que era amigo de Nicolau II da russia, bom as coisas na russia começaram a esquenta aí o rasputin vai pra Pudinisland. Ele ficou bem famoso, acabou criando um cidade chamada Rasputown, e também ele odiava os irlandeses, aí um belo dia ele decidiu trazer o maior pesadelo deles a vida, ele cria um portal do planeta dos gnomos para Pudinisland, e isso ocasionou uma migração em massa de irlandeses para fora do Pudinisland, assim gnomos foram criado. Rasputin não era bem visto pela sociedade da ilha, nem mesmo pelos gnomos, pois ele era maluco poderoso e rico, uma péssima combinação, após a morte de rasputin os gnomos fizeram da ilha sua casa, fazendo parte da ilha, eles migram para o sul da ilha. Mas os gnomos não foram vistos com bons olhos pelos habitantes humanos do lugar, ele foram maltratados e muitos eram mortos sem motivo algum, era uma vida difícil para eles, eles eram vistos como inferiores, e em algumas províncias eles eram escravizados. Apesar disso os gnomos sempre eram em sua maioria passifica e até enriqueceram.
Em resumo tudo ia bem... até que um membro do exército Inglês teve uma visão de Renatinho, ele manda pregar a sua existência para todos da ilha, esse é Teemotio, ele pega em armas e decreta o estado livre de Renatinho, deixando a ilha livre dos inglês. Teemotio ele consegue unificar toda a Ilha em seu Império, fez grandes obras e muitos monumentos, até deu mais liberdade a gnomos ( apesar de muitos ainda adiaram gnomos ), ele falava de Renatinho e como ele era belo. Depois de seu reinado que durou até sua morte, os novos gonvernate não souberam gonvernar bem, eles ficavam só comendo Dogões e vinas, ficavam conversado com rolas, e dançando e ouvindo Teemo Tango ( uma espécie de Teemowave da época), o grande estado de Teemotio o Grande, que durou 6 décadas se fragmentou novamente.
Agora Com força e mais juntos o Império se fragmentos em 4 grandes países, O Império Russo secundário ( liderado por Nikita Vostok ), O Império de Teemotio ( liderado por Teemo III ), A regência Militar dos Gnomos ( Liderado por Mitiguer ) e Hegemonia Soberana dos Gnomos ( Liderado por Yosef ).
IMPÉRIO RUSSO 2:
Nikita Vostok era um nobre russo que chegou ao poder, ele concretizou o poder da do Império Russo 2 sobre todo o arquipélago, Fez grandes obras como o Cremilem e a KGB 2, Melhorou a economia e mostrou ao mundo a cultura slava, fazendo com que a economia russa 2 fosse a maior da ilha em seu mandato.
Império de Teemotio:
Esse país foi a continuação direta do Império de Teemotio, que também contínuo com as ostentação e os grandes gastos, o estado contínuo se deteriorando e enfraquecendo, depois da guerra ele caira para uma democracia.
Regência Militar Gnomistica:
Após a dissolução do Império de Teemotio ( em que os gnomos eram mal visto e maltratados ), acaba chegando ao poder por meio de um golpe militar, General Mitiguer, ela era bem horrível, impôs váriasleis autoritária, prendia opositores, e em geral deixou a população mais pobre ainda, sobre o pretexto de sobressai o poder dos gnomos, ele militarista o estado e se torna a mais forte nação da ilha.
Hegemonia Soberana:
Um estádo criado por gnomos extremista, que acreditavam em supremacia sobre os gnomos, e que eles deveriam impor a força seus ideais. Yosef era um líder político/religioso e deixou toda população do seu país sobre sua visão, ele era visto como um literal semi Deus, e o povo confiava nele.
Guerra civil dos gnomos:
A hegemonia soberana e o estado militar dos gnomos não se davam muito bem. Foi então que Mitiguer, com sede de poder ataca a Hegemonia, Trucidandano do o exército da Hegemonia e matando Yosef, ele toma os territórios da Hegemonia e instaura campos de concentração pra os extremista, pondo fim a guerra.
1° guerra de Pudinisland
Tudo começou quando, o estado dos gnomos atacou a Hegemonia, apesar de ninguém gostar da Hegemonia, todos sabiam que Mitiguer estava louco por poder. Então sem mais nem menos, Mitiguer declara guerra a todos os países, um espanto, pois era percetível a força de Mitger e seu estado era muito grande. Houve uma grande mobilização, mas de nada adiantou, o estado dos gnomos contínuo a expandir, o Império de Teemotio caiu, os gnomos só precisavam invadir Tarkovogrado para ganha a guerra, mas apesar da ilha ser tropical, o inverno russo era muito pesado, forçou o estado dos gnomos a recuar, e a guerra foi ganha, essa derrota e a morte de Mitger foi humilhante para os gnomos.
Após a guerra tudo ficou mais calmo, a Rússia virou um principado, o Império de Teemotio caiu e virou um estado livre e os gnomos instalaram um império, sobre a conduta de um conselho de gnomos. Nesse período houve várias pequena batalha e outras coisas.
A criação dos Estados Unidos de Renatinho
Então lembra que eu disse que os egípcios tinham contato com alienígenas, então, Renatinho era um desse Alienígenas. Um descendente de egípcio, chamado André, teve uma visão de Renatinho, na sua visão ele vê o Renatinho e Renatinho o manda fazer uma máquina pra trazer-lo a terra. André não pensa 2 vezes, e de dentro de sua garagem começa a fazer essa máquina, ele consegue, e finalmente Renatinho é convertido em matéria, direto de seu planeta Biluland, para Pudinisland. Renatinho rapidamente vira uma celebridade e convence a população a eleger André como príncipe, mais uma fez os Estados Livres é derrubado por um golpe de André, que Muda pra os Estados Unidos de Renatinho.
A guerra dos Texugos:
Há mais ou menos 30 anos após o término da 1°guerra de Pudinisland, em Teemo City ( cidade que concentrava 79% da população de Texugos da ilha e 90%da população de Guaxinis ), acaba sofrendo uma guerra civil, os texugos não se davam bem com os Guaxinis, os Textos pegam em armas e começam a matar Guaxinis, os Guaxinis retalha, no fim 50% dos 90% da população de Guaxinis foram mortas, Muitos foram torturados e outras fuzilados, os texugos perderam a guerra, e fugiram para uma ilha deserta ao leste, lá fizeram seu Império. [F pelos mais de 500 mil de Guaxinis mortos]
Guerra dos Kogamas.
Kogama é uma minoria étnica de USR que vive entre tarkov e BarryTown, sua principal cidade é Kogamópolis, há 60 quilômetros de Kogamópolis tem Roblox vile, cidade dos Roblox mais uma minoria étnica de USR, elas tiveram uma guerra entre elas, o motivo era o contra da região, forma 3 semanas de intenção batalha, Muitos morreram e no final os Kogamas ganharam, tendo a soberania local.
A criação dos Estado Livre do Acre:
Após centenas de anos de total isolamento, os dinossauros que viviam na ilha do Acre desenvolveram a capacidade do pensamento lógico, e como seres totalmente Racionais, não houve guerras, A separação foi discutida em votação, Foi unânime é todos e hoje todos vivem em paz.
Após esses breves relatos da situação da ilha de Pudinisland, vamos a contextualização da próxima guerra, o gonverno do Império Gnomisticos, após a morte de Mitger e a instalação de um novo gonverno, a população começou mais a tolêrar mais os gnomos extremista, o gonverno passou a apoia-los de forma que eles expandiram. Então houve esse episódio em que sequestraram o príncipe André III. O caos repercutiu, foram meses sem André.
O sequestro de André III:
Gnomos extremista, sequestraram o príncipe André III, e seu paradeiro é desconhecido. Foi então que uma operação foi formada, a operação Barba Negra, no comando o jovem general russo Vladimir Pudim, que fez um grande trabalho na criação de um grupo tático conhecido Piratas. A inteligência foi rápida e poucos dias, os piratas invadem o local onde o príncipe está como refém é o resgata. Vladimir Pudim se destaca nessa operação o que lhe concede o gonverno da russia 2 poucos anos depois.
2° guerra de Pudinisland
Tudo começou quando gnomos extremista em um ataque terrorista matou o Renatinho, a Rússia 2 corta relações de paz com UGK, e começa a atacar as bases militares de gnomos extremista dentro do estado russo. UGK vê isso como um ataque e declara guerra a Rússia 2, Como retaliação Rússia 2 ativa o protocolo de ataques vermelho, ativando todas suas 37 ogivas nucleares. Os eua entra na guerra ao lado da UKG e realiza uma série de ataques a bases militares Russas 2, A China também entra do lado da UKG, mais é completamente destruída por mísseis nucleares vindo da russia 2, com esse taque, os EUA vira de lado e começa a apoiar a Rússia 2 na guerra. A RÚSSIA 2, parece um rolo compressor, e rapidamente toma a cidade de Coxinopolis, porém os gnomos consegue conter o avanço, e começam a empurrar o exército russo secundário para cima, fazendo com que USR entre na guerra no lado da Rússia, Apesar dos esforços os gnomos avançam para Moscow 2, porém Vladimir Pudim MUDA a capital para a recém conquistada tarkov, os gnomos invadem GODENOTOWN é há ocupam, chegam em tarkov porém são parados por Renatinho que foi revivida numa missão sigilosa russa que deu serto, com isso os gnomos são rapidamente mortos e obrigado a assinar um tratado de paz. Vladimir morheroicamente por salvar seu esquadrão e a ilha de Pudinisland. Ele receberá em seu enterro a medalha de mais alta honraria que um homem pode ter no mundo, e se consagrou como o maior herói de Pudinisland.
Os países atualmente
UGK
Nome oficial: Princípados Unidos dos gnomos sobre a proteção do rei População: 161.002.508 habitantes Maioria ética: GNOMO Pib per capita: 6.873 dólares Moeda oficial: Libra Gnomistica Religião oficial: profecias de Ricardo milos Capital: PC do André Primeiro ministro: GNOMO Gastos Militares: 573,1 Bilhões de dólares N° de ogivas nucleares: 15 Estado Atual: em paz
História
RÚSSIA 2
Nome oficial: Principados unidos da Russia secundária População: 502.037.578 habitantes Maioria ética: eslavo Pib per capita: 9.264 dólares Moeda oficial: Rublo 2 Religião oficial: COMUNISMO ortodoxos Capital: Moscow 2/Tarkov Príncipe regente: Cheeki blyat Gastos Militares: 783,4 bilhões de dólares N° de ogivas nucleares: 37 Estado Atual: Em paz Favorável à uma unificação: Positivo
USR
Nome oficial: Estados Livres e Unidos sobre a proteção de Renatinho População: 270.537.867 habitantes Maioria ética: Anime Pib per capita: 25.284 dólares Moeda oficial: Dólar de Teemo Religião oficial: Pensamentos de Renatinho Capital: BarryTown Príncipe regente: André III Gastos Militares: 337,1 bilhões de dólares N° de ogivas nucleares: 0 Estado Atual: Em paz Favorável à uma unificação: Positivo
Texugo island
Nome oficial: Ilha dos Texugos Felizes População: 5.387.522 habitantes Maioria ética: Texugo Pib per capita: 10.587 dólares Moeda oficial: Real de Texugo Religião oficial: Pensamentos de Renatinho Capital: Texugo Pólis Presidente: Manuel Texugo Pereira Gastos Militares: 300 milhões de dólares N° de ogivas nucleares: 0 Estado Atual: Em paz Favorável à uma unificação: Não
Estado livre do Acre
Nome oficial: Estado livre do Acre sobre a proteção dos dinossauros População: 2.110.583 habitantes Maioria ética: Dinossauro Pib per capita: 29.930 dólares Moeda oficial: bitcoin Religião oficial: CIÊNCIA Capital: Pangeia dos rio branco Primeiro ministro: os três dinos Gastos Militares: 0 dólares N° de ogivas nucleares: 0 Estado Atual: Em Muita paz Favorável à uma unificação: não
Após anos de paz, felicidade e prosperidade, uma mensagem criptografada anônima revela com interferências que Vladimir Pudim estivesse vivo.
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2020.07.11 15:38 Vl4dimirPudim História completa de Pudinisland, fiquem a vontade para fazer as bandeiras dos novos países

O início de tudo
Todo começou com a chegada dos egípcios na Ilha, há 5 mil anos atrás, não se sabe muito como eles chegaram aqui, nem se sabe porque, mas o fato é que eles vinheram. Eles fizeram poucas coisas além de fundar a pirâmide 2 na região onde hoje é Pepinopolis [ que hoje só há ruínas ], e entrarem em contato com alienígenas. Eles basicamente moravam em cavernas é só existiam. Também havia no arquivo uma ilha com um formato do Acre, nada mais era que o próprio acre, lá vive as últimas espécies conhecidas de dinossauros. Foi então que em 1684, um aventureiro da coroa inglesa, Lorde da casa Bacon, acabou naufragando nessa ilha específica, ele fez contato com esses povos antigos, que por motivos desconhecidos falavam perfeitamente o inglês, seu contato foi bem produtivo, e ele acabou voltando dias depois a Inglaterra e contando o que havia visto. Meses depois a Inglaterra invade a ilha por que sim, e mata quase todos egípcios dessa terra, mas deixa os dinossauros por eles eram legais, a Inglaterra usa essa ilha pra aprisionar irlandeses. Houve também muito migração da russia, após a descoberta de minérios de vodka na ilha, o que ocasionou a chegada de rasputin, um mago russo que era amigo de Nicolau II da russia, bom as coisas na russia começaram a esquenta aí o rasputin vai pra Pudinisland. Ele ficou bem famoso, acabou criando um cidade chamada Rasputown, e também ele odiava os irlandeses, aí um belo dia ele decidiu trazer o maior pesadelo deles a vida, ele cria um portal do planeta dos gnomos para Pudinisland, e isso ocasionou uma migração em massa de irlandeses para fora do Pudinisland, assim gnomos foram criado. Rasputin não era bem visto pela sociedade da ilha, nem mesmo pelos gnomos, pois ele era maluco poderoso e rico, uma péssima combinação, após a morte de rasputin os gnomos fizeram da ilha sua casa, fazendo parte da ilha, eles migram para o sul da ilha. Mas os gnomos não foram vistos com bons olhos pelos habitantes humanos do lugar, ele foram maltratados e muitos eram mortos sem motivo algum, era uma vida difícil para eles, eles eram vistos como inferiores, e em algumas províncias eles eram escravizados. Apesar disso os gnomos sempre eram em sua maioria passifica e até enriqueceram. Em resumo tudo ia bem... até que um membro do exército Inglês teve uma visão de Renatinho, ele manda pregar a sua existência para todos da ilha, esse é Teemotio, ele pega em armas e decreta o estado livre de Renatinho, deixando a ilha livre dos inglês. Teemotio ele consegue unificar toda a Ilha em seu Império, fez grandes obras e muitos monumentos, até deu mais liberdade a gnomos ( apesar de muitos ainda adiaram gnomos ), ele falava de Renatinho e como ele era belo. Depois de seu reinado que durou até sua morte, os novos gonvernate não souberam gonvernar bem, eles ficavam só comendo Dogões e vinas, ficavam conversado com rolas, e dançando e ouvindo Teemo Tango ( uma espécie de Teemowave da época), o grande estado de Teemotio o Grande, que durou 6 décadas se fragmentou novamente. Agora Com força e mais juntos o Império se fragmentos em 4 grandes países, O Império Russo secundário ( liderado por Nikita Vostok ), O Império de Teemotio ( liderado por Teemo III ), A regência Militar dos Gnomos ( Liderado por Mitiguer ) e Hegemonia Soberana dos Gnomos ( Liderado por Yosef ).
IMPÉRIO RUSSO 2:
Nikita Vostok era um nobre russo que chegou ao poder, ele concretizou o poder da do Império Russo 2 sobre todo o arquipélago, Fez grandes obras como o Cremilem e a KGB 2, Melhorou a economia e mostrou ao mundo a cultura slava, fazendo com que a economia russa 2 fosse a maior da ilha em seu mandato.
Império de Teemotio:
Esse país foi a continuação direta do Império de Teemotio, que também contínuo com as ostentação e os grandes gastos, o estado contínuo se deteriorando e enfraquecendo, depois da guerra ele caira para uma democracia.
Regência Militar Gnomistica:
Após a dissolução do Império de Teemotio ( em que os gnomos eram mal visto e maltratados ), acaba chegando ao poder por meio de um golpe militar, General Mitiguer, ela era bem horrível, impôs váriasleis autoritária, prendia opositores, e em geral deixou a população mais pobre ainda, sobre o pretexto de sobressai o poder dos gnomos, ele militarista o estado e se torna a mais forte nação da ilha.
Hegemonia Soberana:
Um estádo criado por gnomos extremista, que acreditavam em supremacia sobre os gnomos, e que eles deveriam impor a força seus ideais. Yosef era um líder político/religioso e deixou toda população do seu país sobre sua visão, ele era visto como um literal semi Deus, e o povo confiava nele.
Guerra civil dos gnomos:
A hegemonia soberana e o estado militar dos gnomos não se davam muito bem. Foi então que Mitiguer, com sede de poder ataca a Hegemonia, Trucidandano do o exército da Hegemonia e matando Yosef, ele toma os territórios da Hegemonia e instaura campos de concentração pra os extremista, pondo fim a guerra.
1° guerra de Pudinisland:
Tudo começou quando, o estado dos gnomos atacou a Hegemonia, apesar de ninguém gostar da Hegemonia, todos sabiam que Mitiguer estava louco por poder. Então sem mais nem menos, Mitiguer declara guerra a todos os países, um espanto, pois era percetível a força de Mitger e seu estado era muito grande. Houve uma grande mobilização, mas de nada adiantou, o estado dos gnomos contínuo a expandir, o Império de Teemotio caiu, os gnomos só precisavam invadir Tarkovogrado para ganha a guerra, mas apesar da ilha ser tropical, o inverno russo era muito pesado, forçou o estado dos gnomos a recuar, e a guerra foi ganha, essa derrota e a morte de Mitger foi humilhante para os gnomos.
Após a guerra tudo ficou mais calmo, a Rússia virou um principado, o Império de Teemotio caiu e virou um estado livre e os gnomos instalaram um império, sobre a conduta de um conselho de gnomos. Nesse período houve várias pequena batalha e outras coisas.
A criação dos Estados Unidos de Renatinho:
Então lembra que eu disse que os egípcios tinham contato com alienígenas, então, Renatinho era um desse Alienígenas. Um descendente de egípcio, chamado André, teve uma visão de Renatinho, na sua visão ele vê o Renatinho e Renatinho o manda fazer uma máquina pra trazer-lo a terra. André não pensa 2 vezes, e de dentro de sua garagem começa a fazer essa máquina, ele consegue, e finalmente Renatinho é convertido em matéria, direto de seu planeta Biluland, para Pudinisland. Renatinho rapidamente vira uma celebridade e convence a população a eleger André como príncipe, mais uma fez os Estados Livres é derrubado por um golpe de André, que Muda pra os Estados Unidos de Renatinho.
A guerra dos Texugos:
Há mais ou menos 30 anos após o término da 1°guerra de Pudinisland, em Teemo City ( cidade que concentrava 79% da população de Texugos da ilha e 90%da população de Guaxinis ), acaba sofrendo uma guerra civil, os texugos não se davam bem com os Guaxinis, os Textos pegam em armas e começam a matar Guaxinis, os Guaxinis retalha, no fim 50% dos 90% da população de Guaxinis foram mortas, Muitos foram torturados e outras fuzilados, os texugos perderam a guerra, e fugiram para uma ilha deserta ao leste, lá fizeram seu Império. [F pelos mais de 500 mil de Guaxinis mortos]
Guerra dos Kogamas:
Kogama é uma minoria étnica de USR que vive entre tarkov e BarryTown, sua principal cidade é Kogamópolis, há 60 quilômetros de Kogamópolis tem Roblox vile, cidade dos Roblox mais uma minoria étnica de USR, elas tiveram uma guerra entre elas, o motivo era o contra da região, forma 3 semanas de intenção batalha, Muitos morreram e no final os Kogamas ganharam, tendo a soberania local.
A criação dos Estado Livre do Acre:
Após centenas de anos de total isolamento, os dinossauros que viviam na ilha do Acre desenvolveram a capacidade do pensamento lógico, e como seres totalmente Racionais, não houve guerras, A separação foi discutida em votação, Foi unânime é todos e hoje todos vivem em paz.
Após esses breves relatos da situação da ilha de Pudinisland, vamos a contextualização da próxima guerra, o gonverno do Império Gnomisticos, após a morte de Mitger e a instalação de um novo gonverno, a população começou mais a tolêrar mais os gnomos extremista, o gonverno passou a apoia-los de forma que eles expandiram. Então houve esse episódio em que sequestraram o príncipe André III. O caos repercutiu, foram meses sem André.
O sequestro de André III:
Gnomos extremista, sequestraram o príncipe André III, e seu paradeiro é desconhecido. Foi então que uma operação foi formada, a operação Barba Negra, no comando o jovem general russo Vladimir Pudim, que fez um grande trabalho na criação de um grupo tático conhecido Piratas. A inteligência foi rápida e poucos dias, os piratas invadem o local onde o príncipe está como refém é o resgata. Vladimir Pudim se destaca nessa operação o que lhe concede o gonverno da russia 2 poucos anos depois.
2° guerra de Pudinisland:
Tudo começou quando gnomos extremista em um ataque terrorista matou o Renatinho, a Rússia 2 corta relações de paz com UGK, e começa a atacar as bases militares de gnomos extremista dentro do estado russo. UGK vê isso como um ataque e declara guerra a Rússia 2, Como retaliação Rússia 2 ativa o protocolo de ataques vermelho, ativando todas suas 37 ogivas nucleares. Os eua entra na guerra ao lado da UKG e realiza uma série de ataques a bases militares Russas 2, A China também entra do lado da UKG, mais é completamente destruída por mísseis nucleares vindo da russia 2, com esse taque, os EUA vira de lado e começa a apoiar a Rússia 2 na guerra. A RÚSSIA 2, parece um rolo compressor, e rapidamente toma a cidade de Coxinopolis, porém os gnomos consegue conter o avanço, e começam a empurrar o exército russo secundário para cima, fazendo com que USR entre na guerra no lado da Rússia, Apesar dos esforços os gnomos avançam para Moscow 2, porém Vladimir Pudim MUDA a capital para a recém conquistada tarkov, os gnomos invadem GODENOTOWN é há ocupam, chegam em tarkov porém são parados por Renatinho que foi revivida numa missão sigilosa russa que deu serto, com isso os gnomos são rapidamente mortos e obrigado a assinar um tratado de paz. Vladimir morheroicamente por salvar seu esquadrão e a ilha de Pudinisland. Ele receberá em seu enterro a medalha de mais alta honraria que um homem pode ter no mundo, e se consagrou como o maior herói de Pudinisland.
Os países atualmente
UGK
Nome oficial: Princípados Unidos dos gnomos sobre a proteção do rei
População: 61.002.508 habitantes
Maioria ética: GNOMO
Pib per capita: 6.873 dólares
Moeda oficial: Libra Gnomistica
Religião oficial: profecias de Ricardo milos
Capital: PC do André
Primeiro ministro: GNOMO
Gastos Militares: 573,1 Bilhões de dólares
N° de ogivas nucleares: 15
Estado Atual: em paz
RÚSSIA 2
Nome oficial: Principados unidos da Russia secundária
População: 102.037.578 habitantes
Maioria ética: eslavo
Pib per capita: 9.264 dólares
Moeda oficial: Rublo 2
Religião oficial: COMUNISMO ortodoxos
Capital: Moscow 2/Tarkov
Príncipe regente: Cheeki blyat
Gastos Militares: 783,4 bilhões de dólares
N° de ogivas nucleares: 37
Estado Atual: Em paz
Favorável à uma unificação: Positivo
USR
Nome oficial: Estados Livres e Unidos sobre a proteção de Renatinho
População: 70.537.867 habitantes
Maioria ética: Anime
Pib per capita: 25.284 dólares
Moeda oficial: Dólar de Teemo
Religião oficial: Pensamentos de Renatinho
Capital: BarryTown
Príncipe regente: André III
Gastos Militares: 337,1 bilhões de dólares
N° de ogivas nucleares: 0
Estado Atual: Em paz
Favorável à uma unificação: Positivo
Texugo island
Nome oficial: Ilha dos Texugos Felizes
População: 387.522 habitantes
Maioria ética: Texugo
Pib per capita: 10.587 dólares
Moeda oficial: Real de Texugo
Religião oficial: Pensamentos de Renatinho
Capital: Texugo Pólis
Presidente: Manuel Texugo Pereira
Gastos Militares: 300 milhões de dólares
N° de ogivas nucleares: 0
Estado Atual: Em paz
Favorável à uma unificação: Não
Estado livre do Acre
Nome oficial: Estado livre do Acre sobre a proteção dos dinossauros
População: 110.583 habitantes
Maioria ética: Dinossauro
Pib per capita: 29.930 dólares
Moeda oficial: bitcoin
Religião oficial: CIÊNCIA
Capital: Pangeia dos rio branco
Primeiro ministro: os três dinos
Gastos Militares: 0 dólares
N° de ogivas nucleares: 0
Estado Atual: Em Muita paz
Favorável à uma unificação: não
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2020.07.02 19:59 Gabriel-AlbSilv Autódromo

Autódromo José Carlos Pace é um autódromo municipal localizado no distrito de Cidade Dutra, na cidade de São Paulo, Brasil. Pela proximidade com o bairro de Interlagos é popularmente chamado de Autódromo de Interlagos. Foi inaugurado em 12 de maio de 1940, pelo interventor Ademar de Barros, e desde 1972 sedia o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.
O nome tradicional do bairro (e consequentemente do circuito) vem do fato da localização em uma região entre dois lagos artificiais, Guarapiranga e Billings, que foram construídos no começo do século XX para suprir a cidade com água e energia elétrica. O nome foi sugerido pelo arquiteto e urbanista francês Alfred Agache devido a região de Interlaken (literalmente "entre lagos") localizada na Suíça.[1] Em 1985 foi renomeado para homenagear o piloto de Fórmula 1 José Carlos Pace, falecido em 1977. Anexo a sua construção, há um Kartódromo, o Kartódromo Municipal Ayrton Senna.
O circuito tem sentido anti-horário. Nesse autódromo são realizadas as principais competições de Automobilismo do Brasil. É conhecido internacionalmente por sediar a etapa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 e o festival de música Lollapalooza.
No fim da década de 1920, o engenheiro britânico Luiz Romero Sanson idealizou uma região de lazer entre as represas Billings e Guarapiranga, sendo que sua filha escolheu o nome Interlagos para o local. A ideia era atender a população mais rica da cidade, que se interessava pelo automobilismo. A construção do circuito também foi incentivada por um acidente acontecido em 1936, quando foi realizada a primeira prova internacional de São Paulo nas ruas da cidade. A francesa Hellé-Nice sofreu um acidente que causou 6 mortes e deixou mais de 30 pessoas feridas.[2][3] A iniciativa da construção foi de Sanson e do Automóvel Clube do Brasil. O traçado foi inspirado nas pistas de Indianapolis, nos Estados Unidos, Brooklands, na Inglaterra e Monthony, na França.[2]
Em abril de 1939, com o autódromo ainda em obras, um grupo de pilotos liderado por Manoel de Teffé deu as primeiras voltas na pista. Um ano após houve a grande inauguração no dia 12 de maio de 1940, quando o autódromo abriu suas portas. Tinha, à época, uma extensão total de 7 960 m.[2] Neste dia o autódromo recebeu 15 mil pessoas para duas corridas: uma de motos, com 96 km (12 voltas) e o Grande Prêmio São Paulo, com 200 km (25 voltas).[3] O vencedor foi o piloto Artur Nascimento Júnior, que percorreu 25 voltas da prova no tempo de 1 hora, 46 minutos e 44 segundos. A estrutura ainda não estava pronto, e ainda não haviam arquibancadas, boxes, lanchonetes, banheiros, torre de cronometragem e de transmissão.[2]
Fechado para reformas em 1967, só foi reaberto em 1 de março de 1970, para a realização de uma prova do campeonato internacional de Fórmula Ford. Em 1971, o autódromo passou novamente por reformas para abrigar no ano seguinte, pela primeira vez, um Grande Prêmio de Fórmula 1. Em 1972 houve o primeiro Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 sem contar pontos para o campeonato, sendo vencido pelo argentino Carlos Reutemann, piloto da equipe Brabham. Em 1973 a prova já era válida pelo campeonato mundial de equipes e pilotos, sendo vencida pelo brasileiro Emerson Fittipaldi, da Lotus. Em 1975, o autódromo foi palco da primeira dobradinha de brasileiros na Fórmula 1: José Carlos Pace foi o vencedor, seguido de Fittipaldi.[2] Até 1980 o autódromo recebeu o Grande Prêmio sucessivamente, com exceção de 1978 que foi no Autódromo de Jacarepaguá. De 1981 a 1989 o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 foi realizado no Rio de Janeiro em Jacarepaguá.[3] Em 29 de junho de 1988, o Autódromo de Interlagos recebeu o 1° Hanabi Matsuri, em comemoração aos 80 anos da Imigração japonesa no Brasil.
Em 1989, a Prefeitura de São Paulo, com o apoio da Confederação Brasileira de Automobilismo, iniciou negociações para trazer de volta a Interlagos o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 que havia sido transferido para Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Iniciou-se, assim, uma grande reforma que mudaria completamente o traçado do velho Interlagos, e em 1990 voltou para São Paulo onde continua até o presente momento, e sendo realizado sucessivamente. A extensão foi diminuída pela metade, chegando a 4 325 m. Atualmente, o percurso é de 4 309 m.[2]
O autódromo hospedou apresentações do KISS em 1999[4] e do Iron Maiden em 2009, e desde 2014 é sede da edição brasileira do festival Lollapalooza.[5]
Fonte:
Site 1: http://www.autodromodeinterlagos.com.bwp1/conheca-interlagos/linha-do-tempo/, acessado 02/07/2020;
Site 2: https://pt.wikipedia.org/wiki/Aut%C3%B3dromo_de_Interlagos#:~:text=Pela%20proximidade%20com%20o%20bairro,do%20Brasil%20de%20F%C3%B3rmula%201. Acessado 02/07/2020
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2020.06.29 17:46 AntonioMachado [2011] Domenico Losurdo - Uma análise crítica da relação entre liberalismo e democracia

Entrevista: https://www.ifch.unicamp.bcriticamarxista/arquivos_biblioteca/entrevista2015_11_09_16_38_4563.pdf
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2020.06.27 15:10 AntonioMachado [2005] Domenico Losurdo - Marx, a tradição liberal e a construção histórica do conceito universal de homem

Artigo: http://www4.pucsp.bneils/downloads/v13_14_losurdo.pdf
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2020.06.25 04:37 BrazilRedPill COVID: pra esquerda, números absolutos; pra direita números proporcionais. Por quê?

Para a direita, não faz sentido comparar total de mortes do Brasil com Inglaterra, França, Itália, já que esses países são muito menores e com população muito menor; faz sentido o Brasil ser no momento o segundo país com mais número de mortes, eis que é o segundo maior em dimensão na lista. Em comparação de mortes por milhão de habitantes estamos melhores que usa, uk, Espanha, Itália, Bélgica, França.
Para a esquerda, o Brasil é uma tragédia. Seguidos dia com mais mortes, passamos a Itália, uk, Espanha, Bélgica, França.
A direita faz cálculo matemático para mostrar que está tudo bem; a esquerda para mostrar que é o apocalipse.
Por quê?
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2020.06.14 12:12 jeduardooliveira Algumas curiosidades das eliminatórias das copas do mundo - Parte VI

Outras partes: Parte I Parte II Parte III Parte IV Parte V
1962
- 60 seleções se inscreveram para a copa. Brasil (campeão) e Chile (sede) já teriam vagas garantidas. 58 disputariam as eliminatórias, mas 4 foram recusadas por débitos ou por perderem o prazo de inscrição (Iraque, Filipinas, Coréia do Norte e Haiti) e 5 desistiram (Canadá, Sudão, Indonésia, Romênia e Egito). 49 seleções disputaram ao menos um jogo;
- As seleções europeias começaram uma choradeira por terem menos vagas no mundial, duas ficariam com seleções da América do Sul pré classificadas como sede e atual campeão, mais as habituais três vagas da CONMEBOL, ainda haviam as confederações da Ásia, África e a CONCACAF. A solução da FIFA foi fazer com que as seleções da África e da Ásia jogassem uma repescagem contra seleções da Europa, e a melhor seleção da CONCACAF jogasse com alguma da CONMEBOL. A gritaria foi grande, mas a FIFA era presidida por um Inglês, Stanley Rous, e os países Europeus mandavam lá;
- Todas as seleções mais fortes do mundo se inscreveram para as eliminatórias, com exceção de uma: a ÁUSTRIA. A federação Austríaca ficou com medo de um vexame, pois nas eliminatórias para a Copa das Nações Europeias de 1960 ela havia sido eliminada pela França, com um 5x2 e um 4x2. Depois tinha perdido de 6x3 para o Valência e 4x0 para a Tchecoslováquia. Foi uma decisão errada, pois nos próximos 11 amistosos a Áustria venceu 9, sendo que 5 dessas vitórias contra seleções que foram a copa (Itália, URSS, Inglaterra, Espanha e Hungria);
- Suíça 3x2 Suécia: no último jogo do grupo 1 da UEFA, a Suíça precisava vencer a Suécia para forçar o jogo desempate, a Suíça tinha apenas um jogador com menos de 30 anos. No jogo de ida, a Suécia havia feito 4x0. A Suíça, em casa, conseguiu vencer com um gol aos 35 do 2º tempo. No jogo desempate, em Berlim, em um frio de 0 °C com sensação térmica abaixo de zero, com muito vento, os suíços venceram por 2x1 e se garantiram na copa, eliminando os atuais vice campeões mundiais;
- Outra favorita que caiu no jogo desempate foi a França. No último jogo do grupo, contra a Bulgária, em Sofia, a França só precisava empatar. Seu técnico, Albert Bateaux escalou uma retranca. Porém, aos 44 do segundo tempo, a Bulgária fez seu gol da vitória. O jogo desempate foi realizado no San Siro, em Milão, e a França novamente só precisava empatar, pois tinha vantagem no saldo de gols (vantagem dada pelo regulamento da UEFA). Novamente o técnico francês armou uma retranca, a imprensa francesa já reclamava do uso excessivo de jogadores (28 nas últimas partidas), uma bagunça que não seria rara na história da França em copas e que acabou gerando sua eliminação, pois perdeu esta partida por 1x0 de novo;
- No grupo 3, todos os técnicos eram húngaros: Alemanha Oriental (Karel Soos), Hungria (Lajos Baróti) e Holanda (Alexander Elek). Aliás, nessa época haviam grandes treinadores húngaros espalhados por todos os cantos do mundo: Eugênio Medgyessy treinou Flu, Botafogo, Galo, Palmeiras e São Paulo; Imre “Emérico” Hirschl ajudou a revolucionar o futebol argentino nos anos 30 e 40 e passou pelo Peñarol em 49 (que foi base da seleção Uruguaia de 50); Ferenc Plattkó passou por Porto, Barcelona, Colo-Colo, River e Boca Jrs nos 40; Gusztáv Sebes (treinador da Hungria de 54); Gyula Mandi (treinou o Fla); Alfréd Schaffer (vice da copa de 38); além de Béla Guttmann, que treinou o São Paulo e o Porto, e foi bicampeão da Taça dos Campeões Europeus com o Benfica (e gerou uma MALDIÇÃO depois de sua saída). Aliás, o episódio da excursão do Honved (a base da seleção húngara no auge) é muito interessante ver aqui (jogaços contra o Flamengo e o Botafogo);
- Portugal, com o Benfica campeão europeu como base, com Euzébio estreando (com 19 anos) conseguiu a façanha de perder para Luxemburgo (que tinha um ótimo POJETO), uma seleção basicamente amadora. Foi um 4x2 que comprometeu a chance de Portugal que, então, precisaria vencer a Inglaterra em Wembley (para 100 mil pessoas), o que não aconteceu (foi 2x0 para os ingleses);
- Neste jogo Inglaterra x Portugal, só havia um jogador nascido em Portugal: Domiciano Gomes;
- Itália enfrentou Israel para decidir quem iria a copa, venceu por 6x0 e 4x2.
- Na zona da CONMEBOL, as 7 seleções (Venezuela não era filiada a FIFA) foram divididas em 3 grupos de 2, cada um dava uma vaga a copa (Argentina, Colômbia e Uruguai se classificaram), a outra seleção enfrentaria o vencedor das eliminatórias da CONCACAF. Paraguai foi o sorteado;
- O México venceu as eliminatórias da CONCACAF, tendo que enfrentar o Paraguai. Ganhou o primeiro jogo por 1x0 e segurou o empate em 0x0 em Assunção, obtendo a classificação para a copa;
- Marrocos foi o campeão das eliminatórias da África e foi premiado com um enfrentamento contra a Espanha (vencedora do grupo 9 da UEFA). Essa Espanha tinha Di Estéfano e Puskás, o Uruguaio José Santamaría, o Espanhol Gento, acabou eliminando Marrocos (e, antes, País de Gales), mas não teve vida fácil nas eliminatórias, ganhando 3 jogos por um gol de diferença e empatando o outro aqui;
- O técnico da Bolívia era um falastrão Chileno, chamado Renato Panay, todo dia dava entrevistas elogiando seus jogadores e se auto promovendo, quatro meses antes das eliminatórias recebeu um convite para treinar o América-RJ e, surpreendentemente, aceitou. Quando foi justificar sua escolha em uma coletiva, levou uma garrafada na cabeça de um torcedor. Depois de passar apenas dois dias no Brasil, Panay se arrependeu e decidiu voltar a seleção Boliviana, onde foi recebido como herói. Mesmo jogando na altitude de La Paz, empatou com o Uruguai em 1x1 e, depois, perdeu por 2x1, em Montevidéu, sendo eliminado. No jogo de La Paz, a confiança da torcida era tanta que diversos torcedores passaram a noite no estádio para garantir seu lugar;
Um pouco além das Eliminatórias:
- A URSS chegou a copa de 1962 como forte candidata, além de ter sido campeã da Copa Europeia de Nações de 1960, ganhou todas as partidas das eliminatórias e ainda ganhou os 3 amistosos que fez contra seleções na América do Sul (1x0 no Chile em Santiago, 2x1 no Uruguai em Montevideo e 2x1 na Argentina em Buenos Aires);
- De que modo o Chile virou sede: como já foi mencionado antes, a Argentina não veio jogar a copa de 50, isto gerou uma contenda com o Brasil, as duas federações só voltaram a se relacionar em 1956, no contexto da eleição para a sede da copa de 1962. A FIFA já havia decidido que a copa voltaria a ser realizada nas Américas, portanto Espanha e Alemanha (outras candidatas) estavam fora do páreo. Restaram Chile e a Argentina. A escolha da sede foi em 10 de Junho de 1956, em Lisboa. A Argentina era franca favorita, porém um dia antes da escolha, no dia 09 de Junho, eclodiu uma revolta que tentava colocar o General Perón novamente no poder (havia sido deposto em 1955), a revolta já havia sido debelada na Argentina, mas em Lisboa não se sabia ainda. A votação ocorreu com os dirigentes em Lisboa pensando em um contexto de guerra na Argentina. Assim, o Chile acabou escolhido com 32 votos, incluindo o do Brasil, houveram 13 abstenções e a Argentina ficou com 11 votos;
- Nos dias 21 e 22 de Maio de 1960, dois abalos sísmicos sacudiram o Chile, o segundo foi o terremoto mais violento já registrado na história da humanidade (9.2 Richter) com epicentro a apenas 750 km de Santiago. Mais de 5700 pessoas morreram, um terço da população Chilena ficou desabrigada! As ondas gigantes que se seguiram atingiram o Havaí e o Japão, onde 122 pessoas morreram e mais 200 mil ficaram desabrigadas. Coube a Carlos Dittborn, nascido em Niterói-RJ em 1921 (onde seu pai, chileno, exercia diplomacia), na época com 39 anos, tentar reorganizar a copa, pois 4 cidades sedes haviam desistido, apenas Santiago poderia sediar. O governo não liberaria mais dinheiro, portanto as sedes deveriam ter condições de sediar a copa por si. Roncágua, Viña del Mar e Arica foram escolhidas. O estádio de Vinã del Mar foi entregue 10 dias antes da copa começar. Dittborn fez o impossível, mas não pode apreciar sua obra: faleceu aos 42 anos, 33 dias antes da copa começar. Nesse contexto surgiu a frase: "porque nada tenemos todo lo haremos";
- A batalha de Santiago https://www.fifa.com/worldcup/archive/chile1962/#;
Fontes:
http://www.espn.com.bnoticia/412857_desistencia-argentina-na-copa-de-1950-causou-decadas-de-ressaca
A grande história dos mundiais 1962, 1966, 1970, do MAX GHERINGER (2018).
https://trivela.com.bcopa-copa-historia-completa-da-repescagem-intercontinental-nas-eliminatorias/
GEHRINGER, Max. Revista A Saga da Jules Rimet. A História das Copas de 1930 a 1970. Editora Abril, 2006.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Eliminat%C3%B3rias_da_Copa_do_Mundo_FIFA_de_1962
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2020.06.06 07:18 ThorDansLaCroix O que é Fascismo (2da Edição: 2020)

Editado 1 As referencias nos textos e comentarios sao citadas para serem conferidas. Se suspeitarem de algo no texto confira as referencias. Uma pessoa quer refurtar o texto nos comentarios e indicou um livro que nunca leu. Aqui uma pagina desse livro que nao refurta mas eh uma das referencias do texto: https://pasteboard.co/Jc23Z4E.jpg
Editado 2 salientando aqui, que em geral historiadores quando falam de fascismo tocam no aspecto mitologico idealista da nacao original ideal. Mas raros sao os que investigam e falam de onde vem tal mitologia e anceios. Ao qual eu uso a historiografia politica de Hannah Arendt, antropologia psicologica de Otto Rank e psicanalise de Donald Winnicott para explicar, e que em resumo se baseia em uma inseguranca social (e existencial mas esse aspecto existencial eu nao vou tocar).
Antes o papo era que Nazismo é de esquerda e agora o papo é que antifascistas são fascistas pq fazem protestos violentos. Ou socialismo em geral é fascista. E nunca vejo ninguem dizendo de forma clara o que é fascismo, mesmo os que se dizem anti-fascistas.
E eu vejo que as campanhas populistas nunca falam do socialismo clássico fazendo correlações falsas com as ideologias de esquerda de hoje. E o desconhecimento desse socialismo classico, que eh uma raiz historica do fascismo, faz com que as pessoas nao entendem de forma clara o que eh fascismo.
Para começar eu vou falar de Socialismo. Mas nao do socialismo Marxista. Tenha em mente que Socialismo é uma palavra que descreve duas coisas distintas, igual a palavra Manga que descreve uma fruta e uma parte de uma roupa. E vc vai entender isso agora.
Vamos falar desse socialismo para buscar entender de onde vem e o que é fascismo.
O termo "socialismo" existe desde a Grécia antiga. É citado tanto por Platão em seu livro "A República" como também por Cícero na Roma Antiga. Oswald Spengler em seu livro "Prussianismo e Socialismo" publicado na década de '20, fala do Socialismo Prussiano (ou socialismo Teutonico/Germanico que data desde a epoca da queda do Imperio Romano). Esse socialismo que eles citam é o socialismo conservador.
As características do socialismo conservador (socialismo de direita) varia depende da época e povo, mas em geral se caracteriza por um estado paternalista, privilégio hierárquico social, preservação das instituições como religião e estatais (que ditam a vida das pessoas), o governo em controle da economia, preservação do capitalismo corporativista, nacionalismo, entre outras coisas. Algumas vertentes do socialismo conservador vão preferir a ditadura presidencial ou monarquia, enquanto outras vertentes vão preferir a democracia parlamentar ou presidencialismo.
Algumas vertentes, como o socialismo Prussiano/Germânico/Teutônico, tendem a hegemonia etinica e cultural. Tem vertentes que abolem a propriedade privada. Mas nenhuma das vertentes é contra o capitalismo, mas o contrário, são defensores do capitalismo corporativista pq acreditam que a prosperidade da elite reflete na prosperidade em sociedade.
Eu sei que muitos defensores do capitalismo dizem que capitalismo é somente quando ha estado minimo e nao intervenção na economia. Mas na verdade, tal descrição é do liberalismo e não do capitalismo (nem todo capitalismo é liberal). Mas eu explico isso melhor mais a frente.
Continuando... O termo socialismo vem da ideia do que o cidadão toma conta um do outro (hierarquia social), se foca em suas aptidões e trabalho visando a grandeza da nação (nacionalismo), abre mão da competição individualista liberal de enriquecimento e ascensão/prestígio pessoal (considerado liberalismo) e aceita sua posição social, não havendo assim conflito entre classes e todos focados no trabalho e grandeza da nação.
Independente da vertente, o princípio é que a nação deva ser regida como uma orquestra, ou como uma sociedade de formigas e abelhas. Ou como no caso da Prússia, como uma hierarquia militar. Não tentar ser o que vc nao eh. Como em uma orquestra o objetivo é ter a sociedade funcionando em harmonia. O solista não compete com o regente para ser regente, os demais da banda não competem com o solista. E assim buscam ter a estabilidade social como havia na idade média e demais épocas passadas.
O primeiro grande conflito contra o Socialismo Conservador (A princípio monárquico absolutista e feudal) eh o Liberalismo, que surge no meados de 1600' com o Inglês John Locke, conhecido como o pai do liberalismo. Surgiu como briga pela liberdade individual. Tal liberdade individual significa participação no poder (democracia), liberdade de expressão (poder questionar a sociedade e poder vigente), liberdade religiosa em que você pode escolher sua religião e não ser obrigado a seguir uma religião imposta pelo estado ou sociedade, livre comércio que é a liberdade individual em comercializar sem as oligarquias das guildas feudais (e depois estado) limitando a competição, igualdade de gênero que se opõem a hierarquia e determinismo social, e propriedade privada (o que para o liberalismo clássico significa o fim do domínio oligárquico dos grandes proprietários de terras, os senhores feudais).
Em resumo, o liberalismo significa a emancipação do camponês, podendo assim ser proprietário de terra e consequentemente competir individualmente para a prosperidade individual. Ou seja, o fim dos privilégios socioeconômicos de uma elite oligárquica. Thomas Paine, um dos fundadores dos EUA e filósofo, defendia a renda básica em 1797, em um panfleto que ele escreveu chamado Justica Agraria: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Agrarian_Justice
O conflito entre Socialistas Conservadores, que buscavam a volta dos princípios do feudalismo na época, e Iluministas liberais (Republicanos liberais) culminou na grande primeira revolução política, a Revolução Francesa em 1789-1799.
Uma curiosidade: O primeiro movimento feminista começou junto com o movimento de independência dos EUA em 1776. A própria declaração de independência dos EUA cita que todos os cidadãos, homens e mulheres, são criados iguais e livre. Uma das primeira obras do movimento feminista foi escrito por Mary Wollstonecraft, chamado "Vindication of the Rights of Women" publicado em 1796. As feministas esquerdistas vão surgir bem depois (após o surgimento do movimento operário de esquerda, Marxismo, na segunda metade de 1800).
Historicamente a direita é o que busca preservar ou conservar os princípios e tradições políticas, econômicas e sociais passadas (conservadorismo) enquanto a esquerda eh o que busca mudar os princípios tradicionais com novos princípios e ideias. Sendo assim, historicamente o Socialismo original (Conservador) defendia a monarquia, engessamento social e feudalismo, e sentavam à direita do rei (por isso chamados de direita). Os liberais (o que inclui os jacobinos citado por Max Weber em "A ética protestante e o espírito do capitalismo") sentavam à esquerda do rei (assim chamados de esquerdistas). Logo, os principios iluministas liberais tepublicano capitalista eh originalmente um movimento de esquerda.
O termo socialismo em si começou a ficar mais em voga a partir do monarca austríaco Klemens von Metternich em 1847, que junto com demais monarquistas, começaram suas campanhas contra o liberalismo.
O socialismo marxista (socialismo de esquerda) surge apenas a partir da segunda metade de 1800', quando Karl Marx, que inicialmente era liberal capitalista, chegou a conclusão que o problema das sociedades se resumem em conflitos de classes e que por isso, o ideal seria haver uma sociedade sem classes sociais, e consequentemente sem capitalismo.
Veja que tanto o socialismo/comunismo (socialismo limeral) quanto o socialismo classico buscam a estabilidade social. A diferenca eh que o primeiro busca pelo fim das classes sociais/capitalistas e o segundo pelo engessamento das classes sociais.
O socialismo liberal (Socialismo Marxista) eh irmao do Liberalismo capitalista. Ambos são frutos do Iluminismo Britânico e seu princípio no "contrato social" que surgiu com Thomas Hobbes (1651) e em seguida deu fruto ao Liberalismo com John Locke (1689). Ambos sao contra o socialismo conservador, que se opoem a liberdade individual e social tanto do republicano capitalista quanto do anti-estado comunista, socialista e anarquista,
O socialismo, comunismo e anarquismo surge como um novo movimento dentro do liberalismo iluminista, pq foi observado que após a implantação do estado republicano, políticos, classe econômica e capitalistas industriais usavam a máquina pública visando interesses próprios. O exemplo mais claro disso foi com a primeira república instaurada pela Revolução Francesa. O classe capitalista que servia a corte com seus produtos, e que por isso estavam mais próximo dos nobres, foram os que obtiveram o poder e influência no estado após a revolução. O resto da população continuava na miséria sem emancipação econômica e conflitos armados mataram muita gente nessa briga pelo poder. Já países onde houve mais emancipação dos camponeses que viraram proprietários de terras, os movimentos anticapitalista e anti-estado não foram tão fortes e o capitalismo foi melhor aceito pela população em geral (Inglaterra e EUA).
Em resumo, o socialismo original que existe desde os principios da obra "A Republica" de Platao, eh um socialismo conservador e que por isso de direita. Contra tal conservadorismo que na época era Monárquico absolutista e feudal, surgiu o Liberalismo Republicano (esquerda). Mas o primeiro passou a ser a terceira via quando os liberais republicanos se tornaram os conservadores, e então direita, e os opositores esquerda.
Os monarcas e antigos senhores feudais faziam campanhas políticas para conseguir suas terras e poder económico de volta. E em geral eles tiveram muito apoio da classe média (que eram os artesãos na idade média). Era um movimento que buscava voltar ao feudalismo ou da monarquia absolutista (ou ambos) para obter o socialismo conservador de volta (classe social engessada). Pq o iluminismo que culminou no liberalismo, fez com que os donos de terras e artesãos (que se tornaram classe média no capitalismo) perdessem seus privilégios e estabilidade social. Principalmente os artesãos que no feudalismo tinham o mercado protegido pelas guildas mas no capitalismo passaram a ter que competir para não virar classe trabalhadora (pobre). Além de se verem obrigados a fazer dívidas com bancos para conseguir competir, etc… e nessas campanhas surgem movimentos como o pan-europeu, defendendo privilégios sobre terras, poder, mercado e posição social como sendo um direito natural étnico, nacionalista, sanguíneo, etc. E eh dia que comeca a formar o fascismo.
Os estadistas e capitalistas que estão no topo da cadeia social, no capitalismo republicano, começam a fazer campanhas e políticas contra o socialismo clássico que visa o fim da competição individual social liberal.
E para obter o apoio da classe média, começam a oferecer alternativas de estabilidade social como o estado assistencialista ou segregação social (quando não ambos). Essa segregação social é uma forma de garantir a estabilidade social reduzindo a competição social, dando privilégios a certos grupos e segregando outros ao acesso de emergir a tais classes privilegiadas.
O Imperador Prussiano Bismarck que tentou modernizar a Alemanha acabando com o poder dos antigos senhores de terras e as tendência de preferência pelo socialismo clássico da população em geral, implementou o estado de bem estar social em 1883, para obter o apoio da população pelo estado liberal.
A classe média também fazia campanhas para obter apoio da classe operária contra os capitalistas (donos de fábricas) classe econômica (donos de bancos e demais instituições financeiras), pq a classe média (artesãos ou pequenos empresários) não conseguem competir com grandes empresários capitalistas, e viam os bancos (em que os judeus tinham a fama de serem os donos) como parasitas que vivem dos juros das dívidas da classe média.
Essa união entre classe média e operários tende tanto para o estado de bem estar social (democracia social) quanto para o lado que ainda busca a estabilidade social através da segregação social (limitando minorias na competição social). Esse segundo eh de onde vem o fascismo. A carteira de trabalho implementada pelo Mussolini foi a forma de dar maior garantia de estabilidade social aos trabalhadores nacionais e assim aceitarem suas funções/posições operárias.
Em resumo, o fascismo busca a estabilidade social, através da segregação social limitando a competição social (engessando as classes sociais em dificultando minorias em emergir socialmente, gerando então menos competitividade e estabilidade social para as classes privilegiadas). Essas minorias podem ser desempregados, estrangeiros, negros, judeus, etc.
A questão do estado é uma forma de garantir tal estabilidade social através do nacionalismo (limitando direitos e acesso a estrangeiros ao mercado de trabalho) por exemplo. Como também usando a máquina burocrática para beneficiar alguns (militares, políticos, latifundiários, algumas classes de empresários) e limitar outros grupos a competição social com os privilegiados.
Logo, estado inchado e burocratico por si so nao eh fascismo. Isso seria uma falsa correlacao. O estado é só uma ferramenta. O fascismo é a segregação socioeconômica em busca de estabilidad social.
Todo discurso sobre supremacia étnica, nacional, racial, etc, são discursos populistas para ganhar a massa com simplismo, medo, pseudo ciência e mitologias. Por trás de tudo isso está o controle da massa pelo medo da falta de estabilidade social, então transformada em medo social (ao estrangeiro, pobre, negro, judeu, mulheres, movimentos como o feminismo, etc).
O Nazismo em si eh o socialismo prussiano (conservador) em sua forma altamente populista (tentar ganhar apoio popular culpando Judeus e demais estrangeiros pelo desastre econômico pós primeira guerra).
Eu entendo que muita gente associa o comunismo com ditaduras e falta de liberdade, e consequentemente com Nazismo. Como tambem associam capitalismo sendo sinonimo de liberalismo. Mas como a maioria do conhecimento popular, isso eh apenas um emaranhado de correlações falsas populistas.
O liberalismo clássico em si eh contra o "pro business". Adam Smith já dizia que grandes empresários eram uma ameaça ao Liberalismo e democracia, já que quando empresas obtêm grande poder elas passam a ser como um estado ou a manipular o estado. Eh ai que o liberalismo clássico se difere do Neo-Liberalismo ao qual eh "pro-business" com a filosofia de que quanto mais grandes empresários ganham dinheiro mais dinheiro é escoado na sociedade, levando prosperidade econômica a todos..
Por mais que muitos hoje dizem que o capitalismo só funciona quando não tem intervenção governamental, os liberais clássicos viam que governo é importante para que haja capitalismo (diferente dos anarquistas capitalistas). Max Weber mesmo escreveu sobre a teoria do Iron Cage que diz que o crescimento do estado é uma demanda do próprio capitalismo para que o capitalismo possa crescer.
Entao vou repetir a conclusao para ficar claro. Fascismo é: A busca da estabilidade social com a da reducao de competicao social, attavez da segregacao social (engessamento das classes sociais).
Essa estabilide eh principalmente para a elite. Mas a classe trabalhadora pode tambem acreditar que sera privilegiado excluindo/segregando imigrantes e demais minorias. E assim a classe media e trabalhadora podem acabar dando suporte ao fascismo.
Para aqueles que leram até aqui eu agradeco pela atencao e tolerância em buscar conhecer ou entender uma outra perspectiva (Entender um ponto de vista nao eh sinonimo de concordar, e por isso eu não estou esperando que haja concordância).
Eu por exemplo nao gosto e nao concordo com o socialismo conservador, mas eu busquei as obras de Spengler quanto a de Platão para entender melhor o que de fato eh o conservadorismo, socialismo e nazismo. Da mesma forma que eu não concordo com o comunismo, mas eu busquei entender o que é comunismo lendo Marx entre outros (ao qual também existem inúmeras vertentes em que discordam uns dos outros).
Para finalizar com uma última curiosidade. Algo que todos esses sistemas têm em comum, independente de eh contra ou afavor de estado, contra ou a favor da liberdade individual, contra ou a favor do capitalismo, é que todos eles tem como engrenagem a questão do trabalho. Max Weber explica a implicância da "doutrina do trabalho" que vem da ética religiosa que passa a fazer parte do espírito do capitalismo (e seu princípio meritocrático). O socialismo conservador, principalmente em fascismo (e nazismo) tem como princípios o trabalho como forma de liberdade do interesse individual (considerado corrupção social) visando o grandeur da nação. O Comunismo tem como princípio o poder da mão de obra dos trabalhadores como a geração de riquezas ao qual o capitalista extrai riqueza e desejam que os trabalhadores fiquem com tal riqueza.
Mas tem uma vertente comunista chamada comunista autônomo que surgiu na itália, que é contra tal "doutrina do trabalho". Segundo eles, a engrenagem do capitalismo é a doutrina do trabalho e que por isso, o comunismo está fadado a falhar e retornar ao capitalismo pq eles mantêm tal engrenagem.
Diante disso surge o movimento anti-trabalho (ou anti-trabalhista), ao qual eu não conheço muito mas estou em busca em aprender (e compreender mesmo que se não concordar).
Eu não sou historiador, acadêmico, youtuber e nem intelectual. Por isso, eu espero que esse thread desperte a curiosidade para que vcs continuem interessado e pesquisando para buscar mais compreensão e correção do que eu possa ter mal interpretado ou compreendido (mesmo não concordando).
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2020.06.03 13:19 ThorDansLaCroix O que é Fascismo (2da Edicao 2020)

Edit: tem um user nos comentarios falando que eh tudo inventado. Eu apresento as obras e autores para vcs confimarem por si mesmos. Confirmem nas obras e nao caiam no mal caratismo das pessoas.
Antes o papo era que Nazismo eh de esquerda e agora o papo eh que antifascistas sao fascistas. Ou socialismo em geral é fascista. E eu vejo que as campanhas populistas nunca falam do socialismo clássico fazendo correlações falsas com as ideologias de esquerda de hoje.
Vamos falar desse socialismo para buscar entender de onde vem e o que é fascismo.
O termo "socialismo" existe desde a Grécia antiga. É citado tanto por Platão em seu livro "A República" como também por Cícero na Roma Antiga. Oswald Spengler em seu livro "Prussianismo e Socialismo" publicado na década de '20, fala do Socialismo Prussiano (ou socialismo Teutonico/Germanico que data desde a epoca da queda do Imperio Romano). Esse socialismo que eles citam é o socialismo conservador.
As características do socialismo conservador (socialismo de direita) varia depende da época e povo, mas em geral se caracteriza por um estado paternalista, privilégio hierárquico social, preservação das instituições como religião e estatais (que ditam a vida das pessoas), o governo em controle da economia, preservação do capitalismo corporativista, nacionalismo, entre outras coisas. Algumas vertentes do socialismo conservador vão preferir a ditadura presidencial ou monarquia, enquanto outras vertentes vão preferir a democracia parlamentar ou presidencialismo.
Algumas vertentes, como o socialismo Prussiano/Germânico/Teutônico, tendem a hegemonia nacionalista. Tem vertentes que abolem a propriedade privada. Mas nenhuma das vertentes é contra o capitalismo, mas o contrário, são defensores do capitalismo corporativista pq acreditam que a prosperidade da elite reflete na prosperidade em sociedade.
Eu sei que muitos defensores do capitalismo dizem que capitalismo é somente quando ha estado minimo e nao intervenção na economia. Mas na verdade, tal descrição é do liberalismo e não do capitalismo (nem todo capitalismo é liberal). Mas eu explico isso melhor mais a frente.
Continuando... O termo socialismo vem da ideia do que o cidadão toma conta um do outro (hierarquia social), se foca em suas aptidões e trabalho visando a grandeza da nação (nacionalismo), abre mão da competição individualista liberal de enriquecimento e ascensão/prestígio pessoal (considerado liberalismo) e aceita sua posição social, não havendo assim conflito entre classes e todos focados no trabalho e grandeza da nação.
Independente da vertente, o princípio é que a nação deva ser regida como uma orquestra, ou como uma sociedade de formigas e abelhas. Ou como no caso da Prússia, como uma hierarquia militar. Não tentar ser o que vc nao eh. Como em uma orquestra o objetivo é ter a sociedade funcionando em harmonia. O solista não compete com o regente para ser regente, os demais da banda não competem com o solista. E assim buscam ter a estabilidade social como havia na idade média e demais épocas passadas.
O primeiro grande conflito contra o Socialismo Conservador (A princípio monárquico absolutista e feudal) eh o Liberalismo, que surge no meados de 1600' com o Inglês John Locke, conhecido como o pai do liberalismo. Surgiu como briga pela liberdade individual. Tal liberdade individual significa participação no poder (democracia), liberdade de expressão (poder questionar a sociedade e poder vigente), liberdade religiosa em que você pode escolher sua religião e não ser obrigado a seguir uma religião imposta pelo estado ou sociedade, livre comércio que é a liberdade individual em comercializar sem as oligarquias das guildas feudais (e depois estado) limitando a competição, igualdade de gênero que se opõem a hierarquia e determinismo social, e propriedade privada (o que para o liberalismo clássico significa o fim do domínio oligárquico dos grandes proprietários de terras, os senhores feudais).
Em resumo, o liberalismo significa a emancipação do camponês, podendo assim ser proprietário de terra e consequentemente competir individualmente para a prosperidade individual. Ou seja, o fim dos privilégios socioeconômicos de uma elite oligárquica. Thomas Paine, um dos fundadores dos EUA e filósofo, defendia a renda básica em 1797, em um panfleto que ele escreveu chamado Justica Agraria: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Agrarian_Justice
O conflito entre Socialistas Conservadores, que buscavam a volta dos princípios do feudalismo na época, e Iluministas liberais (Republicanos liberais) culminou na grande primeira revolução política, a Revolução Francesa em 1789-1799.
Uma curiosidade: O primeiro movimento feminista começou junto com o movimento de independência dos EUA em 1776. A própria declaração de independência dos EUA cita que todos os cidadãos, homens e mulheres, são criados iguais e livre. Uma das primeira obras do movimento feminista foi escrito por Mary Wollstonecraft, chamado "Vindication of the Rights of Women" publicado em 1796. As feministas esquerdistas vão surgir bem depois (após o surgimento do movimento operário de esquerda, Marxismo, na segunda metade de 1800).
Historicamente a direita é o que busca preservar ou conservar os princípios e tradições políticas, econômicas e sociais passadas (conservadorismo) enquanto a esquerda eh o que busca mudar os princípios tradicionais com novos princípios e ideias. Sendo assim, historicamente o Socialismo original (Conservador) defendia a monarquia, engessamento social e feudalismo, e sentavam à direita do rei (por isso chamados de direita). Os liberais (o que inclui os jacobinos citado por Max Weber em "A ética protestante e o espírito do capitalismo") sentavam à esquerda do rei (assim chamados de esquerdistas). Logo, os principios iluministas liberais tepublicano capitalista eh originalmente um movimento de esquerda.
O termo socialismo em si começou a ficar mais em voga a partir do monarca austríaco Klemens von Metternich em 1847, que junto com demais monarquistas, começaram suas campanhas contra o liberalismo.
O socialismo marxista (socialismo de esquerda) surge apenas a partir da segunda metade de 1800', quando Karl Marx, que inicialmente era liberal capitalista, chegou a conclusão que o problema das sociedades se resumem em conflitos de classes e que por isso, o ideal seria haver uma sociedade sem classes sociais, e consequentemente sem capitalismo.
Veja que tanto o socialismo/comunismo (socialismo limeral) quanto o socialismo classico buscam a estabilidade social. A diferenca eh que o primeiro busca pelo fim das classes sociais/capitalistas e o segundo pelo engessamento das classes sociais.
O socialismo liberal (Socialismo Marxista) eh irmao do Liberalismo capitalista. Ambos são frutos do Iluminismo Britânico e seu princípio no "contrato social" que surgiu com Thomas Hobbes (1651) e em seguida deu fruto ao Liberalismo com John Locke (1689). Ambos sao contra o socialismo conservador, que se opoem a liberdade individual e social tanto do republicano capitalista quanto do anti-estado comunista, socialista e anarquista,
O socialismo, comunismo e anarquismo surge como um novo movimento dentro do liberalismo iluminista, pq foi observado que após a implantação do estado republicano, políticos, classe econômica e capitalistas industriais usavam a máquina pública visando interesses próprios. O exemplo mais claro disso foi com a primeira república instaurada pela Revolução Francesa. O classe capitalista que servia a corte com seus produtos, e que por isso estavam mais próximo dos nobres, foram os que obtiveram o poder e influência no estado após a revolução. O resto da população continuava na miséria sem emancipação econômica e conflitos armados mataram muita gente nessa briga pelo poder. Já países onde houve mais emancipação dos camponeses que viraram proprietários de terras, os movimentos anticapitalista e anti-estado não foram tão fortes e o capitalismo foi melhor aceito pela população em geral (Inglaterra e EUA).
Em resumo, o socialismo original que existe desde os principios da obra "A Republica" de Platao, eh um socialismo conservador e que por isso de direita. Contra tal conservadorismo que na época era Monárquico absolutista e feudal, surgiu o Liberalismo Republicano (esquerda). Mas o primeiro passou a ser a terceira via quando os liberais republicanos se tornaram os conservadores, e então direita, e os opositores esquerda.
Os monarcas e antigos senhores feudais faziam campanhas políticas para conseguir suas terras e poder económico de volta. E em geral eles tiveram muito apoio da classe média (que eram os artesãos na idade média). Era um movimento que buscava voltar ao feudalismo ou da monarquia absolutista (ou ambos) para obter o socialismo conservador de volta (classe social engessada). Pq o iluminismo que culminou no liberalismo, fez com que os donos de terras e artesãos (que se tornaram classe média no capitalismo) perdessem seus privilégios e estabilidade social. Principalmente os artesãos que no feudalismo tinham o mercado protegido pelas guildas mas no capitalismo passaram a ter que competir para não virar classe trabalhadora (pobre). Além de se verem obrigados a fazer dívidas com bancos para conseguir competir, etc… e nessas campanhas surgem movimentos como o pan-europeu, defendendo privilégios sobre terras, poder, mercado e posição social como sendo um direito natural étnico, nacionalista, sanguíneo, etc. E eh dia que comeca a formar o fascismo.
Os estadistas e capitalistas que estão no topo da cadeia social, no capitalismo republicano, começam a fazer campanhas e políticas contra o socialismo clássico que visa o fim da competição individual social liberal.
E para obter o apoio da classe média, começam a oferecer alternativas de estabilidade social como o estado assistencialista ou segregação social (quando não ambos). Essa segregação social é uma forma de garantir a estabilidade social reduzindo a competição social, dando privilégios a certos grupos e segregando outros ao acesso de emergir a tais classes privilegiadas.
O Imperador Prussiano Bismarck que tentou modernizar a Alemanha acabando com o poder dos antigos senhores de terras e as tendência de preferência pelo socialismo clássico da população em geral, implementou o estado de bem estar social em 1883, para obter o apoio da população pelo estado liberal.
A classe média também fazia campanhas para obter apoio da classe operária contra os capitalistas (donos de fábricas) classe econômica (donos de bancos e demais instituições financeiras), pq a classe média (artesãos ou pequenos empresários) não conseguem competir com grandes empresários capitalistas, e viam os bancos (em que os judeus tinham a fama de serem os donos) como parasitas que vivem dos juros das dívidas da classe média.
Essa união entre classe média e operários tende tanto para o estado de bem estar social (democracia social) quanto para o lado que ainda busca a estabilidade social através da segregação social (limitando minorias na competição social). Esse segundo eh de onde vem o fascismo. A carteira de trabalho implementada pelo Mussolini foi a forma de dar maior garantia de estabilidade social aos trabalhadores nacionais e assim aceitarem suas funções/posições operárias.
Em resumo, o fascismo busca a estabilidade social, através da segregação social limitando a competição social (engessando as classes sociais em dificultando minorias em emergir socialmente, gerando então menos competitividade e estabilidade social para as classes privilegiadas). Essas minorias podem ser desempregados, estrangeiros, negros, judeus, etc.
A questão do estado é uma forma de garantir tal estabilidade social através do nacionalismo (limitando direitos e acesso a estrangeiros ao mercado de trabalho) por exemplo. Como também usando a máquina burocrática para beneficiar alguns (militares, políticos, latifundiários, algumas classes de empresários) e limitar outros grupos a competição social com os privilegiados.
Logo, estado inchado e burocratico por si so nao eh fascismo. Isso seria uma falsa correlacao. O estado é só uma ferramenta. O fascismo é a segregação socioeconômica em busca de estabilidad social.
Todo discurso sobre supremacia étnica, nacional, racial, etc, são discursos populistas para ganhar a massa com simplismo, medo, pseudo ciência e mitologias. Por trás de tudo isso está o controle da massa pelo medo da falta de estabilidade social, então transformada em medo social (ao estrangeiro, pobre, negro, judeu, mulheres, movimentos como o feminismo, etc).
O Nazismo em si eh o socialismo prussiano (conservador) em sua forma altamente populista (tentar ganhar apoio popular culpando Judeus e demais estrangeiros pelo desastre econômico pós primeira guerra).
Eu entendo que muita gente associa o comunismo com ditaduras e falta de liberdade, e consequentemente com Nazismo. Como tambem associam capitalismo sendo sinonimo de liberalismo. Mas como a maioria do conhecimento popular, isso eh apenas um emaranhado de correlações falsas populistas.
O liberalismo clássico em si eh contra o "pro business". Adam Smith já dizia que grandes empresários eram uma ameaça ao Liberalismo e democracia, já que quando empresas obtêm grande poder elas passam a ser como um estado ou a manipular o estado. Eh ai que o liberalismo clássico se difere do Neo-Liberalismo ao qual eh "pro-business" com a filosofia de que quanto mais grandes empresários ganham dinheiro mais dinheiro é escoado na sociedade, levando prosperidade econômica a todos..
Por mais que muitos hoje dizem que o capitalismo só funciona quando não tem intervenção governamental, os liberais clássicos viam que governo é importante para que haja capitalismo (diferente dos anarquistas capitalistas). Max Weber mesmo escreveu sobre a teoria do Iron Cage que diz que o crescimento do estado é uma demanda do próprio capitalismo para que o capitalismo possa crescer (Neoliberalismo).
Para aqueles que leram até aqui eu agradeco pela atencao e tolerância em buscar conhecer ou entender uma outra perspectiva (Entender um ponto de vista nao eh sinonimo de concordar, e por isso eu não estou esperando que haja concordância).
Eu por exemplo nao gosto e nao concordo com o socialismo conservador, mas eu busquei as obras de Spengler quanto a de Platão para entender melhor o que de fato eh o conservadorismo, socialismo e nazismo. Da mesma forma que eu não concordo com o comunismo, mas eu busquei entender o que é comunismo lendo Marx entre outros (ao qual também existem inúmeras vertentes em que discordam uns dos outros).
Eu sei que muita gente se recusa a ler "O Capital" de Marx pq eh um livro comunista. Mas o livro quase não fala sobre comunismo ou socialismo liberal. O livro todo aborda e analisa o capitalismo, e ao contrário do que muita gente pensa, ele não fica o livro todo criticando o capitalismo. No livro ele muitas vezes fala até bem do capitalismo em certos pontos (mas a conclusão final dele eh que o sistema precisa ser substituído ou será substituído naturalmente), mas em geral ele apenas apresenta uma análise do sistema, motivo pelo qual eh ainda um livro lido e estudado nos cursos de economia (mesmo que ninguém concorde ou defenda Marxismo.
Para finalizar com uma última curiosidade. Algo que todos esses sistemas têm em comum, independente de eh contra ou afavor de estado, contra ou a favor da liberdade individual, contra ou a favor do capitalismo, é que todos eles tem como engrenagem a questão do trabalho. Max Weber explica a implicância da "doutrina do trabalho" que vem da ética religiosa que passa a fazer parte do espírito do capitalismo (e seu princípio meritocrático). O socialismo conservador, principalmente em fascismo (e nazismo) tem como princípios o trabalho como forma de liberdade do interesse individual (considerado corrupção social) visando o grandeur da nação. O Comunismo tem como princípio o poder da mão de obra dos trabalhadores como a geração de riquezas ao qual o capitalista extrai riqueza e desejam que os trabalhadores fiquem com tal riqueza.
Mas tem uma vertente comunista chamada comunista autônomo que surgiu na itália, que é contra tal "doutrina do trabalho". Segundo eles, a engrenagem do capitalismo é a doutrina do trabalho e que por isso, o comunismo está fadado a falhar e retornar ao capitalismo pq eles mantêm tal engrenagem.
Diante disso surge o movimento anti-trabalho (ou anti-trabalhista), ao qual eu não conheço muito mas estou em busca em aprender (e compreender mesmo que se não concordar).
Eu não sou historiador, acadêmico, youtuber e nem intelectual. Por isso, eu espero que esse thread desperte a curiosidade para que vcs continuem interessado e pesquisando para buscar mais compreensão e correção do que eu possa ter mal interpretado ou compreendido (mesmo não concordando).
Para pessoas sem caráter que sempre fala da liberdade de expressão e acusa protestos de minorias e esquerdas de fascismo por serem violentos, mas sempre terminam a conversa demonstrando suas frustrações e intolerância com violência verbal e ataques pessoais, serão ignorados por mim.
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2020.06.03 04:33 jeduardooliveira Algumas curiosidades das eliminatórias das copas do mundo - Parte II

Aqui está a PARTE 1: https://www.reddit.com/futebol/comments/guezr6/algumas_curiosidades_das_eliminatórias_das_copas/?utm_source=share&utm_medium=web2x
Primeiramente, completando o outro post, a Inglaterra não quis participar da copa de 34 (assim como a de 1930), porém nesse mesmo ano realizou uma série de amistosos, que foram:
Inglaterra 3x0 Escócia, Hungria 2x1 Inglaterra, Tchecoslováquia 2x1 Inglaterra, País de Gales 0x4 Inglaterra e Inglaterra 3x2 Itália. Apesar de ter vencido a atual campeã Itália, perdeu para outras duas seleções. Ou seja, não estavam com toda essa moral para rejeitar a Copa do Mundo.
1938
- A escolha da sede da copa de 38 foi polêmica, as candidatas eram Argentina, Alemanha e França. A escolha foi feita em 1936, na Alemanha nazista, em meio às olimpíadas. E com a escolha da França, para homenagear Jules Rimet, conseguiram tanto desagradar aos alemães quanto aos sul-americanos;
- Não somente a Argentina não gostou da escolha, isso foi tido como uma afronta em toda a América do sul, pois a CONMEBOL acreditava que as copas teriam revezamento de sedes entre a Europa e América do Sul. Por este motivo, todas as seleções americanas (exceto Brasil e Cuba) boicotaram a Copa de 1938, em solidariedade a Argentina. O Brasil não participou do boicote e acabou ganhando a vaga automaticamente, sem precisar disputar os jogos eliminatórios, que seriam contra os hermanos e os bolivianos. Lembra a atitude de certo coronel (porém com proporções bem diferentes). https://www.uol.com.besporte/futebol/copa-do-mundo/2018/noticias/2018/06/13/apos-anunciar-apoio-aos-eua-brasil-vota-no-marrocos-para-sede-da-copa-26.htm
- Com isso, dos 53 países filiados, 37 se inscreveram, mas apenas 25 disputaram as eliminatórias. A Espanha, em meio a uma Guerra Civil, teve sua inscrição recusada (a primeira vez que isso ocorreu). Egito e Japão também desistiram em tentar 14 das 16 vagas - as outras eram para o país-sede, a França, e para a campeã do mundo, a Itália.
- As vagas foram divididas em 13 para a Europa (incluindo a Palestina), 2 para os países das Américas que se prontificaram a participar e 1 para a Ásia, que ficaria entre o Japão e as Índias Orientais Neerlandesas (atual Indonésia), porém o Japão desistiu. O Egito se inscreveu, mas disputaria as eliminatórias na Europa, contra a Romênia, acabou desistindo;
- Portugal e Suíça se enfrentaram um mês antes da copa para decidir o classificado, o jogo foi em Milão, e os suíços venceram por 2x1;
- A Hungria aplicou 11x1 na Grécia;
Indo além das Eliminatórias:
- A Inglaterra, novamente, esnobou a copa, no mesmo ano fizeram 8 amistosos, ganharam 5 (Alemanha, França, Noruega, Irlanda do Norte e de uma seleção da Europa) e perderam 3 (Suíça, Escócia e País de Gales). Nada que fizesse contestação ao título da Itália, que era realmente a mais forte seleção europeia; https://en.wikipedia.org/wiki/England_national_football_team_results_(1930%E2%80%9359))
- A Copa de 1938 foi a primeira em que as confederações paulista e carioca chegaram a um consenso e levaram a seleção mais próxima do ideal a copa;
- Em 1938 a copa teve os jogos transmitidos ao vivo pelo rádio. Após a derrota na semifinal, sem Leônidas, a reação imediata da população no Brasil foi de indignação diante do resultado, que mais tarde deu lugar a uma espécie de refutação do mesmo e, por muito tempo, o pênalti que definiu a classificação foi taxado de “roubo” (lembra alguma coisa). Até a jogada do pênalti ganhou definição própria: “domingada”. Atribuindo a culpa do lance a Domingos da Guia;
- Leônidas da Silva, maior artilheiro da competição, de tão popular, serviu como garoto-propaganda de um novo doce criado à época – seu apelido, “Diamante Negro”, serviu para dar nome a um chocolate ainda hoje popular no Brasil;
- Influenciado pelo regime fascista, o jornal "La Gazzetta dello Sport" comemorou com o seguinte texto a vitória de sua seleção sobre o Brasil por 2 a 1, nas semifinais da copa: "Saudamos o triunfo da inteligência italiana sobre a força bruta dos negros" (não encontrei a capa).
- A Alemanha havia anexado a Áustria. Com isso, a seleção austríaca, que havia conquistado a vaga nas eliminatórias, acabou não podendo participar e ainda teve alguns de seus jogadores obrigados a jogar pela Alemanha, por exigência de Hitler. O ditador contava com o título. Quando a equipe vencia a Suíça por 2 a 1, ainda pelas oitavas da copa, integrantes da comissão técnica chegaram a mandar telegrama contando sobre a vitória. Mas, no segundo tempo, a Suíça fez três gols, venceu por 4 a 2 e despachou a Alemanha da copa;
- A Suécia que enfrentaria a Áustria, na ausência desta (que estava anexada com a Alemanha), se classificou direto para as Quartas-de-final, onde enfrentou Cuba, ganhando de 8x0 - a chegada mais fácil até a semifinal da história das copas (a chegada mais fácil a final por uma seleção veio na copa de 50);
- O Brasil perdeu a partida para a Itália no estádio Vélodrome, em Marselha, o mesmo em que acabou derrotado pela Noruega em 1998;
- Assim como aconteceria em 50, o Brasil jogou mais jogos do que a equipe campeã. Foram 5 jogos do Brasil, mais uma prorrogação, isso aconteceu porque o Brasil empatou com a Tchecoslováquia, no tempo normal e na prorrogação, e, na época, o desempate era com uma nova partida;
Fontes:
“Por um tiro livre venceram os futebolistas italianos”. DIARIO DE S. PAULO. São Paulo: 17/06/1938, Segunda Seção, p. 1.
http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/historia/copa-do-mundo-1938-franca.html
A COPA DO MUNDO DE 1938: NACIONALISMO E A IDENTIDADE NACIONAL BRASILEIRA EM CAMPO, Paulo Henrique do Nascimento.
https://www1.folha.uol.com.bfolha/especial/2006/copa/historia-1938.shtml
https://pt.wikipedia.org/wiki/Copa_do_Mundo_FIFA_de_1938
https://pt.wikipedia.org/wiki/Eliminat%C3%B3rias_da_Copa_do_Mundo_FIFA_de_1938
Informações retiradas também direto do site da Fifa no link abaixo, além disso, tem muitas fotos e vídeos da copa de 1938: https://www.fifa.com/worldcup/archive/france1938/
www.rsssfbrasil.com
O Guia Cult Para A Copa Do Mundo, por Sean Weiland, Matt Wilsey, 2016. https://www.amazon.com.bGuia-Cult-Para-Copa-Mundo/dp/8532520626
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2020.05.13 17:50 ThorDansLaCroix E se quem busca dar "esmola" eh a direita e nao a esquerda?

contestção eh bem vindo. Apenas não seja um drama queen.
"Dar esmola" para a população não surgiu com políticos e governos de esquerda, mas sim da direita (Thomas Paine, Bismarck, Milton Friedmann, Hayek, George McGovern, Andrew Yong, etc), como forma de garantir a liberdade econômica e consequentemente individual.
Thomas Paine, um dos fundadores dos EUA e filósofo, defendia a renda básica em 1797, em um panfleto que ele escreveu chamado Justica Agraria: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Agrarian_Justice

Individualismo e Socialismo Classico.

O movimento republicano assim como os movimentos libertários tanto de esquerda quanto de direita, surgiram com o iluminismo que se baseia nos princípios do individualismo como forma de liberdade individual, contra o socialismo clássico que existia no período pré-iluminista.

Socialismo classico:

Não deve ser confundido com o que visto como socialismo hoje. Socialismo é um nome usado para duas coisas bem distintas. Igual a palavra Manga que é uma palavra usada tanto para uma fruta quanto para um pedaço de uma roupa.
O socialismo clássico era o que existia na sociedades classicas, medieval e principalmente nos povos Teutônicos e finalmente Prússia. Tal socialismo defende hierarquia social em que ao invés de competir individualisticamente para subir na hierarquia social, as pessoas se focam nas áreas em que ela se iniciam para melhor desenvolver suas habilidades nessa área, e assim acaba trabalhando não para a sua própria glória individualista mas pela glória de sua sociedade, ao qual acreditam que a competição individualista corrompe. Em outras palavras, ao se tornar caixa de mercado o indivíduo não sonha em mudar de carreira e um dia ser médico, advogado, político ou celebridade, mas somente em ser um bom caixa para a melhor organização de sua sociedade.
Ao mesmo tempo aceita os privilégios de classes como políticos, e privilégios sanguíneos (étnicos) ou nacionalistas (não confundir com patriotismo).
É por isso que pessoas que são contra imigrantes, que defendem privilégios de classes por ser rico, por ser advogado ou por ser empresário, costumam ser chamados de fascistas (o que não quer dizer que todos que usam esse termo saiba o motivo de estarem usando, a maioria das pessoas apenas seguem o rebanho).
Esse socialismo clássico eh de onde vem o fascismo e o Nazismo (que eh um fascismo exacerbadamente populista).
Veja: A Republuca de platao ; Prussianism and Socialism de Oswald Spengler.

Individualismo (Iluminismo e seu princípio de liberdade).

O Iluminismo político na França e econômico na Inglaterra surgiram como movimentos de emancipação do camponês e artesãos dos senhores feudais (proprietários de terras), o que se resume em liberdade politica e economica (atuar individualmente com objetivos de ascensão individual).
E é daí que vem os princípios republicanos, socialistas, comunistas, anarquistas (de direita e esquerda) que temos hoje no campo de direita e esquerda.
Em resumo: Esse socialismo clássico não é contra o capitalismo mas sim contra a emancipação individual que engloba tanto o Republicanismo quanto o socialismo e comunismo que conhecemos hoje, que partem dos princípios dos interesses individuais.

República como forma de garantia da emancipação individual.

Após a primeira e maior revolução política na Europa, a Revolução Francesa, os artesãos e produtores que antes serviam a nobreza, e por isso convivem próximos aos nobres, tomaram o poder político e os camponeses, pequenos comerciantes e demais trabalhadores continuam na miséria, fome, etc. E eh por isso que surgiram movimentos libertarios.
A república que formou o Estado-Nação surgiu com o princípio de proteger a emancipação das pessoas (proteger terras, bens e contratos) com a polícia/exército estatal e demais instituições burocráticas, que tem o monopólio da violência/coerção. Assim o pequeno proprietário de terras tem sua terra protegida de grandes proprietários e seus exércitos privados. E grandes proprietários já não precisam de exército privado para proteger suas terras.
Inevitavelmente a República que protege terras privadas e bens, acaba criando as condições ideais para o desenvolvimento capitalista. Pq a principal artéria do sangue que dá vida ao capitalismo é antes de mais nada o movimento de mercadorias (logística) pelos comerciantes que compram dos produtores e levam aos consumidores. A proteção do estado fez florescer produtores, comerciantes e circulação de mercadoria.

Bem estar social como forma de suporte da população aos princípios iluminista republicano.

O fim do Feudalismo e demais tradições da idade média deixou muita gente descontentes. Entre eles não estavam apenas os ascendentes de nobres e antigos proprietários de terras (que perderam boa parte de suas terras e riquezas para os camponeses, mas também artesãos.
Os artesãos que na Idade Média tinham estabilidade econômica e social garantido pelas Guildas, que protegiam o mercado, perderam tal estabilidade com o iluminismo, liberdade e competição individual no mercado livre. Eles agora tinham que batalhar para não perderem mercado e não corresse risco de cair para a classe trabalhadora. No entanto, para conseguir se manter competitivos eles precisavam de dinheiro ao qual se viam obrigados a obter na forma de empréstimos.
Esses artesãos da Idade Média se tornaram a classe média no mercado livre, ao qual estavam sempre endividados e tendo que trabalhar para pagar juros de dívidas aos bancos.
Os bancos e demais instituições de créditos privados formaram a nova classe social que ascendeu rapidamente (a classe econômica), ao qual a classe média via como parasitas por ganhar dinheiro com juros de dívidas (ou seja, com o trabalho alheio e sem ter que trabalhar).
Essa visão da classe média (pequenos capitalistas) já vinha desde a Idade média onde a cobrança de juros era proibido pela igreja por isso mesmo, mas que também garantia o poder econômico e político dos proprietários de terras (senhores feudais).
Sendo assim, os antigos senhores feudais e ascendentes de nobres faziam campanha política para a volta do sistema como tal era na Idade Média. Usando o direito sanguíneo das posses de terra e aos privilégios políticos (movimento pan-europeu). Eles viam a classe media (pequenos capitalistas) como os seus maiores defensores. ( Ver : Origens do Totalitarismo de Hannah Arendt.
Bismarck ao tentar modernizar a Prússia com os princípios republicanos e buscando acabar com a influência dos antigos senhores feudais, foi um dos primeiros no século 19 a oferecer auxílio social, como forma de garantia a classe média de estabilidade sócio-econômica assim fazendo com que não defendem mais as campanhas políticas do antigo poder. Bismarck nao era socialista mas pelo contrario. Tal como Keynes eles apenas buscam formas de assegurar o capitalismo e os princípios de liberdade individual, contra aquele que buscam o fim do sistema.
Por outro lado, o incômodo que a classe média tinha com a classe econômica continuava, não só por ter que pagar juros de dívidas mas sim pq o próprio estado dependia do empréstimo de grupos de famílias de tal classe ao qual acreditavam que tal classe era quem no final tinha o poder do estado aos seus interesses e grandes capitalistas.
A social democracia surge com a união da classe trabalhadora e classe média urbana contra os grandes industriais, classe política e classe financeira. A social democracia por mais que inicialmente esperasse que um dia e naturalmente o capitalismo ruísse com a maior emancipação da classe trabalhadora e classe média, da classe dos grandes industriais e econômica, ela nunca foi de fato contra a os ideais republicanos e consequentemente nunca foi contra o capitalismo.

A doutrina do trabalho.

Os libertários tanto de direita quanto de esquerda surgiram por desacreditar que o poder político do estado não possa ser corrompido por uma elite. Karl Marx em sua fase libertária explica como o estado republicano sempre acaba sendo do interesse do poder de uma elite que garante as vantagens das condições capitalistas a eles ( Ver : 18 de Brumario de Louis Napoleao ).
Mas a esquerda de fato, movimento e partidos que buscam eliminar conflitos de classe ou pelo menos criar condições de vantagens políticas/econômicas a classe trabalhadora, nunca foi de propor assistencialismo. Principalmente Marxismo, não vê dinheiro como forma de criação de valor mas sim trabalho industrial. Para a esquerda, a moradia gratuita, a terra livre, o acesso a bens não é esmola, não é caridade, mas sim o valor que as pessoas obtêm em retorno da sociedade como fruto de seu trabalho.
Eu sei que muitos da direita acusa a esquerda de eliminar a desigualdade, mas a esquerda nunca acreditou no fim da desigualdade, ao qual não tem nada a ver com o que defendem no fim das classes sociais.
Essa doutrina do trabalho também é a principal engrenagem do capitalismo, ao qual o assistencialismo e investimentos públicos são apenas para as pessoas tenham condições mínimas para trabalhar como também para aceitar o sistema acreditando que ele pode manter a estabilidade sócio-econômica das pessoas. ( ver : A etica protestante e o espirito do capitalismo de Max Weber; The problem with work de Kathi Weeks)

O poder financeiro.

E hoje em dia a social democracia está praticamente morta. O motivo do ultra conservadorismo ter crescido na Europa não foi por causa de refugiados, de imigrantes ou do politicamente correto. Foi por causa da desindustrialização que levou ao enfraquecimento dos sindicatos, dos partidos de esquerda e da social democracia. Na Alemanha, Suécia, Áustria, etc, a os sociais democratas fazem coalizão com partidos centristas e conservadores cristãos. E os partidos ditos socialistas são na verdade centristas (mesmo o PT no Brasil nao tem nada de esquerda. Os esquerdistas sairam a rodo do partido logo no inicio do mandato de Lula). Sem opção, as pessoas que são contra o status quo encontram seus caminhos do ultra conservadorismo (nacionalismo, etnicismo, hierarquia social, etc), de movimentos que usam a fachada do anarquismo e liberalismo quando na verdade estão por trás buscando muitos dos princípios do socialismo clássico (de onde vem o fascismo).
O que não quer dizer que todo libertário de direita seja racista, fascista, etc. Por outro lado muitos acabam pisando nessa linha acreditando na fachada política da "liberdade individual e econômica". Ou vc acha mesmo que Bolsonaro liga realmente para a liberdade individual e econômica de alguém quando ele a vida toda sempre defendeu abertamente o eugenismo e privilégios da classe política?
A doutrina do trabalho que vinha do socialismo clássico, criou as bases capitalistas e socialistas/comunistas, entra em choque com o mundo em que o trabalho transformativo industrial some, ou porque as indústrias vão para o oriente em que a mão de obra está mais barata, ou por causa da tecnologia que faz aumentar a produtividade e automação.
Libertários e Republicanos que veem o dinheiro como forma de emancipação econômica e política (e não o trabalho), e principalmente os que já previam automacao, sempre defenderam renda básica e demais formas de redistribuição de riquezas.
Enquanto muitos acham que distribuicao de riqueza eh coisa de socialista e comunista, a real eh que a distribuição de riqueza eh que garante os alicerces do capitalismo, do mercado livre e da liberdade individual.

Hayek

Hayek um dos mais famosos libertarios da Escola Austriaca que defendia a renda minima basica universal.
“a certain minimum income for everyone … a sort of floor below which nobody needs to fall even when he is unable to provide for himself.” https://books.google.de/books?id=nclLLOfnGqAC&pg=PA55&dq=a+certain+minimum+income+for+everyone,+or+a+sort+of+floor+below+which+nobody+need+fall+even+when+he+is+unable+to+provide+for+himself&hl=en&sa=X&ei=DJ20UrHfE8HYoASS3YKoDQ&redir_esc=y#v=onepage&q=a%2520certain%2520minimum%2520income%2520for%2520everyone%252C%2520or%2520a%2520sort%2520of%2520floor%2520below%2520which%2520nobody%2520need%2520fall%2520even%2520when%2520he%2520is%2520unable%2520to%2520provide%2520for%2520himself&f=false
O conceito de Liberdade politica de Hayek é sobre se livrar da coerção da vontade arbritaria das pessoas (veja: http://books.google.com/books?id=ENQjPm-S7UEC&pg=PA58&dq=constitution+of+liberty+definitive+edition+%2522coercion+by+the+arbitrary+will+of%2522&hl=en&sa=X&ei=6eu2UuyWBMP9oATJqICoAQ&ved=0CC8Q6AEwAA#v=onepage&q=constitution%2520of%2520liberty%2520definitive%2520edition%2520%2522coercion%2520by%2520the%2520arbitrary%2520will%2520of%2522&f=false)
Hayek argumenta que um escravo não é livre porque suas decisões são sujeitas a interferência das vontades de outra pessoa. Ser livre então, e poder tomar decisões por si próprio sem se subordinar a autoridade de outra pessoa. (Veja: http://books.google.com/books?id=ENQjPm-S7UEC&pg=PA59&dq=constitution+of+liberty+definitive+edition+%2522according+to+his+own+decisions+and+plans%2522&hl=en&sa=X&ei=--22Uv-dD8TaoAS4mYCgCA&ved=0CC8Q6AEwAA#v=onepage&q=constitution%2520of%2520liberty%2520definitive%2520edition%2520%2522according%2520to%2520his%2520own%2520decisions%2520and%2520plans%2522&f=false)
Por mais libertário que fosse, o conceito de liberdade de Hayek tem muita afinidade com a do conceito republicano. (veja:http://www.libertarianism.org/people/algernon-sidney http://www.libertarianism.org/people/james-madison http://plato.stanford.edu/entries/republicanism/)
O conceito republicano de liberdade e mercado livre tem preocupações com o surgimento de coerção que existe dentro do próprio mercado livre, e que por isso se torna uma ameaça a liberdade desse próprio mercado (ameaça a liberdade individual), ao qual também é a preocupação de Hayek.
workers in most parts of the United States can be commanded to pee or forbidden to pee. They can be watched on camera by their boss while they pee. They can be forbidden to wear what they want, say what they want(and at what decibel), and associate with whom they want.
E o poder de coerção do empregador sobre seus funcionários é exercido ainda mesmo fora do ambiente de trabalho:
Employers invade employees’ privacy, demanding that they hand over passwords to their Facebook accounts, and fire them for resisting such invasions. Employers secretly film their employees at home. Workers are fired for supporting the wrong political candidates (“work for John Kerry or work for me”), failing to donate to employer-approved candidates, challenging government officials, writing critiques of religion on their personal blogs … carrying on extramarital affairs, participating in group sex at home, cross-dressing, and more. Workers are punished for smoking or drinking in the privacy of their own homes.
http://crookedtimber.org/2012/07/01/let-it-bleed-libertarianism-and-the-workplace/
E muito disso vimos acontecer no Brasil durante as eleições passadas, praticados por empresários e políticos que usam da fachada da "liberdade econômica e individual".
Logo, para ambos Republicanos e Libertários que defendem o estado mínimo ou o fim do estado, a renda básica universal é uma forma de garantia que todos tenham o poder de liberdade econômica, e consequentemente individual, para poder tomar decisões sem ser obrigado as coerções de alguém por falta de tal liberade: http://www.princeton.edu/~ppettit/papers/2008/A%2520Republican%2520Right%2520to%2520Basic%2520Income.pdf
E como todo liberal clássico Hayek não acreditava que toda forma de imposto em incompatível com a liberdade. Adam Smith mesmo acreditava que o imposto progressivo, em que os mais ricos devem pagar mais, como fundamental para o mercado livre. Pq um mundo sem coerção não existe, seria um paraiso. Como o mundo que vivemos não é perfeito, algumas formas de coerção serão necessárias para minimizar as coerções na sociedade ao maximo (veja: http://books.google.com/books?id=ENQjPm-S7UEC&pg=PA59&dq=constitution+liberty+definitive+%2522minimize+coercion+or+its+harmful+effects%2522&hl=en&sa=X&ei=_Pi2UsiWLNbooASMs4KoCg&ved=0CDEQ6AEwAA#v=onepage&q=constitution%2520liberty%2520definitive%2520%2522minimize%2520coercion%2520or%2520its%2520harmful%2520effects%2522&f=false)
E é esse conceito de liberdade, que vem de John Locke, que faz com que libertários como Hayek defendam a renda básica universal, como forma de garantir a liberdade individual e econômica: http://books.google.com/books?id=TWRZAAAAYAAJ&pg=PA116&dq=we+know+God+hath+not+left+one+man+so+to+the+mercy+of+another&hl=en&sa=X&ei=xvy2Up6rC5DnoATUpYLYDQ&ved=0CC8Q6AEwAA#v=onepage&q=we%2520know%2520God%2520hath%2520not%2520left%2520one%2520man%2520so%2520to%2520the%2520mercy%2520of%2520another&f=false
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2020.04.15 22:25 joaobita Se há canal diversificado, imparcial e que não enaltece ainda mais os três grandes é o canal 11 da FPF

O Título é sarcástico, sorry, acho eu... Acho que não é bem assim e vou explicar porquê.
Nestes dias de quarentena o canal da FPF tem transmitido alguns jogos repetidos. Tudo muito bem, boa iniciativa, não fossem eles apenas passar jogos dos três grandes, e só o que estes ganharam. Lá de vez em quando pelo meio lá passa um jogo da seleção, mas outros clubes é que não, nem a ganhar nem a perder.
Nem por isso colocaram o Benfica a perder duas finais europeias nos últimos minutos. Nem por isso colocaram o 5-0 do Porto ao Benfica, nem o 5-0 do Benfica ao Sporting.
Senão vejamos quais os jogos transmitidos nos últimos 7 dias por ordem cronológica:
Em todos estes jogos, a equipa grande ganhou, e se não ganhou passou a eliminatória. Entretanto, poderiam ter gasto esse dinheiro noutros jogos que foram interessantes como por exemplo:
Se vocês tiverem jogos dos vossos clubes que foram interessantes digam, não me lembro de mais nenhum.
É difícil levar a população em geral a apoiar os clubes locais, para que toda a competição se torne mais competitiva e equilibrada, quando tudo o que dá na televisão são os três do costume, mesmo no canal que deveria ser igual para todos.
Para terminar, acho que mesmo assim o canal 11 foi uma boa coisa na generalidade e tem feito boas coisas que nenhum outro canal tinha feito na divulgação do futebol, principalmente nas divisões mais baixas. No entanto ao mínimo imprevisto dá default no básico agradar à maioria dos portugueses, para manter o ego desportivo dos três grandes.
PS: Não, não tenho nada melhor para fazer, queria ver um jogo repetido hoje e não encontrei nenhum do meu agrado. Então vim aqui dar um bocadinho de rant
Fonte: Box da Vodafone e as gravações automáticas dos últimos 7 dias
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2020.04.07 01:57 ffsavi1 O Ministério da Saúde está tentando enganar os brasileiro

Saiu agora a pouco a proposição do Ministério da Saúde para aliviar o isolamento social a partir da próxima semana. Cidades que tenham menos de 50% dos leitos ocupados poderão adotar o que chamaram de "Distanciamento Social Seletivo (DSS)". Segue a descrição do que seria:

Distanciamento Social Seletivo (DSS): Apenas alguns grupos ficam isolados. Pessoas com menos de 60 anos e sem condições que elevam o risco de casos graves poderão circular livremente.

Só que o tal DSS nada mais é que o ISOLAMENTO VERTICAL com outro nome, algo que foi muito criticado por epidemiologistas, pesquisadores e médicos devido a falta de efetividade em reduzir a transmissão do vírus - nem sequer há estudos para defender a proposta e nunca foi posto em prática. Estão tentando enganar o brasileiro na cara dura e vender uma ideia contrária ao adotado pela maioria dos outros países, que incluem os principais afetados pela pandemia.

Relato da médica pneumologista, pesquisadora e docente da Fundação Oswaldo Cruz Margareth Dalcolmo para a Agência Pública sobre o isolamento vertical:

Margareth explicou ainda que manter em casa apenas idosos, o “isolamento vertical” que sugeriu Bolsonaro, foi considerada uma medida ineficaz e perigosa para combater o coronavírus em outros países. “O maior exemplo é a Inglaterra que voltou atrás, verificando que [o isolamento vertical] não ia resolver. Eles voltaram atrás pelo risco que isso incorreria diante de uma doença nova de alta transmissibilidade, cujos riscos não estão completamente determinados. Agora, dada a progressão da epidemia, a Inglaterra está propondo o isolamento mais radical.”[1].

Relato do cirurgião Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês para o Exame sobre o isolamento vertical:

“Não existe nenhuma chance de o chamado isolamento vertical funcionar no Brasil”, diz. O diretor do Sírio afirma que a única chance de isolar somente parte da população é se o Brasil conseguisse testar em massa, o que não é possível. “Não temos acesso a teste em massa de alta sensibilidade em nenhum país do mundo.” [2].

O Atila comentou também sobre no Roda Vida:

"A proposta do isolamento vertical ela até agora não foi formalizada. Isso foi opinião publicada em jornais ou em mídia, o que não é um problema mas não é um estudo no qual dá para se basear. O que a gente estava falando do Imperial College são estimativas, com números, condições, limiares que a gente tem que ter para garantir que está tudo funcionando e a proposta de isolamento vertical que é isolar só a camada mais vulnerável da população não é uma proposta formalizada. Então eu não acho que cabe nem discutir ela, porque ela não é uma proposta científica. Quando ela for a gente pode ver qual são as condições, se ela virar uma teoria científica, uma proposta que pode ser estudada e testada ela com certeza depende de testes. Se a gente não tem testes isso nem deveria estar no radar daqui pra frente."

Lembrando que o isolamento social (não apenas de alguns grupos) é necessário para reduzir o pico de casos e aliviar a sobrecarga sobre os sistemas de saúde - é uma medida custosa e traumática mas que se demonstrou necessária tendo em vista a gravidade da epidemia em outros países. Itália, Espanha, França e Inglaterra sofrem hoje pela falta de medidas restritivas mais abrangentes de maneira precoce, podemos jogar fora parte do esforço que o país fez até agora.
Os números de casos confirmados (talvez até de óbitos) não são congruentes com o aumento de internações por insuficiência respiratória em comparação aos outros anos. Ou seja, estamos testando pouco e não temos parâmetros confiáveis sobre a realidade da epidemia no país. Sem testes massivos o isolamento vertical é impraticável.
Destaque para as coletivas prévias do Ministério nas quais foi dito que o pico da doença no Brasil se dará em Abril - então porque aliviar as medidas de isolamento? Qual o sentido? É uma mudança de postura inadmissível e que vai ter enormes consequências. Não podemos tolerar tamanho retrocesso;
Notícia:
https://g1.globo.com/bemestacoronavirus/noticia/2020/04/06/ministerio-muda-estrategia-e-propoe-reduzir-isolamento-em-estados-e-cidades-com-50percent-da-capacidade-de-saude-vaga.ghtml
Artigos sobre:
https://www.nexojornal.com.bexpresso/2020/03/25/O-isolamento-vertical-defendido-por-Bolsonaro-sob-an%C3%A1lise
http://g1.globo.com/globo-news/videos/v/isolamento-vertical-nunca-foi-feito-no-mundo-diz-infectologista/8443950/
Quem puder mandar mais fontes será de grande valia.

Edit: integrei os links nas citações para facilitar.
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2020.03.27 23:16 luxdavi Tem alguma coisa muito errada

Hoje ouvi um jornalista (Constantino) falando: “Tem que verificar se a morte é realmente por Corona vírus ou outra doença essas pessoas têm outras doenças quem garante que foi o corona” .... “Porque o corona vírus é a cereja do bolo” ...
Bem, tenho amigos médicos e uma tia enfermeira, e recentemente estou vendo alguns comentários nesse meio médico como:
· As mortes por pneumonia (doença respiratória) entre fevereiro e março de 2020 aumentou drasticamente, e a maioria não fazem exames para ver se é corona vírus. Segundo vi nos comentários provavelmente esse número apresentado de mortes de corona vírus está totalmente errado, é um número maior na casa dos milhares.
· Segundo enfermeiros e médicos já estão com medo, na Europa Portugal e Itália estão perdendo seus médicos, estão morrendo na linha de frente. Isso não é anunciado, mas tenho uma amiga que trabalha na área de saúde em Portugal, ela me confirmou que tem vários médicos morrendo, e médicos jovens. A França por exemplo, está chamando até médicos aposentados para trabalhar pois sabem que vai faltar mãos médicas para cuidar das pessoas, isso é até incoerente pois o vírus não afeta mais os idosos?.... No Rio de Janeiro tem vários médicos e enfermeiros entubados, e nada disso está sendo alardeado nas mídias.
· E outra coisa interessante, vejo o governo federal pedindo para voltar as rotinas normais, isso contra tudo que o resto do mundo está fazendo.
Tem alguma coisa muito errada, não é só economia, algo não cheira bem. Tem como investigar os Ministros que são empresários, e empresários ligados ao governo federal, para descobrir o que eles podem perder com essa Quarentena??? Quarentena que todo o mudo está fazendo, e só eles querem o contrário. Será que eles têm participações nessas empresas de investimentos (empresas que depois do Guedes estão pipocando pela internet)? E essas empresas de investimentos estão desesperadas. Será que estão perdendo muito dinheiro na bolsa? Será que o governo não tem como ajudar a empresas e a população em uma crise dessas? Sei que temos que retomar, como todo mudo vai retomar as atividades, mas vemos o resto do mundo parando, a Inglaterra que não queria parar resolveu parar, a Índia parou.
O governo deveria se sacrificar e ajudar com medidas econômicas as empresas e a população, para aguentar uns dias e baixar a curva de infecção.
Por isso acho que tem alguma coisa errada, pois se chegarmos aos números de doentes e mortos da Itália, com certeza vamos ter outra parada total da população, e o prejuízo vai ser maior, vidas e economia.
Tem algo errado, acho que está surgindo quem realmente esta por traz do nosso governo federal, e as máscaras vão cair.
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2020.03.27 20:59 greenandredflag Vivemos na emergência do V Império

27 de março de 2021 – Portugal é um dos últimos estados-nação que não colapsou face ao novo COVID-20. O encerramento de fronteiras e as novas directrizes orientadas para a frota portuguesa na Terra Nova extinguiram o bacalhau, mas agora oferecem providência às famílias portuguesas durante os próximos 10 anos possibilitando o isolamento social. 1 de Janeiro de 2022 – Portugal reside como único Estado com governo centralizado na Europa, António Costa formaliza o legado do Sacro Império Português. Costa confisca ¾ das frotas Norte-Americanas, que se encontram na gloriosa Lisnave para reparações, a Armada Portuguesa volta a constituir a força mais temível dos sete mares. 1 de Abril de 2022 – o Sacro Império Português organiza uma expedição para determinar a existência de sobreviventes além-mar. 22 de Abril de 2022 – Redescoberta do Brasil e descoberta de novas minas de ouro. 17 de Maio de 2022 – Doação de Goa, Damão e Diu pelos Territórios fragmentados do anterior estado Indiano, pela oferta da cura COVID-20, a receita da francesinha. 5 de junho de 2022 – O Sacro Império Português integra postos comerciais nos territórios recém explorados pelo globo, ressuscitando o capitalismo mercantilista. 10 de junho de 2022 – Para comemorar o Dia d’O Sacro Império Português é reanexada Olivença. 11 de setembro de 2022 – O Corpo Expedicionário português mobiliza a sua arma mais mortífera, “Marcelo, o Assintomático” e extermina toda a população da Espanha imperialista, libertando o País Basco e Catalunha. 12 de setembro de 2022 – O território Galaico formaliza o pedido de anexação pelo Sacro Império Português. 13 de setembro de 2022 – A Comuna de Paris disponibiliza o armamento nuclear francês para evitar anexação. 14 de setembro de 2022 – Bombardeamento Nuclear da Comuna de Paris. 10 de novembro de 2022 – O continente africano inicia reformas lideradas por Centeno para responder à enormíssima exigência por coentros em Portugal. 1 de Dezembro de 2022 – Anexação da Itália e mudança do nome para Portugal II. 25 de Dezembro de 2022 – Bombardeamento Nuclear dos Países Baixos em retaliação pelo caralho da Companhia das Índias. 31 de Dezembro de 2022 – Proclamação de D. Duarte Pio como Rei de Inglaterra (why not?).
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2020.03.25 22:47 Galvonz Presidente - LockDown Horizontal e Vertical

Presidente - LockDown Horizontal e Vertical

https://preview.redd.it/lnobxv793wo41.png?width=1366&format=png&auto=webp&s=906dc8670a8460e8890b5539c9c7a0c345fcfca3

Boa tarde, pessoal!
Desde o pronunciamento do presidente estamos em um momento de mais tensão. Não sei vocês, mas parece que eu estou num avião que ninguém tem acesso à cabine, uns acham que o piloto morreu, outros juram que está vivo e pela janela só vemos névoa. Angústia.
Porém desde o pronunciamento tenho visto alguns conhecidos que são a base eleitoral firme dele começar a repetir um discurso sobre "Lockdown Vertical" ou "Quarentena Vertical", que consiste em deixar em quarentena somente o grupo de risco. Porém sempre à minha mente vem esse gráfico que o Átila apresentou nas lives.
É uma previsão, claro, cada país tem suas peculiaridades. Foi feita considerando dados da Inglaterra e dos Estados Unidos. O próprio Átila diz que nossas condições comparadas à Inglaterra são muito distintas, mas que comparado aos Estados Unidos já temos mais semelhança como tamanho, população e etc, e claro, nossa diferenças como sistemas de saúde, cultura, saneamento básico diferentes...
O "lockdown vertical" nesse modelo, assumindo que as escolas e universidades estarias funcionando eu imagino que estaria entre a linha preta, a verde e a laranja.
Ele tá correto em pensar na economia, temos que pensar em como vai ser durante o enfrentamento da pandemia e como vai ser depois. Mas a atitude do pronunciamento que me incomoda. Veja, eu não sou eleitor dele, mas eu queria tanto que quem estivesse preocupado com a pandemia e com a economia ao mesmo tempo tivesse uma atitude mais de liderança.
Uma atitude de falar algo como: Trabalhadores e empresários, não podemos ficar parados, sabemos disso. Vamos tentar de alguma forma girar a economia e fazer o Brasil acontecer enquanto superamos a pandemia. Vamos pensar em sistemas de turnos, pra não precisar aglomerar tanta gente em um só lugar.Vamos pensar em formas de higienizar bem e otimizar o transporte público para que ele esteja limpo e funcionando. Vamos reforçar nossas políticas de limpeza dentro das empresas... Cada um na sua área, tentando fazer o melhor que podemos dadas as condições.
Entendem? Eu esperava algo que nos fizesse abraçar a causa, fazer a economia girar, apesar pandemia. Mesmo que fosse impossível, mas que provocasse essa reflexão. Agora o que me parece é que ele prefere causar, polemizar, dividir... Fazer a base eleitoral dele ir nas redes sociais falar "Ah, falou de trabalhar pro esquerdista ele já fica puto mesmo...". Fecha o olho para as estatísticas e estudos e arbitrariamente diz para voltarem as aulas, as empresas...É triste, é cansativo e preocupante.
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2020.03.19 00:55 Kissmyasthma100 Pergunta séria: Alguém aí ignorando as recomendações médicas?

Aqui em SP as atividades da minha empresa foram interrompidas, academia fechada, shoppings anunciaram fechamento, até o parque onde levo meu cachorro tá fechado.
O número de casos do coronavirus no país é risível e lugares como Tailândia, Coreia do Sul e Japão já estão retomando as atividades.
Só quem morre é, quase que obrigatoriamente, velho + doente(pressão alta, diabetes ou problema cardíaco). Ou seja, faz igual à Inglaterra e pede pra velho doente ficar de quarentena, não 90% da população saudável e ativa.
Dito isso, quem vai pra praia nesse fds?
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2020.03.05 20:52 Emile-Principe Jones Manuel - os revolucionários e a questão da violência

Jones Manuel - os revolucionários e a questão da violência
https://www.youtube.com/watch?v=d6kdHZqd0uc&t=4s
Salve galera. O tema do vídeo de hoje e “Os Revolucionarios e a questão da violência”: quem realmente defende a paz? Ano passado Gregório Duvivier no seu programa Greg News fez um vídeo falando que os revolucionários como Lenin eram militaristas, a favor da violência, ao contrário dos social-democratas. Esses sim Democráticos e Defensores da Paz. E muito comum ouvir nos discursos da direita e de certa esquerda liberal e moderada que os revolucionários, em especial os anarquistas e os Comunistas são Defensores da violência, do sangue e que eles gostam de ver morte. Mas é verdade realmente? Os revolucionários eles são Defensores da violência? Eles têm fetiche pela violência? A história real não é assim! Antes de entrar propriamente em uma análise histórica, e importante algumas considerações teóricas: os revolucionários - especialmente os marxistas - consideram que a violência é um dado estrutural do sistema capitalista. O capitalismo como um sistema sócioeconômico que funciona oprimindo e explorando a imensa maioria da população, precisa da violência para se reproduzir. Então não é coincidência que em todos os países capitalistas do mundo as principais vítimas da violência policial e do sistema penal e carcerário sejam pessoas pobres oriundas da classe trabalhadora. Também não é coincidência que todas as vezes que existe uma rebelião Popular, uma tentativa de revolução, ou até uma série de Protestos massivos, a resposta do Estado burguês é repressão repressão e mais repressão. O que os marxistas perceberam foi que a violência é um dado da realidade gostemos dela ou não. O capitalismo ele não funciona sem uma violência sistemática contra os de baixo. Evidentemente que em alguns países o uso cotidiano da violência é maior do que em outros. Em países de Capitalismo dependente como o Brasil, a violência no cotidiano da classe trabalhadora é muito maior do que em países de Capitalismo Central. Como por exemplo se você for comparar os índices de letalidade policial Eles são muito maiores no Brasil do que na Inglaterra. Só que essas diferenças, embora importantes, são explicadas não porque o capitalismo na Europa é mais democratic, mais humano, mas sim porque ali é um dos centros mundiais do capitalism, e a riqueza extraída de toda a periferia do capitalismo possibilita um nível de distribuição de renda um pouco melhor, e as contradições e os conflitos de classe tendem a tomar um caráter menos Agudo. Mas até isso na própria Europa já está mudando. Não é mais uma realidade então atual, até porque não existe mais estado de bem-estar social na Europa: ele já foi quase que todo destruído.
Outra questão muito importante é que os teóricos da burguesia, os ideologos do capitalismo tendem a subestimar o papel da violência na reprodução desse sistema e não so pensadores burgueses, até criticos de esquerda acabam caindo nessa ilusão. Por exemplo, a partir dos anos 60 se tornou uma moda na Europa ocidental a partir de certa leitura bastante equivocada de Gramsci, dizer que a dominação de classes no capitalismo desenvolvido não se dava mais com uso da força, mas sim pela hegemonia, pelo convencimento. Então escolas, igrejas, partidos politicos, meios de mídia, seriam o principal instrumento de dominação da classe dominante. Michel Foucault passou a falar de uma microfísica do Poder: uma sociedade com instituições carcerárias capilares: tanto a escola com uma clínica psiquiátrica, seria uma instituição carcerária em uma análise descendente do poder: ou seja uma compreensão do Poder de baixo para cima. O estado burguês com seu sistema de Justiça Criminal, forças Armadas e aparelhos repressivos da maneira geral não seria o centro estratégico de exercício do Poder, mas sim essas micro relações de poderes conferidos por toda a sociedade. Ainda na França Pierre Bourdier começou a falar de um poder simbolico, que esse sim seria o verdadeiro centro da crítica A Dominação. Fora de um campo de esquerda, Habermas e Hannah Arendt passaram a falar que a política não tem violência. A política é uma esfera de consenso e de diálogo intersubjetivo entre as partes, e se tem violência não é política. A violência seria por definição A negação da dimensão política da vida humana.
Isso tudo e Muito bonito. E ótimo para vender livros, para produzir filmes, para ganhar uma bolsa de produtividade da “Capes, CNPQ” (institutos de pesquiza), mas no mundo real o capitalismo nunca vai dispensar a violência, Especialmente na periferia do sistema. O que os revolucionários compreenderam é que além da violência ser um dado estrutural orgânico do capitalism, não existe em um exemplo na história da humanidade em que uma classe dominante aceitou perder seu poder, Sua riqueza e seu prestígio de forma pacífica, sem a mais brutal reação violenta contra o movimento emancipatório dos de baixo. Aliás a própria América Latina nos dá centenas de exemplos disso: os ciclos de golpes, ditaduras empresariais militares em nosso continente, não foram em sua maioria contra projetos políticos revolucionários. Foram contra projetos reformistas muito moderados: um exemplo disso é o golpe Empresarial militar no Brasil de 1964: o governo João Goulart não era um governo comunista, um governo revolucionário. João Goulart era um político nacionalista que defendeu uma reforma agrarian, reforma bancária, acabar com analfabetismo, saúde e coisas do tipo. Um projeto tão moderado como esse, foi encarado pela classe dominante brasileira e pelo imperialismo estadunidense como algo inaceitavel, e o resultado todos nós sabemos.
Então não adianta idealizer. A classe dominante nunca vai entregar seu poder sem uma reação violentissima, e a violência é um dado estrutural do capitalism. Isso não significa evidentemente que a dominação de classe se dá apenas pela repressão. Como mostrou Antônio Gramisci - e essa e sua contribuição real - a dominação exercida pela classe burguesa se dá em uma combinação complexa e estratégica entre coercao e consenso: convencimento e repressão. Os aparelhos ideológicos da classe dominante atuam para legitimar a violência da burguesia, e Esses aparelhos repressivos da burguesia garantem que os aparelhos ideológicos da classe dominada - dos trabalhadores - sejam reprimidos, combatidos para que a ideologia burguesa seja egemônica no seio da sociedade. Então repressão e convencimento atuam de maneira organica, combinada na ordem burguesa. Isso não significa porém, que a repressão tenha perdido importância nas formas atuais de dominação do capitalismo. Muito pelo contrário: para ter um simples exemplo disso, na França que é mostrada por muitos como um exemplo de país democratic, de país civilizado, quando começou o protesto dos chamados coletes amarelos, o governo Macron em um mês prendeu mais de mil manifestantes, e a França protagonizou cenas de violência brutal da polícia contra os manifestantes. Basta acontecer alguma crise política, levante popular ou tentativa de revolução que a resposta da burguesia vai ser sempre um mar de sangue e de brutalidade.
Do ponto de vista histórico os comunistas sempre foram Defensores da Paz. Na época do movimento operário social-democrata, no período da segunda internacional, enquanto os revolucionarios como Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo, Lenin, Trotsky eram contra a política Colonial dos Estados capitalistas em África e em Ásia, os reformistas eram a favor. Então Eduardo Bernstein, por exemplo, defendeu o colonialismo do Estado alemão em África, e dizia que era legítimo: que o Estado alemão estava buscando seus interesses. A revolucionária Rosa Luxemburgo sempre foi contra a política colonial e defendeu os povos de África contra a ganância do estado dos monopólios na Alemanha. Na primeira guerra mundial enquanto os reformistas foram totalmente a favor da guerra e se dedicaram a chamar os trabalhadores para matar os Trabalhadores de outros países, os evolucionários foram totalmente contra a Guerra. Lenin, Rosa Luxemburgo, Trotsky, Stalin e tantos outros chamados de violentos, de repressivos Foram contra a primeira guerra mundial: denunciaram a guerra como uma guerra inter-imperialista que visava a conquista colonial do mundo. Ao final da segunda guerra mundial os grande movimentos que passaram para a história em defesa da Paz e contra as guerras, foram protagonizados pelos comunistas: movimento contra a guerra da Coreia, contra a agressão do colonialismo francês na Argélia, movimento contra a guerra no Vietnã e uma série de campanhas mundiais pela paz tiveram uma participação fundamental nos comunistas. Aliás por falar em comunistas enquanto os partidos social-democratas da Europa, ou apoiaram diretamente ou fingiram que não viram a política do imperialismo estadunidense de promoção de golpes de estado na América Latina, Os Comunistas não so eram os principais perseguidos por essas ditaduras militares como tiveram um papel fundamental no processo de volta da Democracia burguesa. Na história real do século 20 - Essa era dos extremos, Como dizia o saudoso Historiador Eric Hobsbawn - os social-democratas não eram a favor da Paz. Eles defendiam evidentemente a democracia burguesa no seu país, mas eram totalmente entusiastas da política colonial e da política de guerra do imperialismo em toda a periferia do sistema capitalista. O historiador e filósofo italiano Domenico Losurdo criou até um conceito para tratar dessa realidade: ele chamou essa esquerda de esquerda Imperial: ou seja, era uma esquerda que na França, na Inglaterra, nos Estados Unidos, no Canadá e vários outros países defende uma política democrática e de paz, mas apoiam o seu estado burguês e os seus monopólios capitalistas na exploração no saque, na repressão de toda a periferia do sistema, e obtem beneficios desses super-lucros que os seus paises – enquanto paises centrais do capitalismo – conseguem obter. De forma que, na historia real do capitalism, onde existiu um movimento forte pela paz, esse movimento foi protagonizado ou no mínimo tinha uma intensa participação dos comunistas.
Nós não temos nenhum tipo de fetiche pela violência. Rosa Luxemburgo, Lenin e vários outros revolucionários criticaram abertamente os terroristas. Na Rússia por exemplo existe uma cultura política muito forte de terrorismo de esquerda: intelectuais que compreenderam que grandes atos Como matar um primeiro-ministro iria despertar as massas para luta. Lenin sempre combateu esse tipo de concepção, e defendeu que o terrorismo não tem nenhum tipo de capacidade mobilizadora, e muito mais importante do que mataram o primeiro-ministro é conseguir organizar e educar politicamente a classe operária para compreender que dentro do capitalism, dentro dessa forma de estado burguês ela não conseguiria alcançar os seus objetivos fundamentais. A defesa dos comunistas da violência revolucionária é uma defesa fundamentada numa compreensão crítica e real do que e a dinâmica do capitalism, mas que não está faltando nenhum tipo de fetiche da violência ou sede de sangue. Dois exemplos para terminar são suficientes para ilustrar isso: durante a segunda guerra mundial o exército japonês era famoso por sua brutalidade: era um exército que não fazia prisioneiros: todas as vezes que conseguiram conquistar uma região da China, eles matavam todo mundo e antes de matar as mulheres faziam rodadas de estupros coletivos. Já as forças de resistência Nacional da China, dirigidas pelo partido comunista não apenas não matavam os prisioneiros de guerra japoneses, como faziam um trabalho de educação política com eles: faziam agitação e propaganda contra a guerra imperialista: contra O Extermínio entre os membros da classe trabalhadora. Muito desses prisioneiros eram soltos, voltavam para o exército japonês e continuavam reproduzindo a propaganda anti-Guerra ao ponto que a partir de 1944 o exército japonês começou a fuzilar todos os soldados que foram presos pelo exército chinês e depois de liberados, pois segundo o auto commando military do japao, os comunistas são muito perigosos e qualquer pessoa que tenha contato com eles, está contaminada pela ideologia do pacifismo. Outro exemplo muito importante é a demonizada república democrática popular da Coreia: Coreia do Norte. E dito que esse país é um país militarista, violento, que promove a Guerra. Na realidade a milenar nação coreana Foi dividida em duas pelo imperialismo estadunidense em uma guerra que matou mais de 2 milhões de coreanos. Depois que foi assinado o armistício - como uma especie de pausa na Guerra - os Estados Unidos mantêm - dos anos 50 até hoje - mais de 30 mil soldados divididos entre o Japão e a Coreia do Sul apontados para Coreia do Norte - inclusive armas nucleares nessa região - e ameaça constantemente o país com uma nova guerra de destruição neocolonial. A Coreia do Norte conseguiu desenvolver um importante poder bélico, se amar, inclusive desenvolver armas nucleares, e é graças ao fato de a Coreia possuir armas nucleares e um poderoso exército que até hoje não aconteceu uma nova guerra na região. A capacidade de armamento da economia norte-coreana, fruto principalmente da sua economia planificada, garante a paz na região. Exemplos significativo disso é a Líbia quando era governada por Gaddafi. Gaddafi tinha um projeto da bomba atômica da Líbia. Por pressao do imperialismo Caddafu desistiu desse projeto. Pouco tempo depois estáva a OTAM invadindo a Líbia, destruindo o país que tinha o maior IDH (Indice de desenvolvimento humano) da África, deixando o país em um mar de sangue e caos como está até hoje.
O militarismo na Coreia do Norte é fundamental para a paz, até porque a questão da Paz e da Guerra não deve ser entendido de forma mecânica, mas de forma de dialetica. No mundo dominado pelo imperialism, se armar é uma garantia de paz dos povos que lutam por sua emancipação. O imperialismo só entende a linguagem da força. “E se quer garantir-se a paz, prepare-se para a Guerra.” Como muito bem disse Plínio de Arruda Sampaio (ex-membro do Partido Socialismo e liberdade, PSOL) na Saudosa campanha presidencial de 2010 (Brasil), ninguém deveria ter armas atômicas, mas se os Estados Unidos tem armas atômicas, se Israel tem armas atômicas, outros povos em sua defesa também tem direito de ter. Em síntese os revolucionários não são violentos sedentos de sangue, promotores da violência. Nós somos contra as guerras imperialistas, as invasões neocoloniais; somos linha de frente no Combate à violência cotidiana do Estado burguês contra a classe trabalhadora, mas não idealizamos as condições da dominação de classes no capitalism. Compreendemos que a violência é um dado estrutural do sistema capitalista que a classe dominante - Especialmente na periferia do capitalism - nunca vai entregar seu poder em forma pacífica e que a violência revolucionária dos trabalhadores e suas organizações é uma necessidade histórica intransponível na conquista do poder político pelos trabalhadores e da construção do novo mundo: o mundo socialista! Aliado a isso, compreendemos que as experiências de transição socialista necessitam criar um forte aparato de defesa para se proteger de todos e cada um dos ataques do imperialism. Ao contrário do pensa Gregorio Duvivier e vários teóricos e líderes politicos, defender um pacifismo abstrato não vai fazer com que a violencia real deixe de existir.
https://preview.redd.it/xxmf45gdswk41.jpg?width=300&format=pjpg&auto=webp&s=25ecc3cf7acde9ed6fc0854830106c169ab3b95b
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2020.02.12 18:24 arroteileis Os países europeu são ricos por causa do colonialismo?

Os países europeu são ricos por causa do colonialismo?
Via Facebook/economiamainstrem:
" Você possivelmente já ouviu na escola que a Europa enriqueceu porque colonizou o resto do mundo. Para além da simples razoabilidade (ou não) da narrativa, cabe a pergunta quando estamos tratando de ciência: qual teria sido o mecanismo de ação? Em economia não basta afirmar que A aconteceu e B também, para então dizer que A causou B; é necessário explicar o que aconteceu, como aconteceu, e testar a força da proposição empiricamente. Como até hoje não foi fornecida uma resposta convincente para essa pergunta, a crença de que o colonialismo tenha sido fundamental ao desenvolvimento europeu não é majoritariamente aceita na academia de economia. Por algum motivo curioso, o que acontece na academia de economia parece não chegar à academia de história, e narrativas minoritárias continuam sendo propagadas por aí como se tivessem bastante prestígio.
A hipótese mais vulgar para sustentar a tese do colonialismo como propulsor do desenvolvimento é de que as metrópoles "extraíram riquezas" das colônias, e por isso enriqueceram. Mas até onde a gente sabe, este mecanismo não seria capaz de gerar crescimento econômico sustentado, que é sempre caracterizado pelo aumento da produtividade do trabalho, apenas um festival de consumo financiado com importações. O roteiro seria mais ou menos esse descrito por David Hume no século XVIII:
  1. O fluxo de metais da colônia para a metrópole inflaria preços e salários na metrópole devido ao aumento da liquidez;
  2. preços e salários mais altos tornariam os importados mais vantajosos;
  3. cresceriam as importações;
  4. na medida em que importassem mais, o déficit comercial da metrópole com outros países começaria a crescer até que ele se igualasse à entrada de metais advindos das colônias.
Estes metais poderiam ser extraídos diretamente das colônias ou ser um pedaço da renda tributada e enviada para a metrópole. Convenhamos que a extração de renda até tornaria a vida dos colonizadores temporariamente mais confortável, mas a farra só duraria enquanto a extração continuasse, sem acréscimo interno da produtividade. Foi precisamente o que aconteceu com Espanha e Portugal em seus ciclos coloniais do ouro.
Uma hipótese mais sofisticada, levantada por teóricos da dependência, como Eric Hobsbawm e Immanuel Wallerstein, é de que os privilégios de comércio das companhias colonias geravam lucros de monopólio nas metrópoles, e como a propensão a poupar a partir dos lucros é maior do que a partir dos salários, a poupança nos países colonizadores crescia e o investimento também. O investimento mais alto, por sua vez, geraria mais acúmulo de capital, e consequentemente mais crescimento econômico às custas dos colonizados. Só que esta visão foi severamente enfraquecida na academia em dois grandes golpes:
  1. O modelo de crescimento de Robert Solow, que rendeu um nobel ao autor e está presente em qualquer manual de macroeconomia ou crescimento econômico, sugere que a única fonte de crescimento de longo prazo é o aumento da produtividade total dos fatores (PTF). A PTF é basicamente um componente relacionado à capacidade de um país, região ou firma, de combinar mais ou menos eficientemente os insumos de produção. Os países crescem porque conseguem usar a mesma quantidade de gente, com os mesmos bens de capital, para produzir cada vez mais, e não porque acumulam indefinidamente mais capital. No modelo Solow, um aumento na taxa de poupança até gera crescimento econômico, mas temporário, devido aos retornos marginais decrescentes do capital. Este arcabouço teórico nos faz crer que um aumento na taxa de investimento na metrópole até aumentaria o nível de renda dos colonizadores às custas dos colonizados, mas não a taxa de crescimento; sendo, desta forma, completamente insuficiente para explicar a enorme divergência de renda verificada desde a revolução industrial.
  2. O famoso artigo de Patrick O'Brien na década de 80, "European economic development: the contribution of the periphery" (1982), mostrou, utilizando dados relacionados ao comércio dos capitalistas envolvidos em comércio com países periféricos, que o comércio colonial foi pouco significativo para explicar a taxa de formação de capital na metrópole. O artigo termina com o célebre trecho:
"Except for a restricted range of examples, growth, stagnation, and decay everywhere in Western Europe can be explained mainly by reference to endogeneous forces. The "world economy", such as it was, hardly impinged. If these speculations are correct, then for the economic growth of the core, the periphery was peripheral."
Assim, a teoria da dependência caiu em descrédito. Uma explicação alternativa poderia se amparar na literatura moderna sobre crescimento tecnológico endógeno, que rendeu nobel a Paul Romer ano passado. No modelo de Romer, um aumento na taxa de poupança que derrube a taxa de juro pode estimular inovações ao tornar vantajoso investimentos em P&D cuja taxa interna de retorno sejam mais baixas. Assim o aumento da inovação geraria aceleração da PTF, proporcionando crescimento econômico sustentado. Acontece que esta seria uma explicação completamente anacrônica e pouco crível. Grandes departamentos de pesquisa e desenvolvimento são instituições que se consolidaram no século XX, e não no período colonial, tampouco durante as primeiras revoluções industriais. As grandes inovações até o século XX, que abarcam agricultura, indústria têxtil, energia a vapor, eletricidade e outros, foram tocadas por indivíduos imaginativos, e não por ambiciosos projetos corporativos, potencialmente sensíveis à taxa de juro. Ninguém realmente crê que a máquina a vapor foi inventada no Reino Unido e não na França porque a taxa de juro britânica era mais baixa, né? Faz muito mais sentido associar o boom de inovação neste período à mudança no ambiente institucional nos países, e é exatamente o que o mainstream na área tem como estado da arte em teoria do crescimento econômico hoje em dia.
Autores como Douglass North, nobel por seu trabalho fantástico em história econômica e crescimento econômico, demostraram que instituições como parlamento forte, limitações aos poderes do executivo, judiciário independente e outros, conferiam maior estabilidade das regras do jogo. Outras instituições, como direitos de propriedade e patentes, permitiam que os indivíduos internalizassem os benefícios de suas atividades. Todas estas coisas, em conjunto, representaram uma revolução institucional encabeçada pela Inglaterra, as quais criaram incentivos contínuos para a inovação e para o direcionamento permanente dos insumos de produção em seus usos mais eficientes. Para a visão academicamente dominante na economia hoje, a mudança institucional foi a grande fonte do enriquecimento ocidental, e não o colonialismo. Trabalhos clássicos na área são "The rise of the western world" (1973), "How the west grew rich: the economic transformation of the industrial world" (1986) e "Institutions, institutional change and economic performance" (1990).
Dentro da perspectiva mainstream, a colonização é mais encarada como efeito do que como causa do enriquecimento dos países europeus. O avanço institucional nestes países proporcionou um ambiente propício para a inovação tecnológica, que gerou crescimento da renda e transbordamento para a tecnologia bélica, levando à superioridade militar dos europeus em relação aos demais povos; e isto conduziu, por fim, à subjugação do resto do mundo. Apesar de não tornar os europeus mais ricos (PIB per capita), a colonização tornava os estados europeus mais poderosos (PIB total, população recrutável, portos ultramarinos), e, desta forma, tinha motivo de sobra para acontecer do ponto de vista das elites que comandavam o processo.
Entretanto, dizer que a colonização não deve ter enriquecido os países colonizadores não significa dizer ela não teve efeito nenhum sobre o nível de renda atual dos países colonizados. O consenso entre os historiadores econômicos e teóricos do desenvolvimento é que a colonização deixou influência profunda nas instituições dos países. Processos de colonização que fomentaram instituições inclusivas, que promovem o respeito às liberdades individuais e aos contratos, ajudaram no desenvolvimento posterior das nações colonizadas (exemplos: EUA, Canadá, Austrália); já processos colonizadores que fomentaram instituições extrativistas, que promovem o rent-seeking e a corrupção, ajudaram na estagnação posterior das nações colonizadas (exemplos: todos os países da América Latina e África). Instituições inclusivas fomentam a obtenção dos fatores promotores do desenvolvimento, instituições extrativistas não. Essa é a tese neoinstitucionalista encabeçada por Acemoglu et al. Recomendação de leitura: "Why Nations Fail" (2012).
Basicamente, nós temos boas razões para acreditar que o colonialismo pode ter prejudicado grande parte dos países colonizados, mas não para crer que tenha enriquecido os países colonizadores, já que o ponto central desta discussão são as instituições, e estas não são construídas em um jogo de soma zero. "
https://preview.redd.it/y88cx2yb2jg41.png?width=628&format=png&auto=webp&s=856eb3e2c1ff2cd0f6d991ad2bcf8a1d3eb80bc7
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2020.02.04 23:06 jacaredoacudevelho O brasileiro fala merda, mas é culturalmente tão ignorante quanto um americano

No YouTube, no barzinho, no reddit, ou seja, em qualquer canto eu vejo brasileiros comentando como americanos são burros em questão de geografia, são super americentristas e vivem numa bolha. Mas a real é que o brasileiro é a mesma coisa, ou ainda pior já que é culturamente colonizado por americanos.
Geografia:
O brasileiro ri e xinga o americano porque não sabe quais são os países sulamericanos e porque acham que aqui falamos espanhol ou a nossa capital é Buenos Aires ou o Rio, entretanto se você mostrar um mapa da América Central, Ásia, Leste Europeu ou África e perguntar sobre que país é qual, qual a capital ou qual língua se fala lá ele vai ser tão burro como o americano.
América Latina:
O brasileiro desde sempre se achou superior a todos os seus vizinhos latinoamericanos, sempre disse "nós somos mais parecidos com a europa do que com nossos vizinhos" e sempre cagou pra cultura deles, tendo uma visão superficial e estereotipada. O gosto real do brasileiro por reggaeton e similares só chegou ao Brasil porque descendentes de latinos são uma população expressiva dos EUA e eles começaram a fazer sucesso lá e o Brasil pra variar, importou a tendência. Anteriormente só algumas coisinhas do resto da América Latina realmente fizeram sucesso aqui tipo Chaves/Chapolin. Novelas mexicanas sempre foram zuadas pelo pessoal aqui, RBD e novelas infantis argentinas/mexicanas eram produtos de nicho.
África:
O Brasil é um país que tem muita influência africana, mas o atual intercâmbio cultural entre as duas regiões beira o nulo, no máximo o Brasil exporta coisas pra Angola e Moçambique, mas nada vem de volta. Toda noção de cultura negra que o brasileiro curte ou já é enraizada daqui (o que é normal) ou vem de um único outro canto: EUA. Você não vê a galera comentando de músicos, atores, escritores, filmes ou personalidades africanas, o que é curioso.
Ásia:
O brasileiro só conhece três coisas da Ásia: AliExpress, animes e kpop. Tá, essas são três coisas importantíssimas da cultura da China, Japão e Coreia do Sul, mas ao mesmo tempo são ou superficiais, ou fetichizadas ou de muito nicho.
Cultura pop:
O brasileiro só escuta música em inglês, só assiste filme em inglês, os best-sellers são americanos/ingleses, só consome vlog de americano etc. . O brasileiro acha que tudo que não vem do Brasil ou dos EUA/Inglaterra é estranho.
Xenofobia, racismo etc.:
O brasileiro é extremamente xenofóbico e preconceituoso. O pessoal acha normal chamar chinês de xing xong ou fazer piadas claramente preconceituosas tipo pastel de flango, olho puxado, pau pequeno, zuar africano passando fome, indiano de fedorento, hispanoamericanos de índios, piadas de portugueses, franceses de fedorentos ou frescos etc. A resposta do brasileiro quando é confrontado???? "Tô só zuando, pô" .......................................................................
Dito isto, acho que o brasileiro devia vestir as sandálias da humildade e ser mais aberto ao diferente antes de falar merda de outros países.
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