Data tipo casado

José Joaquín Casado Martínez's 16 research works with 296 citations and 670 reads, including: [Therapeutic non-compliance with insulin in the treatment of diabetes mellitus 2]. El líder del PP, Pablo Casado, ha vuelto a apuntar este lunes al resto de formaciones políticas para defenderse de las acusaciones que su partido está recibiendo por el caso 'Kitchen', que ... Lindsay Lohan tuvo una larga y tumultuosa relación con la DJ Según el Daily Mail, Marilyn tuvo una relación de larga data con una mujer. Hasta hace poco, Gavin Rossdale estaba felizmente casado con Gwen Stefani. Lindsay Lohan busca meterse en problemas con la 'reina del pop'. Foto: AP. 'Yo me considero un hombre casado. Tengo una familia. A Bíblia não diz explicitamente se Paulo era casado ou não, mas indica que durante seu ministério apostólico ele vivia de modo celibatário (1 Coríntios 7:7,8). Isso significa que existe a possibilidade de Paulo ter sido solteiro, viúvo ou divorciado (abandonado pela esposa). • Data de Contratação: igual a Data de Negociação do Casado de Dólar • Data de Liquidação: 2 dias úteis após a Data de Contratação ... • Caso o vínculo do tipo Casado de Dólar não esteja cadastrado e Ativo no SINCAD a oferta não poderá ser acatada. INFORMAÇÃO PÚBLICA 11 January 2018 – December 2020 José M. Casado Díaz, Principal investigator (with H. Simón) Nuevos desarrollos en el análisis territorial del mercado de trabajo (New developments in the ... Mientras que el presidente Pedro Sánchez apela a la cogobernanza, el líder del Partido Popular Pablo Casado lo acusa de parapetarse en las autonomías. Escúchalo en Radio Nacional. Combustível Código FIPE Chassi Data da saída da loja Hora Portas Passageiros. Categoria tarifária. 1. Obrigatório para calcular na seg. Bradesco. Além disto torna o cálculo mais rápido em outras seguradoras. Digite parte do modelo para que apareçam as opções ... Tipo de cobertura. 1. TERMO DE CASAMENTO RELIGIOSO. No dia _____, às _____ horas (__:__h), na [nome da igreja], na Rua [endereço completo da igreja], perante mim, Celebrante Pastor [nome do pastor], e na presença das testemunhas abaixo nomeadas e assinadas, sem impedimento e de acordo com o disposto no Artigo 73 da Lei 6.015 de 31/12/73 e Artigo 1.516 do Código Civil Brasileiro, receberam-se em matrimônio ... En España se demandaron 6.413 profesionales de big data durante 2018 —un 17% más que en 2017—, según el informe que anualmente elabora InfoJobs sobre el estado del mercado laboral en el país.

Leucementira

2020.06.06 03:16 Badutopia Leucementira

Olá Lubixco, editores, papelões, gatas maaaaravilhosas e turma que está a ver! Vim contar a melhor (ou pior) história de webnamoro que tive o desprazer de protagonizar.
Em meados de 2015/2016 conheci uma guria em certo jogo online, onde no início apenas fazia parte do mesmo círculo de amigos dentro do jogo. Essa mina tem um irmão mais velho, que também fazia parte da galera e interagia jogando o mesmo jogo. Após um tempo comecei a ter o famoso webnamoro com essa mina, aquela mesma história clichê de chamadas no Skype, ela me mandava nudes etc etc. Também falava bastante com o irmão dela que virou muito meu amigo. Porém essa guria sofria de uma doença em escala terminal de Leucemia, onde frequentemente tinha que ir consultar e o irmão mandava alguma foto dela descansando após essas consultas pra dizer que ela já estava melhor, e era total bad vibes pela constante preocupação com a saúde dela. Depois de meses nessa aparente luta dela contra essa doença, o irmão dela me mandou um áudio no WhatsApp chorando dizendo que ela havia falecido (vai vendo)
Neste dia eu estava no trabalho, e me retirei do setor muito mal, inclusive liguei para o meu chefe (ele ficava em um setor em uma cidade diferente) e pedi para me liberar pois uma pessoa importante tinha morrido. (Claro que não falei que era uma webnamorada que morava na puta que pariu do outro lado do país kkkk) Fui liberado e ganhei uns dias de folga. Após um luto de todo o pessoal que conhecia a menina, a vida seguiu e continuamos todos dando apoio e ajudando no que o irmão precisasse, afinal ele sempre estava junto com a irmã.
(Agora começam os plots Twist) Certo dia minha amiga, que fazia parte da galera, encontrou uma foto pelo Facebook, foto de antes da data dessa mina ter falecido, foto de casamento onde o irmão estava de terno e ela vestida de noiva.
O que passou na minha cabeça neste momento foi algo do tipo "ela conheceu alguém, e queria cortar contatos da internet, e forjou alguma desculpa junto com o irmão pra sumir" Porém fomos pesquisando mais, achamos até canal no YouTube dessa mina DEPOIS da data do falecimento Pedi ajuda há um amigo que entende mais de redes sociais e seria mais esperto do que eu pra encontrar mais sobre registros dessa mina na internet e sobre o irmão. Descobrimos o nome da mina (que era um nome diferente do que ela usava no perfil quando éramos webnamorados), descobrimos lugar onde trabalhava e, pasmem, ela era casada com esse cara que se dizia irmão dela.
O detalhe aqui é que, a mina nunca soube da existência dos nossos amigos e de mim, esse cara que se dizia irmão dela, na verdade era o esposo, e ele tinha um segundo perfil usando as fotos da esposa. O cara me mandava fotos da esposa nua pra me convencer que era tudo real, e usava fotos da esposa para convencer todo o círculo de amigos, tirava fotos junto com ela e depois nos mandava dizendo que estava passeando e blá blá blá,n as chamadas por Skype os dois tinham vozes diferentes, mas pra fazer a voz da mina ele usava algum Voice changer obviamente, mas ninguém nunca suspeitou de nada.
Conclusão, depois que descobrimos que o "irmão" na verdade era casado com a mina e usava as fotos dela pra enganar os outros com outro perfil, geral excluiu ele ok imediatamente do grupo de amigos, e ele ainda tentou se reconciliar dizendo coisas do tipo "mas isso não é bom? Quer dizer que aquela pessoa ainda está viva, que sou eu", mesmo depois de ter enganado todo mundo, e todo mundo falar da sua própria vida pessoal, ele considerava essa mentira uma coisa boa. Enfim, essa é minha história de webnamoro, onde namorei um cara casado que me mandava fotos nuas da esposa kkkk forte abraço e sucesso.
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2020.01.24 03:41 altovaliriano O futuro de A Espada Juramentada

Como explicado no texto anterior, o tom subliminar no fim de A Espada Juramentada é sinistro. O casamento entre Rohanne e Eustace é repleto de desvantagens e potenciais tragédias, mas até o momento desconhecemos as consequências da solução inortodoxa de casar Webber e Osgrey. Porém, talvez possamos estabelecer algumas projeções para o futuro com base nos indícios obtidos em outros livros.
É consenso entre o fandom de As Crônicas de Gelo e Fogo que Rohanne Webber se tornou Rohanne Lannister ao casar-se com Gerold Lannister, o que faz dela a avó de Tywin Lannister. Embora essa conexão nunca tenha sido feita em qualquer livro (nem mesmo no Mundo de Gelo e Fogo), a completa escassez de outras Rohannes em todo o cânone das Crônicas nos permite inferir isso através de pura lógica.
De fato, o interesse de Gerold Lannister em Rohanne Webber não é uma especulação de fã. É uma especulação feita pelos próprios personagens de Dunk & Egg, durante a análise dos pretendentes de Rohanne:
[...] Cleyton Caswell e Simon Leygood têm sido os mais persistentes, embora pareçam mais interessados nas terras do que na pessoa dela. Se eu fosse dado a apostas, colocaria meu ouro em Gerold Lannister. Ele ainda tem que aparecer por aqui, mas dizem que tem cabelos dourados e é rápido de raciocínio, e tem mais de um metro e oitenta...
– ... e a Senhora Webber é muito ligada às cartas dele. – A senhora em questão estava parada na porta, ao lado de um jovem meistre desajeitado, com um grande nariz adunco. – Você perderia a aposta, cunhado. Gerold nunca vai deixar voluntariamente os prazeres de Lannisporto e o esplendor do Rochedo Casterly por alguma pequena propriedade. Ele tem mais influência como irmão e conselheiro de Lorde Tybolt do que jamais poderia esperar ter como meu marido. [...]
(A Espada Juramentada)
Neste diálogo temos evidências de que, por algum motivo, Gerold e Rohanne se correspondem e que há atração entre ambos, mas que Rohanne não acredita que o segundo herdeiro Lannister tenha interesse o suficiente para desposá-la, enquanto que seu cunhado pensa o contrário.
Portanto, quem nos introduziu à ideia de que Gerold poderia aparecer a qualquer momento para tomar a tantas vezes viúva Webber para si foi o próprio GRRM. Assim, não é de se espantar que o fandom tenha pulado direto ao assunto quando viu o nome de Rohanne (sem o sobrenome) ter sido citado como “amada segunda esposa” de Gerold Lannister.
Este tipo de conclusão nos leva a mais perguntas: Quando Alysanne e Eustace morreram para que Gerold e Rohanne tenham ficado livres para que Lannister e Webber pudessem se unir? O que aconteceu com Fosso Gelado depois que Rohanne foi morar em Rochedo Casterly?
Mas O Mundo de Gelo e Fogo não encerra as esquisitices envolvendo Rohanne com seu casamento e filhos. Também ficamos sabendo que a Viúva Vermelha “desapareceu em circunstâncias misteriosas em 230 d.C., menos de um ano depois de dar à luz o quarto e mais jovem filho de sua senhoria, Jason” (TWOIAF, As Terras Ocidentais: Casa Lannister sob os dragões).
Assim, os mais interessantes personagens secundários de A Espada Juramentada parecem fadados ao mistério, o que acrescenta mais uma pergunta à lista anterior “O que levou ao desaparecimento de Rohanne?”. Para tentar entender o que aconteceu a cada um deles precisamos ir respondendo perguntas em ordem.

A morte de Alysanne Farman

Não sabemos quando Gerold e Alysanne se casaram. Apenas sabemos que Gerold estava solteiro e era contado entre os pretendentes de Rohanne em 211 DC (ano em que se passa A Espada Juramentada). Não há como saber se ele nunca havia se casado ou já era viúvo de Alysanne.
Há entre o fandom uma impressão de que ele já era viúvo, decorrente de a Wiki of Ice and Fire afirmar (sem qualquer evidência) que Alysanne teria morrido “em ou antes de 211 DC”. Da minha parte, as menções aos “prazeres de Lannisporto e o esplendor do Rochedo Casterly” me deu a ideia de que Gerold sequer havia se casado pela primeira vez e estava aproveitando a solteirice. Porém, quem pode dizer ao certo? Certamente não eu.
O certo é que Alysanne teria que ter morrido antes de que Gerold desposasse Rohanne. Sabendo que Tytos Lannister nasceu em 220 DC, seus irmãos gêmeos mais velhos Tywald e Tion teriam que ter nascido ao menos no ano anterior, 219 DC. Dessa forma, a primeira esposa de Gerold não poderia ter morrido depois dessa data.

A morte de Eustace Osgrey

Assim como Alysanne, Eustace Osgrey não poderia ter morrido após 219 DC, pois, caso contrário o nascimento de Tywald e Tion seria absolutamente impossível. Porém, para Eustace, morrer no ano de 219 DC teria mais significado do que para Alysanne, uma vez que foi neste ano em que teve início a Terceira Rebelião Blackfyre.
De fato, diante de tudo que presenciamos, seria natural que pensássemos que, por melhor que ele tenha se saído como consorte de Rohanne nos anos seguintes aos eventos de A Espada Juramentada, ele voltaria a se unir aos Blackfyre se houvesse nova chance. Afinal, Eustace é um homem de mais de 50 anos, leal e teimoso. E cães velhos não aprendem truques novos.
Uma vez que Dunk & Egg provavelmente lutaram durante a Terceira Rebelião, talvez veremos Sor Eustace novamente em uma futura novela de Dunk & Egg.
A nova derrota poderá significar sua execução e talvez até alguma culpa possa resvalar em Rohanne. Dentro desta hipótese Gerold poderia casar com Rohanne para evitar sua morte. Mas ela também pode simplesmente ficar disponível diante da viuvez, livre de qualquer responsabilidade sobre os atos de Eustace.
Voltaremos a explorar ambas as hipóteses a seguir. Por enquanto basta entender que Eustace não poderia ter morrido depois de 219 DC e seria muito pertinente que ele morresse naquele ano, no contexto da Terceira Rebelião Blackfyre.

Fosso Gelado após o casamento de Rohanne com Gerold

É de se imaginar que o casamento de ambos resultasse na ascensão do primo Wendel Webber à condição de Senhor de Fosso Gelado. Afinal, cogitar que Rohanne simplesmente acumularia o título de Senhora de Fosso Gelado e Rochedo Casterly parece um pouco forçado.
Porém, a continuidade e sucessão do poder dos Webber sobre Fosso Gelado dependeria de sua lealdade Trono de Ferro (lado vencedor de todas as Rebeliões Blackfyre). Assim, assumindo que os Webber-Osgrey não tivesse se aliado aos Blackfyre, ou ao menos que os Webber não levassem a culpa por atitudes de Eustace na Terceira Rebelião, o controle dos Webber sobre Fosse Gelado estaria seguro.
Entretanto, como dito acima, seria muito pertinente que Eustace tivesse participado da Terceira Rebelião apoiando os Blackfyre com o poder de Fosso Gelado. Neste hipótese, quando a derrota viesse, a reincidência de Eustace custaria sua vida e a participação dos Webber custaria seus domínios.
Dessa forma, a Casa Webber perderia seus prestígio e bens e Rohanne, viúva pela quinta vez, seria absorvida para a Casa Lannister, por um homem que manteve-se interessado por ela ao longo os anos, Gerold.
Pode parecer que eu estou especulando livremente sobre este assunto, mas na verdade estou tentando desenhar uma linha entre dois pontos soltos. O primeiro ponto solto é a proximidade da Quarta Rebelião com todas as datas estimadas acima. O segundo ponto solto é a existência de um suposto integrante da Casa Webber na companhia mercenária Soprados, quase 90 anos depois:
O Príncipe Esfarrapado continuou como se ninguém tivesse falado.
Webber, você sonha reivindicar as terras perdidas em Westeros. Lanster, eu matei aquele menino pelo qual você era tão afeiçoado. Vocês três, dornenses, acham que menti para vocês. A pilhagem em Astapor foi muito menor do que prometeram para vocês em Volantis, e eu fiquei com a parte do leão.
(ADWD, O Soprado pelo Vento)
Assim, me parece que a Terceira Rebelião Blackfyre seria o momento ideal para que essas terras fossem perdidas. O que faria do mercenário Webber um provável descendente do primo Wendel.

O desaparecimento de Rohanne

Este é o evento futuro mais comentado entre os leitores. Especialmente porque as circunstâncias foram expressamente chamadas de “misteriosas”. Pessoas normais entenderiam que isto seria um sinal de que GRRM vai guardar segredo até quando puder. Mas fandoms não são feitos para pessoas normais.
Não surpreende, portanto, que a especulação mais disseminada seja a mais absurda. Em resumo, alega-se que Rohanne fugiu de Rochedo Casterly para se unir aos Blackfyre, assumiu o nome de Calla e se casou com Aegor Rivers, o Açoamargo. Na verdade, postula-se que Rohanne sempre foi a filha de Daemon, só estava sendo criada pelos Webber sob disfarce.
Obviamente nenhuma parte dessa teoria suporta qualquer tipo de auditoria. Desde as datas de nascimento até a idade de Rohanne quando ela teria fugido para se casar. Com 44 anos de idade, seria difícil que ela tivesse produzido um herdeiro para Aegor. Infelizmente, essa crítica perde força quando levamos em conta que, em 2018, GRRM disse que Açoamargo não teve filho algum. Portanto, seu relacionamento com Calla não era marcado pela busca por um herdeiro.
No final, eu acho que GRRM não deixou indícios o suficiente para sequer formularmos um hipótese.
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2020.01.09 15:09 exsoldierakechi Algumas dicas que podem ajudar a conseguir ou manter um emprego.

Aviso post longo! Edit: Obrigado pelos silver ninja!
Colegas do reddit, tinha feito esse post na bolha mas como alguns comentaram pedindo pra trazer pra cá no tópico que fiz sobre a recepção deles lá ( https://www.reddit.com/brasilivre/comments/em3aas/a_bolha_%C3%A9_foda_mesmo_achei_que_era_exagero_mas/ ) Resolvi refazer o post aqui.
Talvez eu troque algumas palavras pois apaguei o post lá de desgosto, mas a idéia é postar aqui e talvez ajudar um ou outro que esteja precisando, as vezes dá uma força extra, vou adicionar alguns pontos que não adicionei antes que podem ajudar.
Lembrando que não sou do RH, trabalho direto na produção e faço a seleção de novos funcionários ou passo direto pra direção quando precisa ter alguma demissão, meu cargo é o intermediário entre um gerente e um diretor, a empresa tem cerca de 100 funcionários e não é nenhuma multinacional. Também acompanho contratações de pessoal pro administrativo ou dou sugestões e afins, então acompanho alguns casos. Boa parte das empresas que não são gigantes não tem um "RH" pra fazer contratações, afinal quem sabe a necessidade real da produção e o perfil necessário é quem tá todo dia no chão de fábrica.
Também vou comentar alguns empregos que você pode conseguir com pouco/nenhum investimento que podem dar retorno e tem uma demanda alta no mercado.
Alguns desses pontos pra você pode parecer discriminação, ou reclamação gratuita, mas eu não vim dizer que tá certo ou errado, só como é pela experiência nesse e em outros trabalhos.Bora lá!
Procurando emprego:
-Se você se formou depois dos 17 anos no ensino médio, é jovem e está procurando emprego, saiba que algumas portas já se fecharam pois isso pode ser mal visto por alguns patrões como preguiça ou falta de interesse, lembra quando os pais mandavam estudar? pois é. Então se você é jovem ou adolescente, corre atrás e vá estudar! Meu patrão mesmo já diz "se não quis nem estudar, quanto mais trabalhar pra valer".
-Acorde cedo. Se esforce e mantenha apresentável, vá em empresas e lugares que ninguém foi, mesmo que um pouco mais afastado. descubra onde é o polo industrial mais próximo da sua casa/cidade, vá até lá e veja quais são as opções. As vezes você pode dar sorte. Já tivemos muitos jovens que nem olhamos o curriculo com remela na cara as 11 da manhã e todo desleixado de chinelo entregando curriculo. Sei que tá dificil e desmotiva alguns, mas não desmotivar é o que te torna diferente e faz ser visivel a diferença só de olhar pra você.
-Tenha boas referências. Considerando a era que estamos é quase certeza que seu facebook vai ser visto. Nenhum empresa quer um funcionário que posta conteúdo racista e agressivo, um detalhe particular que minha empresa se encaixa é que ela corta automaticamente quem posta que bebe demais domingo a noite. Pois já tivemos vários problemas com funcionários faltando segunda feira por estar "com dor de cabeça".
-Empregos com insalubridade. Algumas pessoas podem ter receios mas boa parte deles tem uma demanda alta por novos funcionários e seguindo todas normas de segurança, você não vai ter risco algum ou quase nulo. Além do adicional que pode variar de 10 a 40%. Vale lembrar que isso não se aplica a todas as vagas.
-Saiba com quem falar. Observe a empresa, quando for entregar um currículo abra o site dela no celular, da pra ter noção do tamanho só de ver as fotos ou se a mesma nem tiver um site. Se for uma empresa pequena, tente falar diretamente com alguém responsável, seja simpático mas não force a barra, pois as pessoas costumam estar ocupadas, mas com sorte elas tem ali 1~2 minutos pra falar com você. Não esqueça de agradecer pela pessoa pegar o currículo ao menos olhando ela nos olhos e não aquele "bigado" já saindo andando.Isso é muito mais fácil em coisas do tipo mecânica, eletricista, borracharias e outros comércios com trabalho mais puxado, pois costumam ter poucos funcionários e geralmente é só o dono e mais um ou dois.
-Olhe o crachá das pessoas. Caso entregue um currículo ou qualquer coisa do tipo pra uma recepcionista, porteiro ou afins, olhe o crachá da pessoa se possível e diga "bom dia, fulano", "obrigado fulano" e "conto com você fulano" quando se despedir. Isso cria um vínculo mesmo que leve e a pessoa vai se lembrar melhor. Além do psicológico do "conto com você" dar uma motivação extra involuntária. Tratar as pessoas como pessoas e não como uniformes ajuda bastante.
-Pegue empregos indesejáveis. As vezes você se formou em algo como ciência da computação mas só tem emprego vago no McDonalds? Paciência, emprego é emprego, e as contas não perguntam de onde vem o dinheiro mas tem que ser pagas de qualquer forma. Não é humilhação servir os outros, e é algo que até mesmo diretores de empresa tem que fazer as vezes.
-Está dificil, mas não impossível. Você procurou em todos lugares? tem disponibilidade pra ir pra longe? foi em LITERALMENTE todos os lugares possíveis? Ficou de olho naquele Subway ou Burguer King que acabou de inaugurar? viu algum canteiro de obras mais informal ou alguém construindo uma casa num bairro afastado? Vale a pena dar uma conferida, o que você tem a perder?
-Seja oportunista da forma certa. Pode parecer pesado mas infelizmente se alguém sai, outro precisa entrar. Se alguém perder o emprego existe uma boa chance de a vaga dessa pessoa estar disponível. As vezes não era o perfil dela, ou ela arranjou algo melhor. Vale a pena falar com a pessoa se tiver a abertura pra isso.,meu cunhado arranjou um trabalho de garçom após ir na despedida de um amigo que foi morar no exterior dessa forma.
Dicas pro currículo:
-Adicione o campo de estado civil e idade. As vezes uma empresa pode querer um perfil de funcionário específico. Minha empresa contratou um jovem essa semana pois precisavamos de pessoas dispostas a aprender um trabalho do zero que não da pra aprender em cursos por aí. Então não podiamos pegar ninguém mais velho pra não trazer vícios de outros empregos. Por outro lado, pra uma função de maior confiança, a contratação foi de um pai de família pois por ele ter dependentes, ele arriscaria menos tomar decisões que pudessem causar uma demissão. Se está certo ou errado eu não sei, mas eu sei que na hora de desempatar são coisas que contam.
-Se você não tem vícios, escreva "Sem Vícios". Mas não faça isso se você bebe/fuma/usa drogas, pois quando descoberto pode causar vários problemas. Algumas empresas que trabalhei tem isso como um diferencial na hora de desempatar. Minha empresa por exemplo trabalha com produtos inflamáveis então se você fuma, seu "intervalo" pra isso acaba sendo maior por precisar sair das dependências dela pra isso por exemplo.
-Não encha linguiça. Aqueles campos que o povo adiciona objetivos, seja direto e claro. Não fique com textinho "Garanto desempenhar minhas funções com dedicação e bla bla bla" Porquê não adiciona em nada e 90% dos casos sabemos que você nem lê aquilo, quanto mais nós.
-Saiba destacar seus pontos fortes. Se você tem horários flexível, consegue trabalhar sob pressão, pontualidade e afins, adicione em um campo com seus talentos. Não force a barra pra não parecer exagerado, apenas 2 ou 3 pontos que você enxerga em você. Um dos maiores diferenciais em alguns empregos em empresas um pouco maiores que pode colocar é "facilidade em observar soluções pra problemas comuns" caso você de fato consiga fazer isso (e não seja pau no cu com isso caso contratado, saiba falar).
-Muitos empregos curtos em sequência sem crescimento mancham seu currículo. Como vão contratar alguém que ficou 6 meses em cada lugar, 4 lugares diferentes seguidos, em empregos "de entrada/mínimos"? Se você não conseguiu manter um emprego além do período necessário pra coleta de benefícios do governo, em alguns lugares isso pode afetar. Me lembro de ver um currículo uma vez e dizer "caraca, esse cara tem muito experiência" e o dono só comentar "ele tem é pouca estabilidade... olha a data de entrada e saída de cada lugar que trabalhou e o tempo de intervalo entre eles." Cada caso é um caso mas isso pode influenciar.
-Se você está disposto a trabalhar fora da sua área, marque isso no currículo. E omita algumas qualificações que não adicionam muito, dito isso;
-Tenha 2 currículos diferentes. Um pra sua área de formação/pretenção e um pra uso geral. No de uso geral você não vai adicionar "domínio de javascript" por exemplo pois um chefe de padaria não vai nem saber que porra é essa e vai achar que você é um universitário super caro e não alguém desesperado. Saiba quando e onde entregar cada currículo.
-Sempre tenha um currículo quando possível. Nunca se sabe quando você vai dar um rolê no shopping com alguém e vai ver um "procura-se". Não é vergonha aproveitar uma chance, e se estiver com um namorado(a)/marido/esposa/etc , ela deveria dar total apoio pra você aproveitar uma parada rápida. Está com mochila/bolsa? Curriculo dentro.
-Se você tem filhos, adicione "Casado, com filhos". Isso aumenta em alguns casos a questão da confiança de você querer manter o emprego, e em um eventual corte (como já ocorreu em um emprego anterior) o patrão falou "já que vamos cortar, corta quem não tem filhos antes..." Já me disseram que isso é ilegal mas independente disso, PODE acontecer.
-Mantenha o currículo em bom estado, sem amassados, com escrita decente, fonte clara (Arial ou Verdana) e sem firulas demais.
-Se inscreva em agências regionais e sites,mas não se prenda a eles.
-Quanto mais tempo você fica parado, mais dificil é arrumar trabalho, tenha isso em mente e não desista, não é impossível.
Dicas pra entrevista
-Não se atrase. E não adianta reclamar que o entrevistador atrasou ou como isso é injusto. Ele também tá errado mas ele já ta com o dele garantido. E você nunca sabe o motivo pelo atraso. Eu mesmo já atrasei uma entrevista em 40 minutos pra resolver um problema urgente de um cliente que trouxe uma economia de 300 mil pra ele. Você vale 300 mil pra empresa? O candidato perdeu a vaga por surtar com o atraso.
-Se vista adequadamente, fale adequadamente, seja simpático e sincero. Não force ou seja falso só seja você mesmo. Uma dica é falar como se estivesse falando com um professor que está corrigindo sua prova. Ele não tem motivos pra ter raiva de você mas ele espera seu melhor pois ele quer você ali, se tudo começar a sair uma merda, ele não vai ter interesse.
-Não dê respostas prontas pra perguntas prontas, não tente aumentar histórias, ser inconveniente ou enrolar o cara. pra cada entrevista que você vai o entrevistador faz 10x mais e vai te bater por simples experiência. Não diga que sabe algo que não sabe.
-As vezes ele não vai com sua cara, e não vai te contratar, as vezes por bons ou maus motivos. Mantenha a porta aberta e seja educado ainda assim, e "te ligamos" não é um não disfarçado sempre. As vezes a pessoa tem mais de uma boa opção e precisa analisar as opções.
-Se prepare. pesquise a empresa, o site, leia relatos em sites como Glassdoor e LinkedIn, saiba sobre o lugar que vai trabalhar. Você vai passar ao menos 1/3 do seu dia lá dentro.
Dicas após contratado:
-Não se atrase, não falte, não enrole, faça seu trabalho. Não tente ser esperto, não vacila!
-Não é porque existe "atestado médico" que a direção é troxa e não sabe que você está abusando. Use com bom senso pra não ficar queimado.
-As vezes você vai fazer coisas que não são da sua área. Isso faz parte e muitas vezes não é ideal, mas 5 minutos a mais no fim do dia quando você vê seu chefe carregando algum material urgente ou precisando imprimir alguma coisa e levar em outro setor urgente não vão te custar nada e dão destaque. Só não pode ser algo diário, mas em exceções é o que faz a diferença.
-Aprenda sobre o trabalho dos outros. Se você tem flexibilidade pra andar por outros setores, falar com funcionários (falar, não enrolar), observe o trabalho, pergunte como faz, se mostre interessado. Ajude o setor que empacota a fechar caixas, passa durex, da uma força. São esses funcionários que fazem a diferença. Vale lembrar que isso não se aplica a todas vagas ou lugares. Na empresa onde trabalho a moça que entrou com salário de 700 reais como recepcionista 15 anos atrás hoje é a administradora geral que cuida de todo escritório, RH e financeiro, e tem salário de mais de 6000 só com uma graduação de adm, e um dos pontos que ela sempre comentou foi "no final do dia eu anotava tudo que fiz no dia em um caderno e tudo que ia ter pendente no dia seguinte, assim eu sempre sabia o que precisava e um dia tinha uma informação crítica aqui que passou despercebido por uma das vendedoras. Fui promovida na hora".
-Nunca dê 100% de si, dê 90%. Assim quando a empresa passar por uma correria, ou aperto, você pode dar 100% sem se desgastar e pode fazer a diferença.
-Aproveite as oportunidades de horas extras quando puder. Além do dinheiro extra, você se mostra alguém comprometido.
-Não fique pendurado no celular, enrolando no banheiro, ou fazendo coisas que claramente você perde tempo. Ninguém é burro de não perceber a longo prazo. Caso tenha necessidade disso por emergência ou dor de barriga, discretamente comente com um superior ou alguém responsável como "nossa, comi alguma coisa que pesou, seloco" ou algo do tipo. Ou se está esperando o contato de alguém importante.
-Siga as regras. Não roube materiais da empresa pois você vai se queimar nela e em várias oportunidades futuras. Não assedie os/as colegas de trabalho, não importa o quão bonito/a ele/a seja. Mantenha o profissionalismo (E se a empresa autoriza relacionamento entre funcionários E for reciproco, mantenha fora do local de trabalho).Não grite por mais que seu chefe grite ou aja igual babaca, mantenha o nível, saiba respeitar e exija respeito.
Dicas de bons empregos pra se procurar:
-Professor de Inglês : boa parte do reddit ao menos tem um inglês razoável. Se você consegue falar bem e explicar a um nível aceitável, Escolas de inglês SEMPRE estão procurando professores. E eles vão te treinar totalmente sobre como fazer isso. Escolas mais fuleiras (como a DataByte ou Microlins) costumam pagar entre 10 e 15 reais a hora, e em minha entrevista ele estava tão desesperado que não tinha ninguém pra fazer a entrevista em inglês e só pediu pra ler 2 paginas de um livro e já era. Em escolas intermediárias (PBF, CNA, etc) o salário pode ser de 12~18 reais por hora (alguns sendo registrado por dias, como empregos convencionais) e a entrevista geralmente é um teste escrito e uma curta conversa. Em escolas de mais nome (Cultura Inglesa, Wizard-onde trabalhei-) O salário inicial é na faixa de 18~19 reais a hora, após 6 meses se dedicando é normal te darem turmas pra cargas de até 100~120 horas mensais caso você tenha interesse. Isso sem experiência anterior, sem certificado ou requisitos absurdos, só saber falar e explicar, e eles ainda te dão curso/treinamento completo caso precise sobre postura em sala, liderança e afins. Quando saí de lá após 4 anos já tinha salário de 26 reais a hora, MUITOS contatos com ex alunos, colegas e pessoas legais e ajudou muito no crescimento profissional. Nada mal pra um emprego que não exigiu experiência, todo semestre tinha 2~3 contratações e um ambiente extremamente aconchegante e animado de trabalho(porém puxado). Muitos colegas tiveram seu primeiro emprego lá e acabaram pegando amor pelo trabalho e hoje são excelentes professores. Faça um simulado de TOEIC online e se você acertou 60~70%, muito provavelmente você já tem o nível necessário pra dar aula, ao menos da língua. Além de desenvolver MUITO meu vocabulário com detalhes novos, eu e outros professores não tinhamos problema algum em tirar duvidas bobas ou formas de explicar pra colegas menos experientes.
-Lanchonetes de fast food: Não preciso nem dizer pois é o emprego de entrada, quase sempre tem vagas, mas é um trabalho miserável, porém da pra pagar as contas.
-Aux de Enfermagem: Involve um custo inicial pra estudar, mas tem muita oferta de trabalho em UPAS (eles terceirizam alguns funcionários pela rotatividade alta), é um trabalho DOENTE de puxado mas rende um salário bom geralmente em escala 12/36. Além de te dar experiência invejavel pra area da saúde. Vale a pena se você não sabe o que quer da vida e tem vontade de entrar nessa área.
Técnico em Química: Isso depende muito da região mas minha empressa é dessa área, e sofremos MUITO, MUITO MESMO com a falta tanto de profissionais qualificados quanto de gente começando na área. Já tivemos funcionarios com seus 19 anos, que oferecemos pra PAGAR os estudos pra ele subir de cargo da expedição pro laboratório e ele não quis por "ser complicado", não é um curso fácil mas não é um bixo de sete cabeças. A técnica mais antiga aqui tem salário de 5000 reais e não tem faculdade. Inclusive vale analisar que alguns cargos da area simplesmente não tem um curso preparatório e precisam ser aprendidos em campo e com o tempo, então tudo nessa area tem uma boa perspectiva de carreira.
Empregos "Trades": Encanador, Eletricista, Mecânico e afins de qualidade sempre estão em falta. E muitos deles estão abertos a ter um "aprendiz", se você as vezes tem seus 15~16 anos, e conhece algum daqueles pequenos de bairro, ofereça pra ficar 2~3 horas depois da aula alguns dias só pra aprender como é, são empregos que pagam bem e tem falta de bons profissionais. Além de abrir uma porta pro futuro.
Bom é isso ai, espero que seja útil pra alguns de vocês, qualquer duvida posso tentar responder aqui e desejo boa sorte na caçada de 2020!
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2019.11.27 01:06 blancyago Achei que tinha acabado com minha vida. 9 meses depois, nunca estive tão feliz.

Há 16 dias meu filho nasceu. Eu estava junto com minha namorada a pouco mais de 1 ano quando descobrimos que ela estava grávida. Não somos tão jovens mais, eu tinha 26 e e ela 29 quando decidimos que íamos dar seguimento a gravidez. Eu estava no fim da minha segunda graduação e fazendo estágio na área de produção cultural, em um museu da minha cidade e como qualquer trabalho na área da cultura, ganhando bem pouco.
Eu nunca quis ser pai. Nunca me imaginei casado e com família. Minha mãe faleceu a 2 anos e ali, eu sentia que minha última experiência de acolhimento familiar havia sido enterrada também. Sempre tive a clareza de que se caso eu engravidasse alguma companheira minha eu seria o companheiro e o pai que eu não tive. Não tenho contato com meu pai por que durante anos ele não quis. Eu era dessas crianças que ficava esperando o pai na porta de casa do momento em que acordava até a hora de dormir e ele não aparecia. Simples assim. Aparecia 2, 3 dias depois e lá estava eu, pronto pra dar um abração no meu herói. Mas a gente cresce e vai ressignificando esses sentimentos. Ele não aparecia por que era agarrado no pó. Dizem por aí que é até hoje, não quero saber. Só sabia que eu ia ser pai sem saber o que era ser filho de um homem.
Eu trabalhava desde os meus 15 anos como designer gráfico e sempre dei meu jeito de sobreviver e ter minha independência. Minha namorada gozava da mesma liberdade, trabalhando em outra área, mas desde cedo assim, independente. A gente gostava demais da nossa vida de solteiro, morávamos sozinhos, cada um no seu apartamento e não tínhamos tido nenhum tipo de conversa que sinalizava qualquer vontade de morarmos juntos. Muito pelo contrário, exaltávamos nossa liberdade e independência sempre lembrando como cada um de nós ter seu espaço era saudável pra nossa relação. Fumávamos maconha de forma abusiva toda vez que nos encontrávamos e amávamos nossa vida assim, no conforto em que estávamos.
Eu sabia que não poderia me dar ao luxo de continuar trabalhando em um lugar que me demandava quase 10 horas de trabalho diário em épocas de abertura de exposição e ganhando o tanto que eu ganhava na época. Esse não era meu único emprego, sempre pegava um freela aqui e outro ali para pagar o aluguel e sempre tive a sorte de conseguir uns trabalhos que pagavam bem quando eu mais precisava. Mas com um filho não dava mais pra contar com a sorte. Precisei entrar em contato com meu antigo chefe e consegui um acordo para voltar a trabalhar pra ele remotamente, trabalhando de casa. Ele tem uma demanda surreal de trabalho e para poder fazer tudo de casa, aceitei um salário incompatível com a quantidade de trabalho que me dispus a fazer.
Era uma grana até ok, mas os clientes... É uma galera bem rica, que não sabe o que quer mas é cheio de desejos e demandas, sei lá, nunca devem ter ouvido NÃO na vida. Eu sabia que era assim, trabalhei 3 anos pra esse cara anteriormente, mas era o que consegui na época e eu sempre me lembrava que essa dor de cabeça vinha com o bônus de poder estar perto da minha namorada e futuramente acompanhar as primeiras etapas de vida do meu bebê.
Não mencionei isso, mas nunca estudei design gráfico formalmente. Sempre aprendi tudo “na tora”, de acordo com a demanda, fazendo. Sempre estudei em faculdade pública e minha segunda graduação era em Belas Artes. Sempre desenhei e desde 2015 descobri um amor incondicional pelo ato de pintar. Era uma forma de tentar transformar minhas piores experiências em algo palatável, não sei explicar direito. Sei que eu idealizava muito a profissão de artista. Eu era muito cabeça dura e achava que conseguiria entrar no mundo da “alta arte”, estabelecer contatos e viver disso um dia. Mal sabia eu o buraco que estava entrando... Conhecendo as “pessoas certas” vi que os artistas que mais ralavam para projetar seu trabalho, normalmente tinham uma ou mais fontes de renda alternativa. Fossem essas um trabalho formal, CLT, era funcionário público ou simplesmente tinha nascido em berço de ouro. Em família de artistas famosos, galeristas ou colecionadores de arte. Quanto mais eu respirava dessa atmosfera mais eu via que esse ar não era pra mim e esse contato influenciou, durante muito tempo, meu trabalho de forma negativa.
Aceitar esse trabalho significava também ter menos tempo pra minha produção em pintura. Eu via como um passo para trás na minha carreira de pintor e ficava muito puto ao pensar que tudo isso era por conta do vacilo de termos ficados grávidos.
Mas como eu disse lá em cima, eu tinha essa clareza de que eu seria o pai que eu não tive e o companheiro para minha namorada que minha mãe não teve. Então agarrei essa oportunidade com unhas e dentes. Rescindi meu contrato de locação e fui morar com minha namorada, que tinha o apartamento maior. Passamos a dividir tudo e conviver intensamente. Nos primeiros 2 meses de gravidez os exames de ultrassom apontavam para uma gravidez gemelar, ou seja, eram 2 sacos gestacionais. Ficamos super tensos. Não queríamos ser pais de um, imagina de dois.
No terceiro mês fizemos um exame que mostrou que só um dos sacos se desenvolveu e vimos também que seríamos pais de um menino. Descobrir isso foi um passeio nas nuvens... a partir daí fomos nos adaptando um a rotina do outro. Ela foi aos poucos cedendo seu espaço para eu entrar de fato na vida dela, e eu, sem querer chegar tomando um espaço que sempre foi dela, fui aos poucos me aconchegando nessa casa nova.
Demorou muito pra eu começar a ver minha namorada como família. A gente sabia que nosso filho crescia dentro dela mas tudo parecia virtual demais. Ele não tinha voz, peso, cheiro, nada. Nem nome.
A gravidez inteira foi tranquila. Nenhuma grande complicação durante a gestação. Isso nos deu tempo para conseguir juntar uma grana boa para o período do puerpério em que minha namorada não conseguiria mais trabalhar e nossa renda mensal cairia consideravelmente.
Eu conversava com a barriga. Tocava violão, cantava, falava do meu dia pra barriga dela. Fui desenvolvendo uma relação com esse ser imaginário e no fim da gestação eu já sabia que eu queria muito ser pai dessa criança.
Durante a gravidez fiz meu tcc em pintura e o dia de definir minha banca avaliadora se aproximava junto dos prováveis dias que nosso bebê ia nascer. Fiz todas as pinturas que iria mostrar ainda no primeiro semestre, mas comecei a me enrolar com a parte escrita. Trabalho, casa, bebê a caminho, pode escolher qual dos motivos convinha mais para eu não entregar o meu tcc.
Numa quarta feira a noite, minha namorada comecou a sentir contrações e a partir daí começamos a cronometra-las. Estavam espaçados e evoluindo devagar. Ela sentia muita dor e resolvemos ir para o hospital. Lá, descobrimos que é possível um trabalho de parto não evoluir. Ela chegou a 3cm de dilatação e assim ficou. Durante 5 fucking dias. Voltamos pra casa e ela ficava sentindo contrações de uma em uma hora. Íamos no consultório do obstetra todos os dias e nada da dilatação aumentar... estávamos tensos e cansados. No domingo seguinte, nosso médico pediu para que ela fosse internada e o parto induzido.
E as 10:30 da manhã do dia 10 de novembro, eu vi minha jornada épica começar e meu filho, Dante, nascer. Foi o momento mais lindo da minha vida. Nunca vivi nada tão intenso assim antes e ouso dizer que a sensação desnorteante que se sente quando se perde alguém é muito parecida com a sensação de presenciar uma nova vida começar.
Desde esse dia, não consigo tirar o sorriso do rosto. Eu e minha namorada(agora noiva) nunca estivemos tão felizes e conectados, agora com a clareza de que somos mais que companheiros, somos família. Nosso bebê é 100% saudável, muito bonzinho e até deixa a gente dormir! E sei lá, parece que os astros se alinharam, tudo tem dado muito certo pra gente. O parto da minha noiva foi normal e correu melhor do que a regra: não precisou de cortes, logo não precisou de pontos e não houve nenhuma laceração, o que está fazendo ela se recuperar muito melhor do que previmos.
Parei com a maconha desde a segunda metade da gravidez e nunca me vi tão produtivo. A qualidade do meu trabalho como designer aumentou muito e comecei a ter coragem de postar minhas pinturas no meu instagram sem o peso do “tudo ou nada” do artista, sabe? Como eu tenho um emprego que paga minhas contas e minha comida eu não me preocupo mais com essa coisa de ser um artista bem sucedido, eu pinto pelo prazer do fazer e isso tem feito um bem danado pra mim e pras minhas pinturas. Perdi a data de definir minha banca do tcc, ou seja, perdi meu ultimo ano na faculdade, certo? Errado. Minha orientadora me enviou uma mensagem hoje de manha dizendo para eu participar da exposição final das habilitações por que ela vai fazer uma carta oficial pedindo para a reitoria para que eu defenda meu tcc em março do ano que vem! É surreal, mas a vida agora tem outro sentido e tudo tem dado certo, sinto que virei um novo núcleo para minha família e para a família da minha noiva e essa sensação é boa demais!!
Vou me casar com a mãe do meu filho. Olhamos alianças ontem. Almejo agora a migração de área profissional, do design gráfico para UX design para procurar um emprego fichado assim que meu filho começar a frequentar escola/berçário e quero continuar pintando. Quero ensinar o Dante a pintar, tocar instrumentos, quero que estar do lado dele pra ver ele crescer e quero que ele seja muito feliz.
Escrevi demais e sinto que deixei de contar tanta coisa... Pra quem teve paciência de chegar até aqui, eu só agradeço por ler esse desabafo.
TLDR: a vida é muito doida.
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2019.10.26 04:02 altovaliriano O Protegido de Rosby

Link: https://warsandpoliticsoficeandfire.wordpress.com/2016/02/19/heirs-in-the-shadows-the-ward-at-rosby/
Autores: GoodQueenAly; @BryndenBFish

Introdução
A Casa de Rosby nas Terras da Coroa pode não parecer, à primeira vista, dinasticamente importante entre os domínios senhoriais de Westeros. Chamada por Brienne de "pouco mais que um lugarejo à beira da estrada", Rosby é juramentada diretamente ao rei no Trono de Ferro, mas seus recursos e influência são, na melhor das hipóteses, regionais. Seu último senhor, Gyles, era notável apenas por seu perene mal-estar, e sua morte não gerou mais do que um aceno desdenhoso de mão feito pela Rainha Regente.
Não obstante, o Grande Meistre Pycelle duas vezes manifestou preocupação em relação ao protegido do falecido Lorde Gyles, e seus comentários devem ser lembrados. Embora Cersei possa ter desconsiderado displicentemente o protegido de Gyles Rosby como não sendo um problema sério na sucessão de um núcleo relativamente insignificante nas Terras da Coroa, ela poderá ter motivos para arrepender-se de tais sentimentos no futuro. De fato, Cersei pode descobrir que o protegido de Rosby é um inimigo mais firme do que ela jamais poderia imaginar - alguém cuja lealdade política contrasta fortemente com a dela.
[...]
Casa Rosby de Rosby
Um pouco de história sobre a própria Casa Rosby pode servir para contextualizar - e potencialmente prenunciar (foreshadow)- o problema da sucessão de Rosby enfrentado em O Festim dos Corvos. Rosby é uma Casa antiga, datando, no mínimo, da invasão dos Ândalos, sendo provavelmente mais antiga do que isso: o segundo rei Justman a governar as Terras do Rio incorporou Valdocaso, Rosby e o local onde futuramente seria Porto Real a seu Reino dos Rios e Colinas, enquanto o segundo rei Hoare fez os Rosbys vassalos dos homens de ferro. Talvez previsivelmente, dada a crueldade do rei Harren Hoare, os Rosbys estavam ansiosos para se livrar de seus senhores nascidos do ferro; Rosby foi uma das primeiras casas de Westeros a dobrar os joelhos para os Targaryen, rendendo-se a Rhaenys sem luta.
Os Rosbys permaneceram fiéis ao regime Targaryen, mas também não se intimidaram em demonstrar opiniões políticas independentes. Durante a Dança dos Dragões, por exemplo, Lorde Rosby, juntamente com Lorde Stokeworth, eram inicialmente apoiadores de Rhaenyra, mas ambos passaram a apoiar Aegon II (presumivelmente após Criston Cole atacar as casas que faziam parte dos "pretos" nas Terras da Coroa); Rhaenyra executou posteriormente os dois. Sua decisão, no entanto, não viria sem custo para ela mesma. Ao final da guerra, quando Rhaenyra fugiu de Porto Real sob o manto da escuridão, ela esperava encontrar abrigo e apoio entre seus senhores das Terras da Coroa. Em vez disso, encontrou os portões de Rosby firmemente fechados para ela, e o castelão de Stokeworth permitiu-lhe apenas uma noite de estadia.
A riqueza de Rosby não é grande, mas o que faz de Rosby um lugar com potencial importância estratégica é seu uso durante a guerra. Porto Real depende de importações para sobreviver. Durante o tempo de paz, a Campina e as Terras Fluviais servem como celeiros férteis para o bem-estar da capital. Entretanto, se uma delas – ou (que os Sete não permitam!) ambas - forem isoladas da cidade, Porto Real deve recorrer a Rosby e Stokeworth para se abastecer. Esses suprimentos limitados podem levar à escassez aguda de alimentos na capital, mas os alimentos fornecidos por Rosbys e Stokeworths seriam a única alternativa da capital contra a fome total.
O último homem a dominar essa casa menor-mas-notável foi Gyles Rosby. Durante a maior parte da Guerra dos Cinco Reis, Gyles serviu em grande parte como um observador quase invisível dos eventos na corte de Porto Real. Embora o príncipe Tommen tenha passado a Batalha da Água Negra abrigado com segurança atrás dos muros de Rosby, Lorde Gyles passou a batalha na Fortaleza Vermelha com Cersei, Sansa e as mulheres. Inesperadamente, no entanto (sem dúvida para ele, acima de tudo), Gyles chegou ao poder em O Festim dos Corvos: a Rainha Regente Cersei, profundamente desconfiada do potencial candidato dos Tyrell para o cargo de Mestre da moeda, preferiu nomear Lorde Gyles.
O cargo não era fácil, pior ainda com a tosse debilitante do senhor de Rosby. Assediado por um enviado do Banco de Ferro (a quem a coroa devia, e ainda deve, débitos enormes, os quais a coroa não pagará até que a Guerra dos Cinco Reis estiver definitivamente acabada), Lorde Gyles por fim viu a pressão do compromisso cobrar taxas elevadas de seu frágil sistema. Derrotado, Gyles acabou morrendo da tosse.
Gyles Rosby aparentemente nunca se casara e certamente nunca teve filhos legítimos. Então, quando o Lorde Tesoureiro morreu, a sucessão às terras de Rosby seria motivo de preocupação para seu suserano - a rainha regente, Cersei Lannister. Para surpresa do Grande Meistre Pycelle, no entanto, a rainha não parecia preocupada com a situação:
– E quanto a Lorde Gyles, não há dúvida de que o Pai no Céu o julgará com justiça. Não deixou filhos?
– Não há filhos de sua semente, mas há um protegido...
– ... que não é do seu sangue – Cersei ignorou aquele aborrecimento com um golpe de mão. (AFFC, Cersei IX)
Cersei ofereceu sua própria solução drástica: alegar que Lorde Gyles desejava deixar suas terras e propriedades para a Coroa, encher os cofres reais com a riqueza de Rosby e conceder ao castelo algum detentor leal (como seu amado almirante, Aurane Waters). O Grande Meistre Pycelle, no entanto, tinha reservas significativas à sugestão de que a coroa simplesmente deveria apropriar-se de Rosby e apresentou um potencial problema no estratagema de Cersei:
– Lorde Gyles adorava Vossa Graça de todo o coração – Pycelle disse –, mas... seu protegido...
No entanto, Cersei parecia despreocupada que o protegido representasse alguma dificuldade:
– ... sem dúvida irá compreender, depois de ouvir você falar do desejo expresso por Lorde Gyles ao morrer. Vá, e cuide do assunto. (AFFC, Cersei IX)
As míopes maquinações políticas de Cersei enquanto regente não são o assunto deste ensaio, mas sua rápida negação do problema de Rosby (combinada com sua solução pró-coroa) pode nos induzir a erro sobre quão perigoso o protegido de Gyles poderia ser. As palavras de Pycelle parecem sugerir que a ala de Rosby não era apenas um adulto (e, portanto, poderia oferecer resistência à trama da coroa), mas alguém que estaria interessado na herança de Rosby como um herdeiro em potencial – e que veria como inimizade o controle do regime Lannister sobre o assunto. Naturalmente, para permanecer como herdeiro de Lorde Gyles, o protegido teria que ser um parente - alguém que pudesse ter laços de sangue com o pobre e tossegoso tesoureiro e herdar o castelo e as terras.
Digite Olyvar Frey.
O Frey com manto de arminho
Um Frey interessado na herança de Rosby pode parecer estranho à primeira vista. As Gêmeas certamente não são vizinhos próximos das terras de Rosby, nem Walder Frey é um herdeiro óbvio do legado de Rosby. Embora o atrasado Lorde Frey possa não estar na linha de sucessão de uma Casa nas Terras da Coroa, um de seus filhos pode muito bem estar: Olyvar Frey.
Olyvar Frey é o décimo oitavo filho de Walder Frey e o quarto filho de seu casamento com Bethany Rosby. Não está clara qual é a relação de Lady Bethany com Gyles, mas, seja irmã, sobrinha ou prima, Bethany era parente do Tesoureiro nomeado por Cersei. A casa Rosby pode não ser notada pela robustez, mas Bethany conseguiu dar a Walder quatro filhos e uma filha. Os dois mais velhos, Perwn e Benfrey, eram cavaleiros no início de A Guerra dos Tronos; o terceiro filho Willamen foi enviado para a Cidadela, enquanto a única filha Roslin se casaria mais tarde com Edmure Tully.
E o próprio Olyvar? Parece muito provável que, quando menino, Olyvar foi criado com seu parente, Gyles, em Rosby. Os filhos e descendentes do Senhor da Travessia já haviam morado com as casas de parentes maternos antes: Merrett Frey serviu como pajem e escudeiro para Sumner Crakehall, parente de sua mãe Amarei; Geremy Frey, casado com Carolei Waynwood, enviou seu filho e filha para Ferrobles como escudeiro e protegida. Aparentemente inexistindo outro membro da família em Rosby, Lorde Gyles seria a única opção para olhar por esse Frey meio Rosby; como Gyles não tinha filhos, talvez Gyles (ou Walder) estivesse considerando nomear um dos Freys-Rosby como seu herdeiro (da mesma forma que Leobald Tallhart desejava que Lady Hornwood nomeasse o sobrinho de seu marido, Beren Tallhart, herdeiro de Hornwood).
Olyvar, no entanto, é apresentado pela primeira vez nas Gêmeas, após a negociação de Catelyn com Lorde Walder:
– O filho de Lorde Frey, Olyvar, virá conosco – ela prosseguiu. – Deverá servir como seu escudeiro pessoal. O pai quer vê-lo feito cavaleiro a seu tempo. (AGOT, Catelyn IX)
Essa afirmação, contudo, não deveria ser tomada como evidência de que Olyvar não teria sido protegido de Rosby. Mesmo quando Robert Baratheon e Eddard Stark foram protegidos no Ninho da Águia, eles faziam visitas ocasionais a seus respectivos lares (viagens tão longas, se não mais, do que a estrada entre As Gêmeas e Rosby); além disso, quando Ned e Robert completaram 16 anos, os dois garotos ficaram livres para ir e vir do Ninho da Águia à vontade. Olyvar tinha 17 ou 18 anos durante A Guerra dos Tronos, um homem adulto, e uma visita às Gêmeas não seria algo impossível (ou sequer improvável).
Além disso, não surpreende que Walder aproveitasse essa oportunidade caso seu filho estivesse em casa em uma visita, vindo de onde era protegido. Embora Olyvar possa parecer velho demais para um escudeiro nobre - dois anos mais velho que Robb, quando a maioria dos meninos de nascimento nobre começa o serviço entre nove e 12 anos – uma criação em Rosby explicaria claramente essa situação. Gyles, sempre considerado um homem fraco e doentio, dificilmente poderia ter treinado Olyvar nos aspectos marciais da cavalaria, e quando a reputação do cavaleiro tem um impacto tão profundo sobre o de seu escudeiro, ser armado cavaleiro por qualquer outra pessoa em Rosby simplesmente não transmitiria a importância necessária da graduação de Olyvar na cavalaria. Robb Stark, por outro lado, era jovem e marcial: como o novo Lorde de Winterfell, Robb poderia instruir um cavaleiro assim como trazer honra a qualquer garoto ou homem que se tornasse seu escudeiro. Assim, Olyvar poderia se tornar cavaleiro com a cerimônia e a grandeza adequadas ao seu sangue nobre.
De sua parte, Olyvar nunca reclamou de servir a um senhor (e subsequentemente rei) dois anos mais novo que ele: em vez disso, Olyvar completou seus deveres de escudeiro com muita dedicação. Sabe-se que Olyvar lutou como membro da guarda pessoal de Robb durante a Batalha do Bosque dos Sussurros, desempenhou funções cerimoniais enquanto o rei Robb fazia audiências em sua corte e acompanhou o rei em sua campanha pelas Terras Ocidentais. De fato, sua dedicação ao Jovem Lobo era tal que Olyvar estava disposto a ignorar o grande insulto à Casa Frey que foi o casamento de Robb com os Westerling - uma indulgência não compartilhada por seus parentes Frey:
– Não era essa a minha intenção. Sor Stevron morreu por mim, e Olyvar foi um escudeiro tão leal como qualquer rei pode desejar. Pediu para ficar comigo, mas Sor Ryman levou-o com os outros. (ASOS, Catelyn II)
Enquanto Walder Frey e Roose Bolton conspiravam para assassinar Robb Stark, os Frey tiveram o cuidado de apartar aqueles membros da família que eles suspeitassem permanecerem leais ao rei que eles antes aclamavam. Olyvar e seu irmão mais velho, Perwyn, ocuparam o topo da lista:
– Tinha a esperança de pedir a Olyvar para me servir como escudeiro quando marchássemos para o norte – disse Robb –, mas não o vejo aqui. Estará no outro banquete?
– Olyvar? – Sor Ryman balançou a cabeça. – Não. Olyvar não. Partiu... partiu dos castelos. Dever.
– Compreendo. – O tom de Robb sugeria o contrário. (ASOS, Catelyn VII)
Catelyn esbofeteou-o com tanta força que lhe abriu o lábio. Olyvar, pensou, e Perwyn, Alesander, todos ausentes. E Roslin chorou... (ASOS, Catelyn VII)
“Deveres” afastaram esses leais Freys das Gêmeas na época do casamento vermelho, e “deveres” aparentemente ainda mantêm Olyvar longe de casa: nenhuma menção a ele é feita após o massacre. Se Olyvar já servira com protegido em Rosby antes, Rosby poderia parecer o local natural para onde Olyvar iria durante o Casamento Vermelho. Longe das Gêmeas e, principalmente, sem importância política, Rosby serviria como um exílio interno temporário, no qual Olyvar estaria impedido de tentar qualquer movimento tolo para restabelecer a monarquia Stark.
Olyvar, no entanto, sempre foi lembrado por sua forte lealdade pessoal a Robb Stark. Essa lealdade desapareceria com um mero encarceramento clandestino em Rosby? Ou, ao contrário, Olyvar buscaria vingança contra os responsáveis ​​pelo assassinato grosseiramente traiçoeiro do rei a quem ele havia servido tão fielmente?
O Jovem Protegido
A oportunidade de Olyvar se reafirmar começou no final de O Festim dos Corvos. Cersei anunciara seu plano de engolir Rosby com pouca consideração sobre o que o protegido de Rosby diria sobre o assunto. A rainha comentou que o protegido não era do sangue de Gyles, como se quisesse enfatizar a tênue conexão que ele tinha com a herança de Rosby. A casa paterna de Olyvar é Frey, e então Cersei - nunca muito meticulosa com assuntos que não concerniam a ela - pode nunca ter se dado ao trabalho de descobrir que Olyvar tinha descendência direta de Rosby e, portanto, simplesmente concluiu "não é do seu sangue". No entanto, mesmo sem ter o sobrenome “Rosby” ou ser descendente do próprio Gyles, Olyvar poderia representar uma verdadeira ameaça para a questão da sucessão em Rosby. Seu sangue de Rosby provavelmente seria pelo menos tão próximo da linhagem de Gyles quanto o de Falyse, ou até mais (esta última era apenas a prima em terceiro grau do falecido Lorde Rosby); além disso, o jovem Olyvar teria cerca de dezoito ou dezenove anos, suficientemente velho para causar problemas se decidisse reivindicar seus direitos a Rosby.
De fato, o protegido agiu com forte convicção durante O Festim dos Corvos (mesmo antes da morte de seu pai de criação, Gyles). Falyse, herdeira de Stokeworth, vizinho de Rosby, havia voltado para casa brevemente no início de O Festim dos Corvos, mas logo depois voltou para a capital. Sua curta jornada, no entanto, teve consequências:
– Desconfortável – lamentou-se Falyse. – Choveu quase o dia todo. Pensávamos em passar a noite em Rosby, mas aquele jovem protegido de Lorde Gyles nos recusou hospitalidade – fungou. – Guarde minhas palavras. Quando Gyles morrer, aquele desgraçado malnascido há de fugir com o seu ouro. Até pode tentar exigir as terras e a senhoria, embora legitimamente Rosby deva passar para as nossas mãos quando Gyles falecer. (AFFC, Cersei V)
A descrição desdenhosa de Falyse do protegido como um "desgraçado malnascido" não deve sugerir que o protegido não possa ser Olyvar Frey, só porque Olyvar é de nascimento nobre. Suas palavras afiadas podem simplesmente ter motivação pessoal - aborrecimento por um vizinho recusar o que deveria ser dado a uma herdeira e cortesã das Terras da Coroa, uma violação das boas maneiras entre vizinhos. Por outro lado, Falyse poderia estar se referindo à vil reputação que Casa Frey ganhou desde o Casamento Vermelho. Embora nominalmente aliados do Trono de Ferro, com Emmon Frey sendo o novo Lorde de Correrio, a traição explícita do Casamento Vermelho minou a reputação dos Frey em Westeros:
– As Gêmeas também apoiaram a causa do Jovem Lobo – lembrou aos Frey. – Depois o traíram. Isso faz que sejam duas vezes mais traiçoeiros do que Piper” (AFFC, Jaime VI)
– Guarde seu aço, sor! É um Corbray ou um Frey? Aqui somos hóspedes. (AFFC, Alayne I)
Simplesmente levar o nome de "Frey" marcaria Olyvar como parente de assassinos de reis e violadores do antigo e sagrado direito de hóspede. Falyse também reconheceu a possibilidade de que o protegido tentasse reivindicar o senhorio quando da morte de Gyles - uma sugestão, talvez, de que Falyse sabia que o protegido teria algum direito a Rosby por sangue (embora ela tenha sublinhado rapidamente que ela tinha uma pretensão mais forte - um ponto que não pode ser discutido enquanto a conexão de Bethany Rosby com a linha de Gyles permanecer desconhecida). A declaração de Falyse de que o protegido era jovem também não deveria excluir a possibilidade de ser Olyvar; presumivelmente, se o protegido fosse jovem como uma criança, o castelão de Rosby teria tomado a decisão sobre quem poderia permanecer como convidado (como fez o castelão de Rosby durante a Dança).
De certa forma, então, haveria uma ironia divertida na ação do protegido de Rosby, se o jovem fosse de fato Olyvar Frey. Embora nascido nos costumes sulistas das Terras Fluviais, Olyvar estaria ciente da importância do direito do hóspede:
Um costume notável que é mais caro para os nortenhos do que qualquer outro é o direito de hóspede, a tradição de hospitalidade pela qual um homem não pode causar dano a um hóspede sob seu teto, nem um convidado ao seu anfitrião. Os ândalos tinham algo parecido com isso também, mas é algo muito menos presente nas mentes sulistas. [...] Só o assassinato de parentes é considerado tão pecaminoso quanto as violações das leis da hospitalidade. (TWOIAF, O Norte)
Saber que seus parentes nas Gêmeas haviam oferecido falsamente ao rei Robb e à mãe a proteção do direito de hóspede e depois assassinado os convidados leais no casamento teria sido, portanto, profundamente chocante e espantoso para o jovem Olyvar. Quando Falyse Stokeworth chegou à sua porta, então - uma notória simpatizante e aliada dos Lannister - Olyvar aproveitou a oportunidade para demonstrar o quão fortemente ele ainda acreditava no direito dos hóspedes. Embora os Lannisters e seus parentes traiçoeiros não acreditassem nas obrigações de um anfitrião para com um hóspede, Olyvar mostraria que sabia o que significava direito de hóspede. Ele não se comprometeria com gente próxima dos violadores do direito dos hóspedes, recusando-se fornecer salvo conduto aos aliados daqueles que desafiavam abertamente uma das tradições mais antigas e sagradas de Westeros.
A herança de Rosby
No epílogo de A Dança dos Dragões, o problema de Rosby permanece sem resolução:
Há mais alguma coisa?
O Grande Meistre consultou seus papéis.
– Devíamos endereçar a herança de Rosby . Seis petições foram colocadas...
– Podemos tratar de Rosby em alguma data futura. O que mais?
Não está claro quem faz parte da lista de Pycelle; presumivelmente, uma boa quantidade de famílias nas Terras da Coroa tem laços por casamento com a Casa Rosby. Também não está claro se o protegido de Rosby está nessa lista, apesar de que, como os únicos membros conhecidos da Casa Rosby na narrativa moderna sejam Lorde Gyles e Bethany, os filhos Frey desta última parecem altamente propensos a ser pelo menos um ponto de discussão na sucessão da Casa.
O próprio Olyvar provavelmente não seria o primeiro na fila para herdar Rosby; seu irmão mais velho, Perwyn, deveria legalmente vir antes dele em qualquer questão sucessória. É verdade que Gyles poderia ter nomeado Olyvar seu herdeiro a fim de manter Perwyn na linha das Gêmeas (da mesma forma que Leobald Tallhart ofereceu o próprio filho mais novo para manter seu mais velho, Benfred, com herdeiro de Praça de Torrhen), embora isso pareça uma pouco provável: Perwyn pode estar à frente de seus irmãos mais novos, mas ele e Olyvar são legalmente o septuagésimo terceiro e o septuagésimo sexto na linha das Gêmeas, respectivamente. Dificilmente próximos do Senhorio da Travessia.
Se Olyvar se considera o legítimo Lorde de Rosby, ou apenas o está segurando para seu igualmente honrado irmão Perwyn (Daven Lannister considera Perwyn um "tipo decente", especialmente quando comparado ao perigoso Walder Rivers), Olyvar como protegido de Rosby teria controle exclusivo sobre a sede nas Terras da Coroa em um futuro próximo. Esse controle pode representar um forte problema para Cersei, já que seu regime fragmentado enfrenta crescentes pressões externas. Com o Jovem Aegon marchando das Terras da Tempestade, certos senhores da Campina abandonando o leão pelo dragão, e as Terras Fluviais potencialmente experimentando ainda mais agitação no futuro, a capital provavelmente experimentará um novo cerco. Rosby seria a tradicional salvação alimentar de Porto Real - mas não sob Olyvar Frey.
Em vez disso, Rosby e Stokeworth podem simplesmente assistir Cersei desmoronar com a chegada do pretendente Targaryen, alterando suas lealdades e recusando qualquer ajuda à rainha, como aquelas sedes fizeram com Rhaenyra no passado. Stokeworth é governado agora por "Lorde" Bronn, um perfeito oportunista que sem dúvida veria mais prosperidade com o Jovem Dragon do que com Cersei e seu número decrescente de aliados. Olyvar, naturalmente, não deseja ver no poder a irmã do homem a quem Roose Bolton nomeou quando esfaqueou Robb. É verdade que Aegon não é o rei Stark que Olyvar serviu tão fielmente, mas a ajuda do jovem Frey ao pretendente Targaryen viria menos de sua adesão ideológica à causa Targaryen e mais de seu desejo de vingar seu falecido senhor. A história se repetiria, com uma rainha em Porto Real sendo novamente rejeitada pelos mestres de Rosby e Stokeworth - dois lugares que ela ignorara e desprezara no passado.
Curiosamente, Olyvar pode ainda encontrar um Stark para servir, em um lugar improvável. Seu irmão do meio, Willamen, treinado como meistre, agora serve à Casa Hunter em Solar do Longarco, uma casa proeminente, juramentada aos Arryns. Também no Vale, está Sansa Stark sob disfarce, a quem Mindinho planeja dar o Ninho da Águia (por casamento) e Winterfell. Se Olyvar deseja ver o herdeiro de Robb sentado em Winterfell, Sansa seria uma escolha óbvia. A rapidez com que Willamen descobriria que “Alayne Stone” é de fato a herdeira de Stark não é clara, mas, se o fizesse, Olyvar poderia declarar que Rosby não conhece nenhuma rainha além da rainha do Norte, cujo nome é Stark.
Conclusão
Que George R. R. Martin cuida de colocar várias camadas nos mistérios importantes dos livros não deve surpreender os leitores de As Crônicas de Gelo e Fogo. A herança de Rosby é apenas um mistério: mencionado com frequência suficiente para ficar na mente do leitor, mas não com tanta frequência que se torna óbvio demais – e que, aparentemente, só serviria à politicamente irrelevante questão de quem governará Rosby - o problema de Rosby deixa muito espaço para os leitores especularem. Tendo demonstrado as restrições que Rosby e Stokeworth podem exercer na capital, durante a Guerra dos Cinco Reis, e agora ocasionando tensões iguais no regime de Porto Real, o autor conseguiu tornar a questão comparativamente menor do herdeiro de Rosby em uma das grandes implicações políticas futuras.
Certamente, Olyvar Frey como protegido ou futuro Lorde de Rosby deve permanecer por enquanto no campo da especulação. No entanto, seu próximo e conhecido parentesco com Rosby - exclusivo de seu ramo da Casa Frey, em aparentemente toda Westeros - faz dele um candidato muito provável a pelo menos o primeiro e, possivelmente, o segundo título [Protegido, Lorde]. Trazer de volta um personagem terciário leal para esmagar ainda mais o reino de Cersei pode dar uma satisfação narrativa bem-vinda à história. Embora Freys tenha assassinado o rei Robb, a senhora sua mãe e companheiros, Olyvar poderia demonstrar que nem todos os Freys precisam ser traiçoeiros - e que aqueles que toleraram o assassinato de seu rei sofreriam as consequências.
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2019.04.08 12:29 NoMeVoyMeQuedo Por qué los barrios pobres no van a votar: la abstención en las zonas más excluidas duplica a la de las más ricas

El barrio sevillano de 'las 3.000 Viviendas', uno de los más empobrecidos de España, fue el que más se abstuvo en las elecciones generales de 2016. Los que más participaron fueron los vecinos del acomodado barrio del Pla del Remei, en Valencia "Es un pez que se muerde la cola: como no votan, los políticos no se interesan por ellos, ellos no se sienten escuchados y vuelven a abstenerse en las siguientes elecciones", explica el investigador Manuel Trujillo BUSCADOR Busca entre las 16 mayores ciudades españolas y comprueba cuál es la renta media del barrio y cuántos votantes se abstuvieron en 2016 Raúl Sánchez 07/04/2019 - 21:37h Compartir en Facebook Compartir en Twitter Norte y sur, este y oeste, centro y periferia o costa e interior pueden marcar las fronteras invisibles de una ciudad. Muchas veces, esos límites no solo señalan las desigualdades económicas sino también políticas. Vivir en un barrio rico o pobre influye de manera determinante en las probabilidades de que una persona acuda a votar a su colegio electoral o se quede en casa en unas elecciones generales.
Por ejemplo, una brecha de casi 90.000 euros de ingresos por hogar separa al barrio de 'las 3.000 Viviendas' en Sevilla, el segundo más empobrecido de España, y El Viso en Madrid, el más rico. La desigualdad económica también se convierte en desigualdad electoral: en el primero, el 55% de los residentes no acudieron a votar en las elecciones generales de 2016; en el segundo, el 18%.
¿Una casualidad? Los datos analizados por eldiario.es muestran que los barrios con menos renta se abstuvieron el doble en las elecciones generales de 2016 que las zonas más acomodadas en las 16 mayores ciudades españolas. Mientras que la abstención alcanzó el 42% en los barrios con una renta media por debajo de los 20.000 euros, solo el 20% de los residentes de las zonas con ingresos superiores a los 50.000 euros renunciaron a votar.
Este es el resultado del análisis de eldiario.es de los datos del proyecto estadístico Urban Audit, publicados por el Instituto Nacional de Estadística, y los resultados electorales de las elecciones generales del 26J. Ver metodología
"Esto no es nuevo, siempre ha habido agujeros negros electorales que han sido los barrios más pobres", explica Braulio Gómez, doctor en Ciencia Política de la Universidad de Deusto y autor de varios trabajos sobre la relación entre abstención y renta. "Si en tu casa no tienes la nevera en condiciones para mantener tu vida cotidiana, es más difícil que tengas ese tiempo para buscar información política", comenta Gómez.
La tendencia se repite en los 16 municipios más poblados de España: cuanto más pobre es el barrio, más se abstuvieron sus residentes en las elecciones generales de 2016. Sin embargo, este fenómeno se agrava en las ciudades con mayor brecha entre barrios humildes y zonas acomodadas. Es decir, áreas metropolitanas más desiguales.
Pero, ¿por qué los residentes de barrios como El Raval (Barcelona), San Cristóbal (Madrid), Los Pajaritos (Sevilla) o Palma-Palmilla (Málaga) acuden menos a votar? Los expertos lo achacan a un alejamiento total de la política y una sensación de exclusión por su situación económica.
"Es un tipo de cultura que es lejana a ellos, que no les representa no participan porque no es su juego político", argumenta Miguel Alhambra, sociólogo de la Universidad Complutense de Madrid y autor de un estudio académico sobre desigualdad social y abstención electoral en Madrid y Barcelona. "Es un efecto de la propia desigualdad: si para tener voz y voto tienes que tener capital cultural, al final te callas", comenta.
'Las 3.000 Viviendas' y la zona de Juan XXIII en Alicante son los barrios que más se callaron en las elecciones del 26J. Alrededor de la mitad de los residentes decidieron no ejercer su derecho al voto en 2016. "Aunque realmente digamos que no hace falta gran cosa (para votar), coger tu DNI y acercarte al colegio electoral, algo que nos parece sencillo, no lo es para muchas personas", explica la doctora en psicología social Cristina Cuenca.
Para Cuenca, es complicado decir "que vaya a votar" a una persona que esté en "una situación de desempleo cronificado, una familia afectada porque el padre o la madre tenga un problema de adicción o una persona sin hogar".
Pero, ¿cómo y a qué partidos votan los barrios de renta más bajas y mayores problemas derivados de esta desigualdad? Para comprobarlo, analizamos los datos de 509 barrios de las mayores ciudades españolas.
Fuente: Urban Audit, INE, Ministerio de InteriorMade with Flourish
Los investigadores alertan de las consecuencias políticas de la segregación entre barrios humildes de baja participación y zonas acomodadas con alta participación. "Es un pez que se muerde la cola: como no votan, los políticos no se interesan por ellos, ellos no se sienten escuchados y vuelven a abstenerse en las siguientes elecciones", argumenta Manuel Trujillo, investigador del Instituto de Estudios Sociales del CSIC.
Precisamente, el estudio Urnas Vacías en los suburbios de las ciudades, realizado por Trujillo y Braulio Gómez para el Observatorio Social de La Caixa, identificó una correlación "altísima" entre vivir en una zona caracterizada por la carencia de todo tipo de recursos y la abstención electoral en las municipales de 2015.
"A nivel electoral, cuando se agudiza este fenómeno, la izquierda pierde muchísimos votos", afirma Trujillo, que pone como ejemplo las pasadas elecciones autonómicas en Andalucía. Tal y como publicó eldiario.es, la abstención se disparó el 2D en los barrios más pobres de Sevilla, Málaga y Córdoba, donde Podemos y sobre todo el PSOE tenían más poder electoral.
Los datos de las generales del 26J, en 2016, también señalan esta tendencia: los partidos de izquierda son mucho más fuertes en los suburbios de las grandes ciudades y las candidaturas de derecha consiguen más votos en las zonas más ricas. Un voto de clase que se agudiza en los extremos: la izquierda promedia el 67% de las papeletas en los barrios que ingresan menos de 20.000 euros y la derecha se lleva el 74% de los sufragios en las zonas con una renta media superior a los 50.000 euros por hogar.
Manuel Buñuel, politólogo e investigador de la relación entre abstención y renta en la ciudad de Sevilla, asegura que existe una sensación en las zonas más marginadas de que la clase política solo va a esos barrios durante la campaña electoral y que después están "cuatro años sin aparecer". "Se ha luchado tanto tiempo para que el voto se ampliara a más capas de la población y los que más lucharon por ampliarlo son los que más se abstienen actualmente", reflexiona Buñuel.
Un fenómeno que apenas ha variado con el surgimiento de formaciones políticas como Podemos o Ciudadanos, según concluye el estudio Urnas Vacías. "Esto genera una concentración de poder político: si los ricos siempre votan, tendrán más poder en sus manos para que se tengan en cuenta sus intereses", explica el investigador Braulio Gómez.
La renta media de los diez barrios que más se abstuvieron en las generales de 2016 era de 19.000 euros por hogar. Entre los diez que más participaron, la cifra sube hasta los 68.000. Para Manuel Trujillo, "esto se acaba convirtiendo en un déficit democrático porque hay cierta población que no se siente representada y que no acaba siendo escuchada".
Más de una treintena de barrios de las grandes áreas urbanas registraron porcentajes de abstención por encima del 40% de los residentes en 2016. Si resides en alguna de las 16 mayores ciudades españolas, puedes buscar tu barrio.
BUSCADOR: ¿cuántos vecinos se abstuvieron en cada barrio en las elecciones del 26J? Busca un municipio o barrio y descubre el porcentaje de abstención o a qué candidaturas votaron los barrios más pobres y ricos. Solo se incluyen 509 barrios de las 16 ciudades más pobladas
Flourish logoA Flourish data visualisation Fuente: Urban Audit, INE, Ministerio del Interior
Para contextualizar la desigualdad política de las ciudades españolas, analizamos los datos de abstención y renta media en los barrios que representan el 20% más rico y el 20% más pobre de diez de las mayores áreas urbanas en España. Haz click en alguna de las siguientes ciudades para leer cada apartado.
Barcelona Gijón Bilbao Sevilla Las Palmas de G.C. Madrid Valencia Córdoba Zaragoza Vigo 1. La segregación económica de Barcelona
Tres factores unen a los barrios de El Raval, El Besòs, el Maresme y Nou Barris. Son los barrios que más se abstienen, más empobrecidos y con mayor población extranjera de Barcelona. Frente a ellos, el distrito de Sarrià-Sant Gervasi agrupa las zonas de mayor renta, menor abstención y más población nativa.
Una segregación económica, racial y social que divide a Barcelona entre la ciudad de Convergencia y PP frente a la de En Comú y el PSOE.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
CDC
En Comú
PP
PSOE
Cs
ERC 20% más pobre
AbstenciónRenta media41,1%24.410€ 20% más rico
AbstenciónRenta media28,3%55.712€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. Las Mil Quinientas viviendas de Gijón
En 1953, el Instituto Nacional de la Vivienda recibe el encargo de realizar un proyecto para alojar a los obreros que procedían del ámbito rural de Gijón en el Pumarín. Así es como se desarrollaron las Mil Quinientas viviendas que transformaron el barrio en una zona obrera. Todavía hoy, el Pumarín es la segunda zona más pobre de Gijón (23.591€) y en la que más se abstuvieron sus votantes (33,7%).
La zona residencial de urbanizaciones de Las Mestas es la más rica y también la que más participación registró en las elecciones del 26J.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PP
PSOE
UP 20% más pobre
AbstenciónRenta media34,3%22.895€ 20% más rico
AbstenciónRenta media27,5%35.186€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. Vivir al lado del Guggenheim en Bilbao
Más de 20.000 euros conforman la brecha entre Abando, el distrito más rico y que más participa de la ciudad de Bilbao, y el resto de zonas de la ciudad. "En Bilbao hay una alta desigualdad pero no llega a los niveles que se llegan en Sevilla, Málaga o Badajoz aunque dentro de Euskadi sí que llama la atención", afirma Braulio Gómez, doctor en Ciencia Política de la Universidad de Deusto.
La desigualdad de Bilbao se manifiesta entre los que viven al lado del Guggenheim, que apenas se abstienen y votan principalmente a PP y PNV, y la zona sur de Errekalde, la más pobre donde Unidos Podemos fue el más votado en 2016.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PNV
PP
UP 20% más pobre
AbstenciónRenta media35,7%27.304€ 20% más rico
AbstenciónRenta media27,2%48.514€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. Urnas vacías en 'las 3.000 Viviendas'
La abstención consiguió la mayoría absoluta en 'las 3.000 Viviendas' de Sevilla en las elecciones generales de 2016. El 55% de los votantes decidió abstenerse en un barrio en el que PSOE y UP se llevan el casi el 80% de los votos. Frente a ellos, menos del 20% de los votantes se abstuvieron en el barrio más rico de Sevilla, Santa Clara, donde PP y Cs son opciones mayoritarias.
"Si lo que se lleva al debate es lo que opina un votante de los Remedios o de Triana, no se van a tener en cuenta los problemas de las 3.000 Viviendas", afirma el politólogo Manuel Buñuel.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PSOE
PP
UP 20% más pobre
AbstenciónRenta media40,9%17.648€ 20% más rico
AbstenciónRenta media20,3%42.911€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. Las barriadas de Las Palmas, carne de abstención
La brecha económica entre el barrio que más se abstuvo en las elecciones de 2016, las barriadas de la Vega de San José, y el que más participó, la céntrica zona de Arenales-Lugo, es de casi 20.000 euros por hogar. Una diferencia que señala la desigualdad entre el centro histórico construido alrededor del Puerto de Las Palmas y las barriadas periféricas del sur, asentadas en pendiente sobre la ladera de la montaña.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PP
PSOE
UP 20% más pobre
AbstenciónRenta media40,2%21.281€ 20% más rico
AbstenciónRenta media30,7%38.264€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. Madrid, una brecha de norte a sur
La capital madrileña presenta los mayores índices de desigualdad de las grandes ciudades españolas, una brecha que se dibuja de sur a norte. Los barrios más pobres del sur, como San Cristóbal (Villaverde) o San Diego (Puente de Vallecas), se abstienen casi el triple que las lujosas zonas más ricas del norte como El Viso (Chamartín) o Piovera (Hortaleza).
Un mapa que dibuja los feudos del PP que siempre votan en las generales frente a los dominios abstencionistas de Unidos Podemos y el PSOE.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PP
PSOE
UP
Cs 20% más pobre
AbstenciónRenta media34,2%24.541€ 20% más rico
AbstenciónRenta media18,6%66.586€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. Centro frente a periferia en Valencia
Los residentes del lujoso barrio de El Pla del Remei, en el centro de Valencia, fueron los más entusiastas de las elecciones del 26J. Con solo un 14% de abstención, es el barrio que más participó de las grandes ciudades españolas. Casualmente, es el más rico de la capital y la zona en la que el PP consiguió más porcentaje de voto (61%).
Los mayores índices de abstención se concentran en los barrios pobres de las zonas periféricas como En Corts, El Grau o Tres Forques - La Fontsanta.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PP
Pod. - Comp. 20% más pobre
AbstenciónRenta media28,4%23.640€ 20% más rico
AbstenciónRenta media19,0%39.736€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. El sur obrero se abstiene en Córdoba
Más de la mitad del suelo en el barrio de El Naranjo-Brillante, el más rico de Córdoba, está destinado a urbanizaciones, chalets y viviendas unifamiliares. En el Sector Sur, el más pobre de la capital de provincia, las zonas industriales y comerciales acaparan la mitad del suelo, según los datos del INE.
Casi 20 puntos separan los niveles de abstención de ambos barrios en las generales de 2016.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PP
PSOE
UP 20% más pobre
AbstenciónRenta media39,4%19.254€ 20% más rico
AbstenciónRenta media21,3%39.228€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. La frontera invisible de Zaragoza
Apenas 3 kilómetros separan las urbanizaciones con piscina de Casablanca, en Zaragoza, con el barrio obrero de Delicias. Aunque no tienen una frontera física, sí existe una simbólica que los separa: los hogares de Casablanca ingresan 30.000 euros más y se abstienen casi la mitad que sus vecinos de Delicias.
Una brecha que se traslada a la perspectiva de voto de los principales partidos. PP y Ciudadanos son mayoría en Casablanca, el barrio más rico de la capital aragonesa, y PSOE y Unidos Podemos son primera fuerza en el más pobre, Delicias.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PP
PSOE
UP
Cs 20% más pobre
AbstenciónRenta media32,1%24.806€ 20% más rico
AbstenciónRenta media22,0%43.153€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. Astilleros frente a centro histórico en Vigo
El barrio de Teis en Vigo, el más pobre de la ciudad gallega, fue el que registró el mayor porcentaje de abstención (32%) el 26J. Los principales astilleros de la ciudad y gran parte del puerto comercial señalan un barrio de marcado perfil obrero e industrial donde la candidatura de En Marea fue primera fuerza.
Una zona que se contrapone al centro histórico de Vigo, el barrio más rico de la ciudad gallega, el que más participó (un 26%). El PP fue el partido más votado.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PP
En Marea
PSOE 20% más pobre
AbstenciónRenta media29,7%27.838€ 20% más rico
AbstenciónRenta media27,9%34.394€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
Metodología
Para esta información, se han cruzado los datos por secciones censales de las elecciones generales de 2016 con los de renta media por hogar de la operación estadística de Indicadores Urbanos Urban Audit referentes al año 2016, que divide las ciudades en áreas suburbanas (SCD). Estas separaciones no siempre coinciden con divisiones administrativas de distritos o barrios. Solo se han incluido las 16 ciudades más pobladas de España ya que son los únicos municipios que tienen datos de renta desglosados por barrio.
En cada área suburbana, se ha calculado el porcentaje de votos de cada candidatura y el nivel de abstención en las elecciones del 26J a partir de las secciones censales que la componen. Se han descartado los datos de 9 secciones censales de las divisiones realizadas por Urban Audit no existían en las elecciones generales de 2016.
Se han identificado a PSOE, Unidos Podemos y sus confluencias, ERC, Bildu, PACMA y BNG como partidos de izquierda y a PP, Ciudadanos, CDC, PNV, CC, UPyD y Vox como partidos de derecha.
07/04/2019 - 21:37h 0 Compartir en Facebook Compartir en Twitter Enviar a Menéame Imprimir Detrás de esta noticia... Podemos publicar esta noticia gracias a las cuotas que pagan nuestros más de 34.000 socios y socias. Ellos garantizan nuestra independencia editorial y económica. Pero necesitamos más socios para seguir contratando periodistas y publicar más contenidos como este. Si tú también crees en un periodismo libre y de calidad hazte socio, hazte socia. ENLACES PATROCINADOS Jaime González, irreconocible en su reaparición televisiva Jaime González, irreconocible en su reaparición televisiva La Vanguardia La inspección de 120.000km de tu Audi A3 por 299€. Solicita cita. La inspección de 120.000km de tu Audi A3 por 299€. Solicita cita. formularios.audi.es Polen de abeja. Propiedades, cómo tomarlo, para qué usarlo. Polen de abeja. Propiedades, cómo tomarlo, para qué usarlo. universomiel.es El nuevo Kia Ceed Tourer está diseñado para el conductor. DescúbreloEl nuevo Kia Ceed Tourer está diseñado para el conductor. Descúbrelo El nuevo Kia Ceed Tourer está diseñado para el conductor. Descúbrelo Kia Semana Crossover & SUV de Ford, del 8 al 17 de abril Semana Crossover & SUV de Ford, del 8 al 17 de abril Ford Hipoteca NARANJA de ING. Con cero, cero posibilidades de equivocarte Hipoteca NARANJA de ING. Con cero, cero posibilidades de equivocarte ING Más en eldiario.es De dónde viene la extrema derecha: un obispo ultra y la familia de Barberá De dónde viene la extrema derecha: un obispo ultra y la familia de Barberá Podemos se postula en su programa para el 28A como la alternativa al "trío de Colón" y al "temblor de piernas" del PSOE Podemos se postula en su programa para el 28A como la alternativa al "trío de Colón" y al "temblor de piernas" del PSOE La Comunidad de Madrid exige a 70.000 jóvenes pagar un impuesto desconocido para deducirse el alquiler en la declaración La Comunidad de Madrid exige a 70.000 jóvenes pagar un impuesto desconocido para deducirse el alquiler en la declaración recomendado por Los comentarios de nuestros socios 1 luiscor1221 los ricos votan todos, los curas votan todos, los policias,guardias civiles y militares votan ... 2 quijotesco Siempre me he preguntado como es posible que el inconformismo ciudadano sea tan grande pero ... 3 Paubcn Creo que mas que el factor económico interviene el factor cultural, aunque un alto nivel ... 4 Artero No, no es casual, se debe en primer lugar al analfabetismo o simple alfabetización, lo cual ... 5 Cuyobai Los 'problemas' de la legislación electoral quedan sin resolver. Casualmente. 8 DONGUIDO Aquí unas explicaciónes muy bien fundamentadas de por qué los pobres, los obreros, votan a la ... 9 Huge_Head la brecha económica da como resultado la brecha cultural ,que se podría evitar mucho mas fácil ... 11 pepeespuche22 Lleváis toda la razón en El Palmar (Murcia) una pedanía de 24.000 habitantes en los barrios ... 13 Mr.Spock El neoliberalismo persigue la creación de una inmensa clase trabajadora solo preocupada por ... 14 JRG Buenísimo artículo de análisis de datos. En mi opinión shí está una de las bolsas de abstención. ... 15 jjrs50 El gran logro de la derecha es que muchos ciudadanos voten en contra de sus propios intereses. 16 Davex Votar no solo es un derecho, es una responsabilidad y por tanto debería ser una obligación. Pero ... Hazte socioComenta tú también20 comentarios
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2016.07.04 00:46 359gcu La gurú de San Francisco que hizo ganar las elecciones a Mariano Rajoy

El PP contrató a la agencia de las campañas de Obama, Macri, Renzi y Cameron para preparar las elecciones
La victoria 'le costó' al partido 290.000 euros 03/07/2016 19:02 En la fiesta de la calle Génova, Isabelle celebra. Sonrisa congelada. Es la confirmación de su talento y su esfuerzo. Llegó a España a finales de mayo. Sin saber español. Trabajando más de 14 horas al día en la zona noble del Partido Popular. Que incluso la había mandado al hospital. Con los ojos rojísimos de tanto calcular y mirar estadísticas, el día de las elecciones es su Día D. El presidente Rajoy levanta los brazos en señal de victoria. Jorge Moragas -su jefe de gabinete en La Moncloa y responsable de la campaña de los populares, quien convenció a los líderes del partido de traer a España a la empresa para la que trabaja Isabelle: The Messina Group (TMG)- aprieta el puño. "Es un secreto. Deben mantenerlo en secreto", les dijo el consejero delegado de TMG, Jim Messina, a los altos cargos del PP. Y así fue. La llegada de Isabelle fue un secreto. Pero en el fondo es quien revolucionó la campaña electoral de Rajoy por dentro. La que permitió un éxito que sus rivales aún no se explican. Crónica desvela cómo trabajaron y cómo consiguieron arrebatarle los votos decisivos a los partidos de la competencia. Cómo el PP venció con la asesoría del equipo que antes ayudó a ganar a Barack Obama y David Cameron. Isabelle escribe el 27 de junio, 1.00 de la mañana. "Increíble resultado para el PP en España esta noche. Los sondeos públicos predijeron 117 escaños para el PP, TMG predijo 135, resultado final 137". Euforia.
Es un trabajo que comenzó cuando Jim Messina "arribó a España, en junio de 2015, por primera vez", nos confirman desde el epicentro del equipo de campaña. Pasó desapercibido. La discreción es, de facto, su principal virtud. Su fama mundial comienza cuando revoluciona la campaña de reelección de Obama en 2012. Su apodo: The Fixer (El Reparador). El reconocimiento a su labor con Obama, donde planteó una estrategia total basada en el uso del Big Data (administrar y procesar la información de enormes bases de datos) para captar electores, fue el abrazo ganador entre ambos cuando se hizo pública la victoria.
Jim es un caso único. Nació en 1969, lejos de los centros tecnológicos de EEUU, en Denver (Colorado). Se licenció en Políticas y Periodismo en la Universidad de Montana, en 1993. Pero aprendió a codearse con los mejores pronto: Steve Jobs (Apple) o Eric Schmidt (Google) o Steven Spielberg... De ellos aprendió que la tecnología, la innovación y la escenografía son claves. En los negocios, el entretenimiento y la política. Y eso le enseña a sus pupilos, como Isabelle. "Jim Messina acordó formalmente trabajar para el PP en la primavera de 2016. Ha visitado España varias veces, incluyendo el miércoles anterior al día de las elecciones", confirman a este suplemento.
"Isabelle ha vivido en España durante las últimas semanas de la campaña. Empujó al PP para intentar el voto táctico. Aplicó la teoría del voto táctico como hizo en el Reino Unido en la campaña de David Cameron". Voto táctico focalizado en el uso de la red social que ha marcado esta campaña: Facebook.
No hay fondos suficientes
¿Por qué no fue contratado para diciembre de 2015, para la primera vuelta? Dinero. No había fondos suficientes. Eso que Jorge Moragas, el gran impulsor de su llegada, trataba de convencerlos a todos ya entonces. Y se experimentó con una fórmula más tradicional. Obtuvieron sólo 123 escaños. Hubo caras largas y una enorme decepción. Llegaron a verlo todo perdido. Golpes de puño en los escritorios y lágrimas, incluso. Los pactos del PP con otros partidos eran imposibles. No salían las cuentas. El "asalto al cielo" de Podemos los había hundido. Pero era la primera ronda.
El fracaso de acuerdo entre PSOE, Ciudadanos y Podemos en cualquier escenario les dio otra oportunidad. Moragas vuelve a la carga. Había que contratar a Jim fuera como fuera. Un miembro del equipo de campaña del PP cuenta las negociaciones: "En diciembre no sale por dinero. Messina nos pedía un millón de euros".
Messina, acostumbrado a presupuestos abultados -se gastó 1.100 millones en la campaña de Obama y 29 en la de Cameron-, nunca entendió la primera negativa. En la segunda negociación hay más en juego y esta vez es Messina el que dice "no". Todos sus esfuerzos estaban focalizados en apoyar al primer ministro británico en su "Bremain", o no al Brexit. Intercede el propio David Cameron y convence a TMG para que apoyen a Rajoy, que es un socio apreciado. Y así llega Isabelle Wright a España.
Es responsable de Estrategia Digital de TMG. "Un genio... Y extraordinariamente atractiva", dicen quienes la conocen. La ayuda Ben Mallet. Los dos jóvenes con aspecto de veinteañeros se integran rápidamente en el equipo de campaña de Rajoy. La tarifa era casi un pacto de amigos: "Unos 100.000 euros... El servicio se reducía a la publicidad en Facebook. Queríamos el Ferrari pero sólo pudimos comprar las ruedas. ¿Nos valdría?", se preguntaba un alto cargo del PP.
La carrera contra reloj se inicia. Aun así, Isabelle se siente muy cómoda desde el inicio, sabe lidiar con la presión. Ella, que dirige la oficina de San Francisco de TMG, que previamente trabajó para una empresa de capital riesgo ayudando en sus inversiones en redes sociales, que se describe como residente en la ciudad del Golden Gate, Londres, Washington DC y Los Ángeles, añade otra urbe a su lista, la primera en castellano. Escribe un tuit el 30 de mayo: "Palacio de Moncloa. Un maravilloso Miró y comida española #lavidaesbuena #Madrid".
Desde el partido tuvieron que adaptarse. Primero, contratarles un traductor, pues ninguno de los chicos de Messina habla español. Otra persona del equipo de campaña describe su esfuerzo inicial: "Isabelle y Ben han trabajado 14 horas al día desde que llegaron a España. Vivían en el barrio de Salamanca. Estaban en un despacho en la séptima planta de Génova entre el de Pablo Casado y el de Andrea Levy. No entendían la falta de puntualidad. Han recibido ayuda de mucha gente. La chica se puso mala dos días y hubo que llevarla al hospital. Se asustó un poco. No han tenido fines de semana. Comían en los sitios aledaños a Génova. El equipo de redes sociales llegó a ser de 25 personas. Pero no había una relación directa entre ellos y ese equipo". Iban por libre. Su misión era secreta y apenas hubo tiempo para distracciones.
Otro miembro del partido añade: «Son muy jóvenes y han currado demasiado. Se les contacta tarde. Toda la parte de segmentación se hace por encuestas. Se han pegado una paliza de pelotas. Había que definir todos los targets (objetivos), los portavoces, los mensajes. El sistema es muy sencillo. Definir públicos muy claros, cuáles son los mensajes que interesan a esos públicos, cómo puedes localizar a esos públicos por sus perfiles de Facebook para comprar publicidad y llegar a ellos y luego qué tipo de mensajes tienes que mandarle a esos tíos. Ellos han definido esos grupos, ellos han hecho la compra y la agencia de publicidad Shackleton ha hecho la creatividad». Shackleton tenía una orden clara: el principal impulso iba a ser digital. Pero mientras Podemos atiborraba la red de tuits, donde son los amos, los del PP iban por la vía de Facebook.
Periodo de aprendizaje
¿Qué tuvieron que aprender Isabelle y Ben? Mucho. "Los problemas al principio eran que estos jóvenes no conocían la política española. Conocían el lado técnico, pero el lado político se lo teníamos que dar y explicar. Ellos no entendían las provincias, el sistema electoral de circunscripciones.Han tenido que aterrizar primero en el sistema español, luego en la política... El sistema proporcional al principio les choca porque si tú estás acostumbrado a que si ganas uno lo ganas todo, es radicalmente distinto. No es un sistema muy habitual. Todos los inputs [datos] se los hemos tenido que dar. Igual que los mensajes". Aprendieron rápido. Muy rápido.
El 13 de junio, Isabelle Wright está atenta a la actuación de los candidatos en el debate televisivo. Las teclas las presiona furtivamente. Lanza un retuit de su publicación de cabecera en España: The Spain Report (que da en inglés las más importantes noticias de España). Es una frase de Rajoy: "Predicar es fácil, lo difícil es gobernar".
Al acabar el debate, publica un vídeo en su Facebook personal. Es el presidente siendo fotografiado tras el encuentro con los líderes del PSOE, Podemos y Ciudadanos. "Gran desempeño del primer ministro Rajoy en el debate de esta noche", describe. El reconocimiento a su trabajo viene en los comentarios de sus amigos. Shelley escribe: "¡Muy orgullosa! ¡Estás triunfando en España! Pepe [sic, por PP] ganó el debate y nunca había visto a una mujer tan dedicada como tú y llegando tan lejos. Es un honor verte y me inspiras todos los días... Además, tu piso aquí no está tan mal". Gabi añade: "Todo gracias a ti".
A la distancia también sigue la campaña del Brexit donde está volcado todo TMG. Y ella en España desarrollando cómo ganar unas elecciones donde todos hablaban del sorpasso. Seguía una premisa de su maestro Jim Messina, una que había aprendido del mismísimo Bill Clinton: "Todas las elecciones son un referéndum sobre el futuro". No sobre el pasado. De allí un hashtag clave para indirectamente contraatacar a Podemos. #Afavor.
Mientras, nos comenta un dirigente del partido, "se reducían partidas como la publicidad en la calle, banderolas, etc. Teníamos más recursos para Facebook. Aparecían anuncios en función de los gustos. En redes ensayaron perfiles concretos. Apuntaron a las caras que mejor respuesta tenían -en compartidos y favoritos-, las de Soraya Sáenz de Santamaría y Pablo Casado. Sólo han circulado memes -imágenes multimedia usadas para transmitir ideas- de ellos". ¿A quién apuntaban? "A los votantes de Ciudadanos principalmente".
Era un método que ya le había funcionado. Así lo explican: "Era sincronizar los mensajes oportunos a las personas oportunas en el momento oportuno. Que es muy parecido a lo que hizo David Cameron en las legislativas británicas, donde también se produjo el bombazo respecto a lo que decían los sondeos". Y allí también estuvo Isabelle. Era lo que desde TMG conocen como "lograr el voto táctico".
La experiencia con Cameron
Las encuestas no eran las más optimistas. Algunas incluso hablaban de un derrumbe hasta los 117 escaños. Era trascendental el trabajo silente y complementario de Ben, que "se encargó del correo directo y de los textos que se repartieron puerta a puerta en los lugares seleccionados en los días finales, lo más cercano al 26-J", comentan desde la organización de la campaña. "Además hicimos más de 100 pruebas online para descubrir qué mensaje funcionaría en qué circunscripción electoral. Isabelle lideraba esto, hizo lo mismo para David Cameron en 2015".
La remontada iba en esta línea: "Era buscar bolsas de indecisos. En Argentina también se aplicó el mismo sistema en la campaña de Macri y también hubo un bombazo. Aquí replicamos ese modelo... No íbamos al votante tradicional del PP. Era una tontería gastarnos dinero cuando ya los teníamos asegurados", cuenta un alto cargo del PP.
Y llegó el Brexit. Los resultados le rompieron el corazón a Isabelle. Fue un golpe directo hacia Messina y su equipo. Con diferentes enemigos, se hablaba de que había perdido el toque mágico. Cameron dimitió. Pero los jefes de campaña decidieron que incluso podía serles útil.
"En el sistema de Jim Messina se lanzaron más de 500 mensajes. Y luego los propios vídeos que se fueron lanzando los últimos días de campaña estaban destinados ya no sólo a la viralización propia de las redes sociales sino a segmentos que eran muy sensibles al mensaje de voto útil y a los mensajes de la búsqueda o la unidad de la España moderada frente a la posibilidad de que Pablo Iglesias llegase a La Moncloa... No eran mensajes que lanzaban a un millón de personas. Los que más éxito tuvieron fueron los que se lanzaron el viernes tras el Brexit".
Jim se dio cuenta de la importancia de estos mensajes oportunos cuando trabajaba para Obama en su reelección de 2012. Los sondeos estaban apretados y él siempre se había vanagloriado de que los indecisos caerían en bloque. "Lo mismo ocurrió con Cameron. Lo mismo ocurrió con Macri". Le falló con el Brexit y las elecciones del 26 de junio eran -también- un examen para probar si Messina conserva la frescura. Sudor frío. Más cuando aún le quedan las elecciones italianas, el referéndum constitucional, con otro cliente selecto: Matteo Renzi en octubre.
Miembro del equipo de campaña del PP: "Sólo podíamos anunciarnos durante dos semanas por la ley electoral. Conseguimos un coste por impresión [aparición de un anuncio en el timeline o muro del usuario de Facebook] de promedio de medio céntimo de euro. No podíamos permitirnos pagar por click porque eso es mucho más caro. Diseñamos las audiencias a las que queríamos atacar con muchísimas variables. Buscábamos garantizar impactos y para eso pujamos para evitar que otros anunciantes nos robasen el espacio".
El presidente Barack Obama y Messina, su jefe de campaña, se abrazan al lograr la reelección en 2012. PETE SOUZA Era el todo o nada y se la jugaron al final. Gastaron los últimos euros. "El último día el PP sí optó por un modelo llamado reach and frequency [alcance y frecuencia] que permitía garantizar una audiencia concreta en un período corto de tiempo sin necesidad de pujar, para que nadie se interpusiese entre su público objetivo y el PP. Y lo usaron para lanzar los vídeos más exitosos. El de Pablo Iglesias dudando del euro en plena resaca del Brexit. Y el del líder de Podemos, en [el programa de TV] La Tuerka, celebrando que le habían metido una paliza a un policía".
¿Por qué Facebook?, le preguntamos a Natalia Basterrechea, directora de asuntos públicos de la red social en España: "La audiencia es fundamental. 22 millones de personas entran en Facebook en España mensualmente, y la política es un tema importante de conversación en la plataforma. Las elecciones generales fueron el tema más debatido en Facebook España en 2015. La conversación política en Facebook es auténtica. Es un lugar para hablar en tiempo real y de forma genuina sobre los temas que importan a los votantes españoles y tomar el pulso de la opinión pública. En total, desde enero de 2016, seis millones de personas han generado 90 millones de interacciones (me gusta, comentarios y contenido compartido) en torno a temas políticos". Esto lo vieron los miembros del equipo de segmentación: Jim, Isabelle, Ben y los locales José Cerdán, Eduardo Baeza (traductor, cicerone de Wright y marido de la cantante Nena Daconte), Andrés Medina y Abelardo Bethencourt, estos últimos miembros del gabinete del presidente. Y su apuesta publicitaria les costó 190.000 euros impuestos incluidos, que se sumaban a los 100.000 por la asesoría de TMG, según fuentes del partido.
El consultor político Iván Redondo analiza la estrategia utilizada: "En política el mensaje más efectivo es silencioso. No se cuenta en una rueda de prensa ni se hace visible en los medios. Y una estrategia de microtargeting te permite conectar y comunicarte directamente con tu votante objetivo sin intermediarios. Para cuando tus adversarios se dan cuenta, ya es tarde".
"A formar gobierno"
Cuando el 26 de junio se cierran los colegios electorales, la encuesta a pie de urna destroza al PP. Pero era ficción. Lo describe la propia Isabelle a la 1 de la mañana: "Increíble resultado para el PP en España esta noche. Los sondeos públicos predijeron 117 escaños para el PP, TMG predijo 135, resultado final 137". Ben Mallet se pronuncia también: "Ha sido un gran privilegio haber trabajado con un equipo tan dedicado y patriótico en una campaña de elecciones histórica. Me emociona saber que el Reino Unido no es el único país con terribles encuestadoras... [Rajoy] se ha ganado el derecho a formar gobierno".
El 27 de junio, a las 06.23, otro post de Ben. Es sólo una foto, la del equipo de Rajoy celebrando en el balcón de Génova con un cartel de "Gracias" al frente. Comenta Isabelle con una sola palabra: "¡Victoria!".
Todos los tuits de Isabelle y Ben cobran sentido el 28 de junio, a las 0.15. El gurú Messina rompe su silencio: "Felicitaciones a nuestro cliente español PM [primer ministro] Mariano Rajoy y al PP por su decisiva y dilatada victoria".
Era el modo de Jim de celebrar su éxito, el de los suyos, y que no había perdido su "toque mágico".
Ciudadanos y Podemos han pasado los siguientes días en KO. Los primeros, reunidos para entender cómo perdieron 400.000 votos y siete diputados. Los segundos pensando en un sorpasso devenido en gatillasso...
Sucedió así, cuentan desde lo más alto de la organización de la campaña del PP: "Moragas nos pidió que atacásamemos varias provincias concretas donde podían caer escaños de más. Los 12 que marcó los conseguimos. Luego cayeron dos más que no esperábamos: A Coruña y el decimoquinto de Madrid", comenta un miembro del PP. Las provincias a atacar que especificó Moragas fueron: Orense, Salamanca, Lleida, Madrid (para ganar 14), Badajoz, Toledo, Cuenca, Valencia, Alicante, Almería, Sevilla y Tenerife". El paso de 123 diputados a 137. Victoria a precio de saldo -290.000 euros- de El Reparador.
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2015.09.29 07:08 astromule ¿Cómo obtener la ciudadanía polaca? [para descendientes]

Edit 03: Por favor, no envíen MP. No tengo más información que la publicada en esta guía.
¡Hola! Quería compartir en el /sub de Argentina la guía que armé para facilitar la tramitación de la ciudadanía polaca, para todos los que sean descendientes y estén interesados. Al finalizar el texto van a encontrar el punto "20", con las traducciones correspondientes al vocabulario polaco. Las traducciones que aparecen antes fueron hechas con el traductor de Google, por lo que son inexactas. Para mayor seguridad, entonces, por favor revisen la última parte.
Edit 02: Para buscar sobre tus antepasados tenés tres opciones:
https://familysearch.org/
Museo de la Inmigración
Cemla
Edit 01: Si necesitás información sobre tus antepasados podés consultar el siguiente apartado:
Información desde 1882 a 1950 Usted podrá conocer en qué fecha, barco y con cuál oficio llegó su antepasado al país, a partir de la base de datos que ha elaborado el Centro de Estudios Migratorios Latinoamericanos, con el material histórico que se conserva en la Dirección Nacional de Migraciones. DIRECCIONES DE CONSULTA: Museo de la Inmigración: Av. Antártida Argentina 1355 Edificio 6 Ciudad Autónoma de Buenos Aires Tel.: 4317-0285 Horarios: Martes a Domingos de 12:00 a 20:00 hs. http://www.migraciones.gov.aaccesible/indexN.php?datos_museo
Si bien cada caso varía, hay una serie de documentos que siempre les van a pedir.
Pasos:
1) Copia certificada (y no partida) de mi papá, mi hermano y mía. Como mi hermano y yo nacimos en Provincia, el trámite se hace en el Registro de las Personas en la Ciudad de La Plata, calles 1 y 60. No hay que sacar turno previo: se va directamente, se pide "copia certificada del acta de nacimiento" y a la semana lo tienen. El trámite sale $35 por cada copia.
Llevá las partidas o actas anteriores que tengas, porque eso facilita la búsqueda por parte de los empleados administrativos.
Como mi papá nació en Capital tengo que pedir copia certificada de acta de nacimiento en Uruguay 753, donde está la sede del Registro Civil de la Ciudad de Buenos Aires.
2) En el mismo Registro de las Personas pedí el certificado de defunción de tu abuelo. Sabía la fecha estimada, pero al no tener un certificado de defunción previo, me cobraron alrededor de $40 por la búsqueda. El trámite demora dos semanas. El certificado de defunción es vital porque allí figura la fecha de nacimiento de tu abuelo y quiénes fueron sus padres, información que te van a pedir en Migraciones.
3) Andá a cemla.com/buscado Escribí el apellido de tu abuelo en un rango amplio de años (cinco, por ejemplo), si no sabés bien la fecha en que llegó. Si buscás el apellido de tu abuela, recordá que si se casó tenés que buscarlo por el apellido del esposo.
Si figura en el registro (nombre, apellido, barco, fecha de arribo), tenés que ir hasta Independencia 20 y pedirles que te impriman el certificado. Se va sin turno y el trámite (la impresión) es muy rápido y sale $25.
4) Accedé www.migraciones.gov.aturnos/verificar_jurisdiccion.php
Tipo de trámite: “solicitud de certificado”.
De acuerdo a tu lugar de residencia será el Registro al que tengas que ir. Por ejemplo, si ponés lugar de residencia “La Plata”, tenés que ir al registro de La Plata y no al de Av. Antártida Argentina.
5) Una vez que tenés tu turno, tenés que presentarte en Migraciones, que en La Plata está en 1 y 43, frente a la estación de ferrocarril, entrando a la derecha en “informes” con el turno que imprimiste de internet tenés que sacar otro turno, para que atiendan por ventanilla.
6) ¿Qué documentación tenés que presentar en la ventanilla para que elaboren el certificado?
-DNI y copia de las dos primeras hojas; libreta de familia y/o partida de nacimiento tuya y de tu papá. Acá tenés que acreditar el vínculo con tu abuelo. Yo llevé todo lo anterior y fui con mi papá, que es el descendiente directo, lo que facilita el inicio de trámite. Pero si sos nieto y tenés la documentación anterior te lo tienen que iniciar igual.
-El certificado que te imprimieron en el CEMLA y fotocopia.
-Nombre y apellido de tu abuelo, fecha de nacimiento y padres de tu abuelo.
-Pagar $50 en un Bapro.
La elaboración del certificado lleva dos semanas y se retira con el DNI.
7) En el Registro de las Personas, con la libreta de familia, pedí el acta de matrimonio de mis padres. El trámite demora una semana.
8) Fui hasta la embajada de Polonia para solicitar el formulario de no naturalización.
Se va sin turno , se toca timbre y se espera hasta que te reciban en la sala de estar.
¿Qué datos necesito? Nombre y apellido de abuelo, nombre y apellido de padre y de madre de tu abuelo, fecha de nacimiento, lugar de nacimiento; además de completar los datos del solicitante (para el caso, los míos).
Se abonan 42 USD y lo firman en el momento.
9) Después de la embajada, con el oficio firmado que te entregan en la embajada, vas hasta la Cámara Nacional Electoral. Se accede por la calle 25 de mayo al 245.
Tenés que llevar una fotocopia de la hoja que te entregaron en la embajada y comprar en el Banco Ciudad (se encuentra en la esquina de la Cámara Nacional Electoral) un “sello judicial”, que sale $10 y se abona por caja.
El trámite en la Cámara demora 2 semanas y el papel lo puede ir a retirar cualquier persona que lo presente.
10) No es indipensable el oficio de no naturalización de la embajada. Si tenés la documentación necesaria, podés ahorrarte los 42 USD tramitándolo directamente en la Cámara.
Requisitos: http://www.pjn.gov.aPublicaciones/00003/00051194.Pdf
Formulario: http://www.buenos-aires.diplo.de/contentblob/2092594/Daten/276755/No_Argentino_Download.pdf
11) Policía Científica: Fui a la Policía Científica, Azopardo 670, donde tenés que pedir un certificado de antencedes de tu abuelo/abuela.
Ese certificado contiene información como el pasaporte con el que ingresó al país, número de cédula y otros datos.
Demoran 10 días en hacerlo.
12) Recibo confirmación ciudadanía padre en mi domicilio.
13) Se va al consulado y se inicia el trámite para el pedido de la confirmación de los hijos: Tres meses después, recibo las confirmaciones de mi hermano y mía (que llegan al domicilio del apoderado), junto con los 3 documentos verdes que acreditan la inscripción en el registro civil de Polonia (las hojas verdes llegan a mi domicilio). De estas hoja sólo será necesario presentar la primera (vienen en pares, con una copia de cada uno de los originales).
La diferencia entre los dos documentos es que la confirmación (hoja blaca) dice “wojewoda mazowiecki”, mientras que el acta del registro civil (hoja verde) dice rzeczpospolita polska.
14) Pasaporte: se debe sacar el turno online en http://www.e-konsulat.gov.pl/. Atento, porque la inscripción online abre sólo una vez por mes. El turno abre en horario de oficina, de 9 a 16, pero la última vez abrieron a las 10 am y se agotaron a las 11 am.
14.1 http://www.e-konsulat.gov.pl/
14.2 País: Argentina; oficina consular: Buenos Aires.
14.3 (izquierda) Información de pasaportes.
14.4 Data wizyty, “Día de visita”; Godzina wizyty, “horario de visita”; “Zarezerwuj termin wizyty”, reservar una cita; chcę zarezerwować termin dla, “quiero reservar una fecha para”.
14.5 ¿Cuántos turnos online tengo que sacar? Tantos como personas haya interesadas en tener el pasaporte. Es decir, si son padre y dos hermanos, se deben sacar tres turnos, uno detrás del otro.
14.6 Leer con atención este punto, porque es el más importante del proceso: Hay que hacer click PRIMERO en el casillero numérico, “chcę zarezerwować termin dl”, (http://i.imgur.com/5wYO0t7.jpg), lo cual es indispensable, porque de lo contrario, uno no puede escribir nada en "data" ni en "Godzina".
14.7. Les va a aparecer un formulario en polaco, con los siguientes campos
Termin wizyty, fecha de la visita: la que quede para elegir.
Imie, nombre.
Nazwisko, apellido
Adres, dirección.
Telefon, teléfono.
Email, email.
Opis sprawy, descripción del caso. Escriban “confirmación de ciudadanía” en castellano.
Donde les pregunta por el PESEL, no escriban nada. Eso es para los que están renovando un pasaporte polaco anterior.
14.8. Tengan la información memorizada y apúrense para anotarse, porque los turnos se agotan en seguida.
14.9. Si todo anduvo bien, les aparecerá un formulario con las palabras “formularz wizyty w konsulacie”, formulario de visita en el consulado. Impriman este documento, porque es su comprobante para sacar el turno.
15) ¿Cuántos turnos online tengo que sacar? Tantos como personas haya interesadas en tener el pasaporte. Es decir, si son padre y dos hermanos, se deben sacar tres turnos, uno detrás del otro.
16) ¿Qué documentos tengo que llevar para obtener el pasaporte, una vez que conseguí el turno online?:
16.1. confirmación de la ciudadanía polaca del solicitante original + fotocopia.
16.2 acta de nacimiento polaco (hoja verde, original + fotocopia)
16.3 formulario de solicitud de pasaporte completado, sin tachaduras, con letra de imprenta y en idioma polaco.
Datos a completar: 16.4 hoja que comienza con “wniosek”
  1. nazwisko, apellido del solicitante.
  2. nazwisko rodowe, otra vez el apellido.
  3. imiona... los nombres de tus padres, tal como figuran en la confirmación de ciudadanía.
  4. data i miejsce, fecha de nacimiento 00/00/0000 y lugar.
  5. obywatelstwo: “Polskie”.
  6. dokladny: dirección.
  7. województwo: código postal más ciudad.
  8. poprzednie: teléfono.
16.5 hoja que comienza con “9.rysopsis”
wzrost w: altura
kolor: color de los ojos
znaki szczegolne: signos distintivos
plec: sexo, si es masculino, marcar “mezcyzna”. Si es femenino, el otro.
rodzaj dokumentu tozsamosci seria i numer: creo que son las palabras “DNI” en polaco (donde dice “rodzaj”) y el número donde dice “data waznosci”.
nazwisko i imie: nombre del padre.
miejsce: otra vez el teléfono.
16.6 una foto tamaño biométrica que se saca a 4 cuadras del consulado: Coronel Diaz 2541.
16.7 DNI copia (y original para mostrarlo)
  1. Si no uso un gestor de Argentina, ¿qué otras opciones tengo?
Conforme a las disposiciones del Código de Procedimiento Administrativo polaco, en vigor desde el 11 de abril 2011, los solicitantes residentes fuera de Polonia tienen la obligación de nombrar a un apoderado para la correspondencia residente en Polonia, autorizado a recibir a su nombre la correspondencia referente al trámite (incluida la decisión final).
La declaración con los datos del apoderado (nombre, apellido, dirección completa en Polonia), redactada en polaco, debe firmarse por el solicitante (o por su apoderado a efectuar el trámite) y presentarse como documento a parte junto a la solicitud de confirmación de ciudadanía. A partir del 11 de abril de 2011 el consulado no interviene en la entrega de las cartas dirigidas por las autoridades voivodales al solicitante, referentes a la completación de la documentación, a las entregas de confirmaciones de ciudadanía u otro tipo de correspondencia: el Voivoda competente envía la correspondencia directamente al apoderado. Si el solicitante no designa a un apoderado, la correspondencia se queda en las actas de la oficina voivodal sin notificarlas al interesado. La ley no admite excepciones a esta regla.
Es decir, según lo que entiendo, existen tres opciones.
17.1. Gestor argentino.
  1. Pariente polaco+traductor.
17.3. Traductor de polaco residente en Polonia.
El trámite yo lo hice a través de un gestoapoderado argentino.
El en foro http://www.polonia-es.com/ habían recomendado al traductor polaco Wiktor Niekrasz,
http://www.wiktorniekrasz.globtra.com/es
La otra opción que se me ocurre en consultar a https://www.facebook.com/unionpolaca.enberisso?fref=ts a http://www.upranet.com.a_esp/, o a alguna otra comunidad de polacos en el país, para conseguir traductor+domicilio en Polonia.
18) Entregué toda la documentación para el pasaporte. ¿Cuándo me lo entregan? Tarda dos meses; se avisa en la página de la embajada, http://www.buenosaires.msz.gov.pl/es/dep_cons/pasaporte/, con un mensaje que dice “ya están disponibles los pasaportes solicitados hasta...”. Los pasaportes pueden retirarse los miércoles entre las 14.00 y 16.00 horas de forma personal
19) Si mi pareja no tiene ciudadanía polaca, ¿puede conseguirla si se casa conmigo? En principio sí, pero no es tan sencillo ya que
  1. Tiene que haber vivido en Polonia por tres años;
  2. estar casados desde hace dos años;
  3. rendir un examen C1 de idioma polaco.
20) Traducciones corregidas
wniosek o wydanie paszportu albo paszportu tymczasowego: solicitar la emisión de una pasaporte o de un pasaporte temporario
Data wizyty: fecha de visita
Godzina wizyty: horario de visita
Zarezerwuj termin wizyty: reservar la fecha para la visita (pedir una cita)
chce zarezerwowac termin dla: quisiera reservar la fecha para... (debería ir seguido por una persona)
Termin wizyty: fecha/horario de visita
Imie: Primer nombre
Nazwisko: apellido
Adres: dirección
Telefon: número de teléfono
Email: correo electrónico
Opis sprawy: descripción del asunto
formularz wizyty w konsulacie: formulario de visita en el consulado
wniosek: formulario/pedido (por escrito)
nazwisko rodowe i inne w przypadku zmiany: familia/nombre de soltera y otro nombre si fue modificado
imiona: primeros nombres
imiona rodziców, nazwisko rodowe matki: primeros nombres de los padres, nombre de soltera de la madre
data i miejsce urodzenia: fecha y lugar de nacimiento
obywatelstwo: ciudadanía
dokladny adres miejsca stalego pobytu: dirección precisa del lugar permanente de residencia
wojdewództwo, nr telefonu: voivodeship (unidad administrativa polaca), número de teléfono
poprzednie miejsca stalego pobytu: lugares previos de residencia
rysopis: descripción física (por ejemplo, detalles del rostro)
wzrost w centymetrach: altura en centímetros
kolor oczu: color de ojos
znaki szcególne: signos distintivos (por ejemplo, cicatrices)
plec: sexo (género)
mezcyzna: hombre
kobieta: mujer
rodzaj dokumentu tozsamosci, seria i numer: tipo de documento de identidad, serie y número
data waznosci, organ wydajacy: fecha de validez del documento y agencia que lo otorgó
nazwisko i imie osoby, ktora mozna powiadomic w razie koniexznosci: último y primer nombre de una persona para ser notificada en caso de urgencia miejsce zamieszkania, telefon kontaktowy: lugar de residencia, número de teléfono de contacto
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